Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Nas Festas do Barreiro -Apresentação do IMPAR para “devolver os rios à cidade e à população”.

“Queremos que todas as intervenções de frente de rio possam estar sujeitas a uma visão integrada”

- Estudo estratégico para a Quimiparque será apresentado em finais de Setembro ou princípios de Outubro

- No âmbito do IMPAR, autarquia vai participar na WaterfrontExpo 2007

Um projecto que tem por nome: Iniciativa Municipal de Programação da Área Ribeirinha (IMPAR), foi ontem apresentado, o que nas palavras do edil barreirense, “pretende ser a vontade de o município desempenhar um papel activo no desenvolvimento das áreas ribeirinhas do concelho”.

6 min de leitura
Nas Festas do Barreiro -Apresentação do IMPAR para “devolver os rios à cidade e à população”.

Por Jornal Rostos

No recinto da Mostra Empresarial e Institucional das Festas do Barreiro, este ano sob o mote da água, foi ontem, apresentado, em conferência de imprensa um projecto da autarquia para “uma das maiores riquezas do património do concelho”, expressou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, ao referir-se aos Rios Tejo e Coina “e áreas ribeirinhas destes dois rios”, sublinhou. Com o objectivo de “devolver os rios à cidade e à população”. Trata-se de uma iniciativa da Câmara, no sentido de congregar esforços para desenvolver a frente ribeirinha do município “de forma global, integrada e sustentada”.

IMPAR – “A vontade do município de desempenhar um papel activo no desenvolvimento das áreas ribeirinhas do concelho”

“É preciso ordenar, tratar, desenvolver e usufruir das zonas ribeirinhas”, traçou como metas o presidente da Câmara Municipal do Barreiro e, tendo em conta esses objectivos, prosseguiu “estamos a pensar e a trabalhar para desenvolver um projecto”. Um projecto que tem por nome: Iniciativa Municipal de Programação da Área Ribeirinha (IMPAR) e que, nas palavras do edil barreirense, “pretende ser a vontade do município desempenhar um papel activo no desenvolvimento das áreas ribeirinhas do concelho”.
Anunciando que o que o se pretende para as áreas ribeirinhas é um “desenvolvimento económico com parâmetros específicos”, ao que acrescenta: “ que as questões ambientais na vertente paisagista, ecológica e patrimonial que podem ser condicionantes, sejam simultaneamente um factor de potencialidade”.

Zonas de intervenção do IMPAR

Lançando o intuito: “que todas as intervenções de frente de rio possam estar sujeitas a uma visão integrada”, o presidente da câmara definiu as três principais zonas sobre as quais irá incidir o projecto: o lado nascente do Tejo, que corresponde aos 3 km de frente de rio do território da Quimiparque; o lado poente que, por sua vez, diz respeito à frente da cidade, desde a Avenida bento Gonçalves até à zona onde começam as obras do POLIS e, por fim, a frente sul, que consiste na frente ribeirinha do Coina, que se inicia com a zona das obras do Programa POLIS, na zona da Verderena e Santo André, até ao Sapal do Rio Coina. Desse modo, o projecto IMPAR surge para abranger uma superfície aproximada de 810,72 ha.

Em “finais do próximo, princípios de Outubro” vai ser feita a primeira apresentação do estudo estratégico para a Quimiparque

O vice-presidente da Câmara Municipal do Barreiro, o vereador Joaquim Matias, sublinhando a importância de se intervir na frente ribeirinha, por constituir uma área de grande relevância para o concelho, fez referência ao território da Quimiparque, uma das áreas abrangidas pelo IMPAR, anunciando que se no actual Plano Director Municipal (PMD) é essencialmente uma zona industrial, neste momento se procede a uma revisão do PDM “para encontrar metodologias e ter em atenção os diferentes estudos para essa área”. Sobre esta zona adiantou, consciente da curiosidade que os projectos nessa área suscitam, que em “finais do próximo mês, princípios de Outubro” vai ser feita a primeira apresentação do estudo estratégico para a Quimiparque.

