Barreiro – SDUB “Os Franceses”Casa cheia para receber espectáculo com Rita Ribeiro
. Rita Ribeiro compromete-se a coordenar os espectáculos n’ “Os Franceses”
Cerca de 200 pessoas estiveram presentes para ouvir fados alegres e a reacção a essa afluência soou da voz da actriz e cantora Rita Ribeiro, a coordenadora do espectáculo, que deixou a promessa de: ”Continuar a estar presente e a coordenar artisticamente este espaço”. Trazer mais espectáculos e fazer workshops de teatro e de meditação fazem parte desse compromisso.

Por Jornal Rostos
Ontem, o espectáculo “Deixo-me ir atrás do Fado” subiu ao palco da Sociedade Democrática União Barreirense (S.D.U.B.) “Os Franceses”, presenteando a assistência com um serão onde as palavras, a música e o teatro se uniram e encontraram expressão num estilo musical tão português, como é o Fado.
Cerca de 200 pessoas estiveram presentes para ouvir fados alegres e a reacção a essa afluência soou da voz da actriz e cantora Rita Ribeiro, a coordenadora do espectáculo, que deixou a promessa de: ”Continuar a estar presente e a coordenar artisticamente este espaço”. Trazer mais espectáculos e fazer workshops de teatro e de meditação fazem parte desse compromisso.
O primeiro de muitos espectáculos que se vão realizar até ao final do ano
“Deixo-me ir atrás do Fado” é o primeiro de muitos espectáculo que se vão realizar até ao final do ano, segundo adiantou o presidente da Direcção de “Os Franceses”, Luís Vitorino, e que se inserem na celebração dos 137 anos da colectividade, que se comemora a 4 de Agosto, mas cuja sessão solene será realizada em Setembro, pelo facto de Agosto ser, por norma, um mês de férias. Na abertura do espectáculo, Luís Vitorino não deixou de observar: “Não é todos os dias que conseguimos ter uma sala como esta”.
Entusiasmo na plateia
A plateia revelava entusiasmo desde a sua entrada no recinto. A emoção parecia ser um sinal unânime. As razões que conduziam a estar presente no espectáculo é que divergiam. Se Cármen Garcia, com 66 anos e fadista desde os 12, veio com a sua amiga São Sabino pela paixão que nutre pelo fado, confessando: “Onde há fado, aparecemos sempre”, já as irmãs Telma e Mara Ferreiro, de 19 e 14 anos respectivamente, vieram movidas pelo chamamento do teatro, entusiasmadas pela criação de uma escola de formação de actores nos “Franceses”.
“Passar esta tradição maravilhosa e esta música que tem um estilo único”
Com Jorge Silva na guitarra portuguesa e José Manuel Rodrigues na viola, Rita Ribeiro e os seus convidados, António Vaz Morais, Paula Varela Cid e o fadista barreirense José Manuel Barreto, proporcionaram um espectáculo intimista onde se ouviram músicas que estão na memória e no coração dos portugueses. E, às tantas, já as vozes dos fadistas se juntavam às do público na celebração da música portuguesa. “Quando se ouve falar de Fado, ouve-se falar de Portugal” expressou a cantora para logo depois sublinhar a importância de: “passar esta tradição maravilhosa e esta música que tem um estilo único”.
Um projecto feito com amigos – ”Sem amigos a nossa vida é como um jardim sem flores”
“Deixo-me ir atrás do fado” é um projecto complementar de um CD com o mesmo nome lançado por Rita Ribeiro, após três anos de trabalho no musical “Amar Amália”, e que reúne alguns dos mais reconhecidos compositores portugueses, entre eles Jorge Palma, Pilar Homem de Mello, José Cid, Fernando Girão, Dina ou Carlos Gonçalves. Nomes que a cantora tem como amigos, ao que comenta: “A amizade talvez seja o maior grau de amor que existe”, acrescentando: ”Sem amigos a nossa vida é como um jardim sem flores”. A paixão pelos fados da fadista Amália Rodrigues também é marca presente no espectáculo.
“Ser útil às terras a que pertenço”
Respondendo ao pedido para ajudar a dinamizar o espaço dos Franceses, Rita Ribeira referiu: “É uma casa de espectáculo tão bonita que só faz sentido se tiver vida, público e espectáculos para todos”. Razão suficiente para trazer mais espectáculos à colectividade, com outros artistas e desenvolvendo simultaneamente cursos de teatro e de meditação, para “ensinar uma nova perspectiva de vida mais calma”. E a esse projecto chama de sonho concretizado: “Ser útil às terras a que pertenço”.
“ Façam mais espectáculos destes que as pessoas aderem”
De modo a dinamizar uma colectividade com uma tradição que está amplamente ligada ao teatro e à formação musical, Luís Vitorino pretende desenvolver uma série de actividades para que, como refere: “Sócios e não sócios venham ter connosco”. Para isso dispõem, para os mais novos, de diversos ateliers, desde de pintura ou de fotografia, passando pela música, ballet, ginástica e karaté. E, não esquecendo também os mais velhos, para o próximo ano pretendem instaurar um salão de massagens de Reflexologia e de terapia Siatchu. Até porque considera que a colectividade tem de se renovar e crescer, ao que adverte: “o que só será possível com a presença de todos vós”. Presença que se fez sentir no espectáculo de ontem. È a própria fadista barreirense Cármen Garcia, presente na plateia, que adverte: “ Façam mais espectáculos destes que as pessoas aderem”.
Andreia Lopes Gonçalves













