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Perspectivas

População do Seixal em vigília«Isto não é um deserto, queremos o SAP aberto»

«Não queremos um deserto, queremos o SAP aberto» ou «A luta continua, o ministro para a rua» foram algumas das palavras de ordem ouvidas frente ao Centro de Saúde do Seixal.

Cerca de duas centenas de pessoas concentraram-se frente aos portões encerrados do Centro de Saúde de Seixal, onde até ao passado dia 17 de Julho funcionava até às 00h00 o Serviço de Atendimento Permanente, vulgo SAP.

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População do Seixal em vigília «Isto não é um deserto, queremos o SAP aberto»

Por Jornal Rostos

«Isto não é um deserto, queremos o SAP aberto», «Não queremos um deserto, queremos o SAP aberto» ou «A luta continua, o ministro para a rua» foram algumas das palavras de ordem ouvidas frente ao Centro de Saúde do Seixal em protesto contra o encerramento do SAP no passado dia 17 de Julho.

Luta pelo direito à saúde

Cerca de duas centenas de pessoas concentraram-se frente aos portões encerrados do Centro de Saúde de Seixal, onde até ao passado dia 17 de Julho funcionava até às 00h00 o Serviço de Atendimento Permanente, vulgo SAP.
Cerca das 20h00 começaram a reunir-se e depressa cortaram a estrada de acesso ao Centro de Saúde. Presentes estiveram eleitos da CDU e do PSD, que colocara antes um cartaz junto à entrada do Centro de Saúde do Seixal em protesto pelo encerramento.
Entre os slogans de protesto, os eleitos da CDU foram fazendo pequenos discursos, incentivando a população à luta pelo direito à saúde.

População do concelho do Seixal não vai desistir

A primeira intervenção esteve a cargo da vereadora Corália Loureiro, que saudou os presentes e falou em nome dos eleitos da Câmara Municipal, das Juntas de Freguesia e das Comissões de Utentes de Saúde, frisando que “estamos com a população, e não iremos parar de lutar. O Ministro tem de saber que a população do concelho do Seixal não vai desistir, vamos estar alerta e vamos resistir, porque somos uma população de resistentes.” A vereadora insistiu ainda na necessidade do Ministro da Saúde, Correia de Campos, aceitar uma reunião com a autarquia, “ou então vamos todos em protesto para Lisboa!”.

Falta de transparência do Ministro da Saúde

Intervieram depois ao microfone de um sistema de som móvel, os dois presidentes das Juntas de Freguesia de Seixal e de Arrentela, as freguesias mais prejudicadas com este encerramento, incentivando à participação pública em protestos.
José Sales, em representação das Comissões de Utentes de Saúde, frisou que “o Ministério teve falta de transparência neste processo, porque não avisaram ninguém e até os avisos que foram colocados nas portas do Centro de Saúde, apontavam para o encerramento no dia 18 de Julho, mas no dia 17 de Julho já não houve serviço, e fomos nós, membros das Comissões, quem esteve aqui a indicar às pessoas onde deveriam dirigir-se para obterem o serviço do SAP.
Merecíamos mais respeito e não podemos aceitar isto. Vamos lutar até ao fim e só descansamos quando as SAP reabrirem”.
A justificação do encerramento dos SAP de Seixal e Corroios com a abertura de duas novas Unidades de Saúde Familiar, não deixa a população convencida e por isso a autarquia e as Comissões de Utentes de Saúde organizaram esta vigília, hoje no Seixal e amanhã em Corroios, em protesto contra a política do Ministério da Saúde.

Maria do Carmo Torres

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