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Perspectivas

Balanço das Festas do Barreiro 2007“Estamos satisfeitos com o trabalho feito mas colocamos sempre um patamar mais alto”

Ontem, a poucas horas do final da festa, a autarquia, deu balanço positivo às Festas do Barreiro 2007, sob o tema “Água – Património Mundial. “10 dias de grande festa, alegria e convívio” levaram a que a vereadora da Cultura, Regina Janeiro, utilizasse a expressão: “Grande sucesso”. “Três palcos, mais de 30 concertos e pela afluência de público temos razões para dizer: ‘Estamos muito satisfeitos’”, comentou. Traçando um balanço positivo, inclusivamente em relação à nova localização da festa, não deixou de ter em conta que “procuramos fazer sempre melhor” e, nessas melhorias, referiu a necessidade de compatibilizar espaços, nomeadamente o das Tasquinhas. “Estamos satisfeitos com o trabalho feito mas colocamos sempre um patamar mais alto”.

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Balanço das Festas do Barreiro 2007 “Estamos satisfeitos com o trabalho feito mas colocamos sempre um patamar mais alto”

Por Jornal Rostos

Nova localização das Festas – “Foi uma boa aposta e o sucesso foi atingido”

Quanto à deslocalização das festas para a zona da Rua Bento Jesus Caraças, em frente da Escola Secundária Alfredo da Silva, a vereadora da Cultura considera ter sido uma mudança positiva: “foi uma boa aposta e o sucesso foi atingido”, comentou. Acrescentando que este ano as cores predominaram no recinto, através do novo chão “que não é tão cinzento como o alcatrão” e que, para além disso, o novo desenho da MEI permite sempre fazer “novas alterações à mostra”.

Vontade de integrar a zona do Barreiro Velho nas festas

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, referiu que nas Festas de 2007 “demos passos muito grandes para servir os visitantes e os expositores”, considerando que talvez o passo mais importante tenha sido a redefinição do desenho do espaço das festas, mas também admitiu: ”é possível e necessário encontrar outras soluções”, fazendo menção à vontade de integrar a zona do Barreiro Velho nas festas.

“As pessoas deixaram de ter de sair da festa para levantar dinheiro”

A vereadora Regina Janeiro quis ainda sublinhar as melhorias que a câmara investiu este ano nas festas, no que diz ser no sentido de “melhorar os serviços de apoio aos visitantes e expositores”. Nesse seguimento, falou no aspecto da limpeza: “considero que o espaço tem estado todos os dias muito agradável e limpo” e acerca das casas de banho, sublinhou que foram aumentadas para o dobro.
A colocação de serviços de Multibanco dentro do recinto da MEI foi outro dos aspectos que considerou positivos: “As pessoas deixaram de ter de sair da festa para levantar dinheiro”.

Feira do livro – “uma ideia que pensamos repetir para o próximo ano”

A presença de uma Feira do Livro no recinto da festa mereceu também balanço positivo pela vereadora da Cultura, que acrescentou: “uma ideia que pensamos repetir para o próximo ano”. Neste âmbito quis ainda realçar o facto de aquele ter sido o local para acolher o lançamento do livro “Queiradas de Cinta” do artista plástico barreirense Kira.
Em relação ao desporto, frisou a presença de um ginásio: “que deu algum ânimo às festas”. Animação que diz ter-se prolongado com a presença dos grupos ““FAZART” e “FANDAVIDA” e com a música sempre presente na abertura da MEI, através das fanfarras das duas corporações de bombeiros do Barreiro, dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste e do Corpo de Salvação Pública, para além da Xaranga – Rufar da Nova Geração (Rancho Etnográfico e Cultural do Lavradio) e do Cavalinho da Banda Municipal do Barreiro.

Tasquinhas – para o próximo ano “equilibrar melhor esses sons e espaços”

E apesar de salientar os aspectos positivos, a vereadora não deixou de referir que para as Festas de 2008 o que se pretende é: “continuar a servir cada vez melhor quem aqui está e quem nos visita”. A respeito das Tasquinhas, considera que se este ano houve um esforço da câmara no sentido de “melhor responder à nova legislação”, mas o que fica para repensar é, na sua opinião, o horário das Tasquinhas: “o facto de o palco começar depois do palco das Marés é uma questão que temos de repensar”, considerando que há a necessidade de “equilibrar melhor esses sons e espaços” e por isso diz que para o ano “teremos de corrigir ou teremos de ver outros espaços”.