Diferentes proprietários do território abrangido pelo IMPAR – “daí a Câmara assumir-se como mobilizador destes projectos”

Fez questão ainda em sublinhar que, em relação ao território em causa, a maior parte não é pertença da Câmara, sublinha por isso que há que ter em conta que existem instituições e entidades públicas que são seus proprietários, naturalmente com direitos de gestão sobre o território. Sob este facto, o presidente da câmara sublinhou: “daí a Câmara assumir-se como mobilizador destes projectos”, ao que acrescenta. “Temos de incentivar, fazer parcerias”

Objectivo: Enquadrar os diferentes projectos no QREN

O vereador Joaquim Matias apontou também para a importância dos agentes económicos “que deverão ser os principais suportes destas transformações”, sublinhou.
Nesse sentido, lançou ainda algumas acções que a autarquia pretende ter em consideração, como o objectivo de enquadrar os diferentes projectos no Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e no Quadro Comunitário de Apoio (QCA), cujas verbas se entendem entre 2007 e 2013, no sentido de os candidatar no âmbito desse crédito.
Falou ainda na necessidade de haver uma articulação com as entidades proprietárias do território, assim como dos concelhos vizinhos, neste caso o Arco Ribeirinho Sul e o Seixal. “Potenciar a actividade na zona” é outro aspecto que considera importante: “dinamizar a náutica de recreio, não estou a falar de marina”, sublinhou. Em suma, considerou que o que se pretende é “a divulgação da identidade local evidenciando o riquíssimo património que existe na zona ribeirinha”.

Quimiparque “cuja frente ribeirinha terá grande importância não só económica mas logística e poderá vir a ser um pólo de mobilidade”.

O vereador do Planeamento salientou os trabalhos mais importantes, entre eles o que diz ser a “transformação da Quimiparque num motor de desenvolvimento económico”, ao que acrescenta: “cuja frente ribeirinha terá grande importância não só económica mas logística e poderá vir a ser um pólo de mobilidade”.
E assumindo a frente da Cidade como a questão principal, falou de uma articulação que tem existido entre a Câmara Municipal e a Administração do Porto de Lisboa (APL), no sentido da conservação do património existente, dando o exemplo de que houve a necessidade de sensibilizar a APL para o perigo da passagem dos catamarans na deslocação das areias na zona de Alburrica.
Na parte sul, referiu que, uma vez que a maior parte dos terrenos são privados, a Câmara terá de assumir um papel fundamentalmente de catalisador: “para organizar o espaço, promover e facilitar iniciativas e formas de financiamento público e privado para potencializar valências”, sublinhou. Considerando que o património ambiental e paisagístico “deve ser preservado mas também deve funcionar como motor de desenvolvimento”.

Divisões Municipais: “motor enquadrador do IMPAR”.

E sobre o IMPAR, quis ainda realçar a participação dos trabalhadores da Câmara, salientando que a reestruturação dos serviços possibilitou que as divisões municipais de Planeamento e Gestão Urbana, e de Desenvolvimento Económico constituíssem um “motor enquadrador deste programa”.

Autarquia do Barreiro participa na WaterfrontExpo 2007

Outro aspecto a sublinhar, que é um dos objectivos incluídos no IMPAR, consiste na participação da autarquia na WaterfrontExpo 2007, que vai decorrer em Lisboa de 2 a 4 de Outubro, um evento que integra uma exposição e conferência internacional para o desenvolvimento das frentes de água em todo o mundo, cujo tema desde ano será "Cidades Ribeirinhas Sustentáveis".

Meados do próximo ano, o POLIS “deverá estar em condições de ser usufruído pela população”.

O presidente da câmara, por sua vez, anunciou que “dentro de dias se iniciam as obras de recuperação da muralha” na Avenida Bento Gonçalves (Avenida da Praia) e que para meados do próximo ano o território abrangido pelo programa POLIS “deverá estar em condições de ser usufruído pela população”.

Andreia Lopes Gonçalves

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção