Presidente da Câmara do Barreiro em Stº António“Descentralização de Competências permitiu a realização de mais obras nas escolas de ensino básico”
Ontem a comitiva camarária visitou a freguesia de Santo António da Charneca, uma iniciativa inserida no âmbito das actividades da “Participação, Democracia e Cidadania”. O roteiro da visita passou pelas escolas de ensino básico, o Polidesportivo de Vila Chã, a zona da Quinta da Mina e o Centro Social de Santo António. Contactos que o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, considera serem muito importantes: “a Gestão de Proximidade ajuda-nos a ter uma visão do todo”, acrescentando: “é essencial procurar responder às grandes e pequenas necessidades”.

Por Jornal Rostos
Na visita, a vereadora Sofia Martins referiu que se tratou de um ano onde se fizeram muitas intervenções nas escolas de ensino básico do concelho, o que entende ser “ponto de sucesso do Processo de Descentralização de Competências entre as juntas e a Câmara do Barreiro”.
Descentralização de Competências – “Garantir não só a requalificação das escolas como de dar uma resposta quase imediata”
Na visita pelas escolas do ensino básico da freguesia de Santo António da Charneca, a vereadora do Saneamento e Obras Municipais, Sofia Martins, referiu que como fruto do Protocolo de Descentralização de Competências assinado entre a Câmara Municipal e as oito freguesias do concelho houve maiores intervenções nas escolas, ao que comentou: “Em Junho tínhamos o levantamento de 12 escolas a serem pintadas”. Refere que houve um investimento da câmara de 150 mil euros para as escolas, dos quais 25 mil euros foram reservados para intervenções mais urgentes. Defendendo a ideia de que “quem está mais perto faz melhor”, adianta que, pelo facto de as juntas se aperceberem dos problemas mais cedo, existe a vantagem de “garantir não só a requalificação das escolas como de dar uma resposta quase imediata”, ao que acrescenta: “os requisitos dos empreiteiros que trabalham com as juntas têm também alvarás mais pequenos”. Vantagens que considera que facilitam o sistema e que constituem “pontos de sucesso do processo de descentralização”.
Quinta da Mina – “fazer-se o ponto da situação, comparando o espaço de hoje com o de há um ano atrás”.
A visita camarária passou também pela Quinta da Mina, na qual a vereadora de Acção Social, Regina Janeiro, referiu que o melhor seria “fazer-se o ponto da situação, comparando o espaço de hoje com o de há um ano atrás”. Falou, por isso, do trabalho que foi feito e que passou pela realização de seis reuniões com todos os moradores, das quais resultaram acordos. Nesse âmbito procedeu-se também a uma limpeza de modo a retirar o lixo que se ia amontoando e resolver a questão das pessoas que viviam em barracas. “É um acordo de princípios que queremos continuar a manter, só estas pessoas é que nos podem ajudar a manter este espaço limpo e ordenado”, comentou.
Intervenções até Outubro para “ver a Cidade Sol como um todo”
Como grande objectivo para este local, o presidente da câmara referiu ser: “ver a Cidade Sol como um todo”. Nesse sentido, a autarquia prepara-se para até ao mês de Outubro proceder a uma limpeza de toda a zona envolvente, que passa também pelo reordenamento do espaço e do estacionamento e pela criação de um ponto de água, de modo a possibilitar o abastecimento de água gratuita, num local onde permanecem ainda nove famílias a viverem em barracas. Apolónia Teixeira, técnica da Acção Social da autarquia, referiu que nesta segunda fase da intervenção poderão ser realojadas três dessas famílias, em habitações vagas existentes no bairro.
Candidatura ao PROHABITA para requalificar o bairro social
A reabilitação de dois dos edifícios que estão em pior estado é outra questão a ser resolvida e que passa pela “resolução de problemas de infra-estruturas nos pisos técnicos e telhado”. Para tratar das questões de raiz, de um bairro social com 119 fogos distribuídos por 13 lotes, a candidatura ao PROHABITA (Programa de Financiamento para Acesso à Habitação) é uma medida importante, no sentido de angariar verbas para a sua requalificação. Por sua vez, o presidente da Junta de Santo António da Charneca, Vicente Figueira, chamou a atenção para o facto de actualmente ter havido um acréscimo do número de crianças do bairro a transitar para o segundo ciclo, situação que diz que não acontecia e que é, no seu entender, um sinal “importante para o futuro”.
Centro Social de Santo António – “Para poderem ter apoio nacional da Segurança Social é preciso que a associação se transforme em IPSS”
Na passagem pelo Centro Social de Santo António, Óscar Dias, presidente da direcção da associação, aproveitou a presença dos órgãos da autarquia para solicitar ajuda para a concretização de um sonho antigo: “a construção de um Centro de Dia”. Questão que o presidente da Câmara do Barreiro esclareceu: “da parte da câmara há disponibilidade para ceder o terreno”, advertindo: “mas para poderem ter apoio nacional da Segurança Social é preciso que a associação se transforme em IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) ”. Com o intuito de melhor esclarecer algumas questões, o presidente da câmara sugeriu a realização de uma reunião entre os serviços da câmara e a direcção da associação.
Construção de um parque no Largo Soeiro Pereira Gomes
No Largo Soeiro Pereira Gomes realizou-se um encontro com a população com o intuito de apresentar aos moradores um projecto para um pequeno espaço que em tempos foi um parque e que hoje é alvo das queixas dos moradores que se mostram descontentes com a actual situação do local, especialmente à noite. A vereadora Sofia Martins mostrou aos moradores um projecto que diz estar feito há cerca de três anos, e que vem do anterior mandato, contemplando para aquele espaço uma pequena praça com um parque infantil, uma zona de lazer e uma zona de estacionamento com vinte lugares. Referiu ”Como havia dúvidas em relação à população sobre o projecto, achámos, por bem, que a população se pronunciasse” mas também advertiu: “Não é nenhuma revolução de fundo”.
“Sem este contacto não há outra forma de resolver alguns problemas”
Se inicialmente alguns dos moradores se mostravam reticentes e defendiam a construção de um Centro de Saúde naquele local, acabaram por concordar com a construção de um parque infantil vedado, ao que o presidente da câmara preveniu: “é uma obra que vai demorar cerca de um ano e meio para começar”, mas acrescentou “o mais rapidamente possível vamos deitar as casas de banho abaixo”.
Acerca dos encontros com a população, o presidente da câmara considerou: “sem este contacto não há outra forma de resolver alguns problemas”. Por sua vez, o presidente da junta acrescentou: “estas visitas são importantes, para além do diálogo que temos mantido durante o ano, é o colmatar da realidade”.
Andreia Lopes Gonçalves