Área da Juventude –“melhorar o acesso do Palco das Marés até à zona da Juventude”

A Área da Juventude mereceu também destaque, a vereadora considera que é positivo o facto de reunir artesanato e diferentes estilos musicais mas também reconheceu a necessidade de “melhorar cada vez mais” e, nesse sentido, referiu que para o próximo ano pretendem “melhorar o acesso do Palco das Marés até à zona da Juventude”, o que pode passar por uma maior aproximação dessas duas áreas.

Palco das Marés – “sucessos ganhos”

Quanto ao espaço do artesanato, importante no sentido de “divulgar o que se vai fazendo no Barreiro” considera: “receberam pela primeira vez uma localização digna”.
E relativamente ao Palco das Marés, disse que a grande preocupação seria a de chegar aos diferentes públicos e estilos, comentando: “que toda a gente que goste de música tivesse um motivo para cá vir”. Um palco que referiu “ter sempre muito público”, o que lhe suscitou uma frase: “sucessos ganhos”.

Desporto nas festas – “uma área que queremos continuar a apostar”

O desporto nas festas deste ano, marcou presença também através do ciclismo, atletismo e regata e, acerca destas actividades, Regina Janeiro não quis deixar de sublinhar a importância do papel do movimento associativo para a sua concretização e acrescentou “é uma área que queremos continuar a apostar”.

Programação Religiosa – cada vez uma maior afluência

O padre José Manuel, reitor da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, traçou um balanço também ele positivo para a programação religiosa, considerando que sendo a vertente religiosa o “alimento das festas”, nota cada vez uma maior afluência das pessoas a esses momentos e expressou um desejo: que a Igreja “se tornasse num Santuário Mariano aberto”.

Desejos para as festas de 2008 – Xaranga da Guarda Nacional Republica e que não seja esquecida a Igreja Matriz de Santa Cruz

Nos dez dias de festa em que a Igreja de Nossa Senhora do Rosário esteve sempre de portas abertas para receber a comunidade, para que as pessoas “pudessem estar sós ou para fazer pequenos gestos como a colocação de uma flor ou para acender uma vela”, o padre José Manuel chamou ainda a atenção para a presença nesta época de muitos imigrantes e realçou a importância de não deixar esquecer a tradição, nesse sentido falou na sua vontade de incluir na procissão em honra da padroeira a Xaranga da Guarda Nacional Republica, com a presença de 23 cavalos, o que pretende trazer para o próximo ano e ao que comenta. “faz parte da história da Irmandade da Nossa Senhora do Rosário”. Outro desejo que exprimiu foi que nas Festas de 2008 não seja esquecida a Igreja Matriz de Santa Cruz “que tem uma força muito grande, ao que acrescentou “por onde passa também a procissão, onde Nossa Senhora vista o seu filho”.

“Um êxito e uma construção colectiva”

Sintetizando as festas como tendo sido “um êxito e uma construção colectiva”, o presidente da câmara falou de uma construção que diz incluir “desde o morador que é incomodado até ao trabalhador da câmara que tem de limpar o lixo deixado durante os dias de festa”. Considerando ainda que as festas do Barreiro estão imbuídas no espírito de que são “Festas para todos mas também para cada um dos sentimentos e sensibilidades”, daí a aposta na diversidade de actividades e iniciativas. Uma festa que é “um ponto de encontro” de culturas, sensibilidades e de amizade”, na opinião do edil barreirense um caminho que deve ser continuado, de modo a mostrar o que se faz no Barreiro.

Mais de 120 mil pessoas nas Festas do Barreiro 2007

A respeito de números, a autarquia contabilizou uma afluência de mais de 120 mil pessoas nas Festas do Barreiro 2007. Um número que o presidente da câmara considera demonstrar que “o povo do Barreiro correspondeu a este esforço do município”, de fazer festas “para a comunidade do Barreiro abertas a outros cidadãos de zonas limítrofes”, com o desejo de “serem cada vez mais as festas do povo do Barreiro”.

Andreia Lopes Gonçalves

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