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Perspectivas

Apresentação no Barreiro do 1º Pandur II 8x8 “made in” Portugal“Uma vitória dupla nacional, não só de aquisição mas também de produção”

. “O distrito de Setúbal é um oásis dentro da falta de profissionais da área de metalomecânica que existe no país”

Foi apresentado, nas instalações da Fabrequipa a primeira viatura blindada PANDUR II 8x8 feita em território português, após uma pausa de 40 anos desde a produção da última Chaimite.
O presidente da Fabrequipa, Lda, Francisco Pita considerou: “Estamos convencidos de que fizemos um grande trabalho para as Forças Armadas”, o que o levou a acrescentar: “Uma vitória dupla nacional, não só de aquisição mas também de produção”.

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Apresentação no Barreiro do 1º Pandur II 8x8 “made in” Portugal “Uma vitória dupla nacional, não só de aquisição mas também de produção”

Por Jornal Rostos

Francisco Pita, disse ser com orgulho que pertence a um grupo “que tem os melhores profissionais do país e, com o que se provou nestes meses, da Europa”.

No Barreiro vão ser produzidas 218 viaturas

Até ao final da semana, Francisco Pita referiu que vão ser entregues sete viaturas blindadas PANDUR II 8x8 às Forças Armadas, e que, até ao final do ano, a Fabrequipa e a Steyr-SSF garantem o plano de fornecimento com a entrega de mais 24 viaturas, sendo que 13 vão se produzidas no Barreiro e 11 na Áustria. O projecto alarga-se até ao ano 2010 com a produção de 260 viaturas, sendo que no Barreiro vão ser produzidas, ao todo, 218 viaturas e as restantes 42 serão fabricadas nas instalações da Steyr-SSF, em Viena, com o objectivo de transmitir aos técnicos portugueses a tecnologia específica da cada versão.

Vão ser fabricadas 17 variantes do veículo

Do PANDUR II 8x8 com tripulação até 14 pessoas e velocidade em estrada de 105 Km/h que começou a ser produzido em Novembro de 2006, Vítor Franco, Director-geral da Fabrequipa, Lda., referiu que vão ser fabricadas 17 variantes do veículo, e que o transporte de tropas terá uma versão terrestre e uma variante anfíbia que conta com 20 veículos que serão produzidos “até ao último trimestre de 2008”, para além desses veículos falou dos específicos, dando alguns exemplos, o de postos de comando ou o veículo ambulância.

Um projecto português com tecnologia austríaca

Sobre a produção do veículo em solo português, Francisco Pita considerou: “enquanto projecto português, considerámos que os elementos da banca também deveriam ser portugueses”, por isso, afirmou que como parceiros contam com o Grupo Millenium BCP, Banif e BES. Deixou ainda uma mensagem aos trabalhadores da empresa: “uma vénia especial aos colegas de trabalho que fizeram com que este trabalho fosse possível” e estendeu os agradecimentos à empresa Steyr-SSF “que forneceu 100 por cento de tecnologia, e o trabalho só foi possível com essa tecnologia”, sublinhou.
Questionado pela ausência de representantes do governo, Francisco Pita diz ser “estranho”, no entanto, acrescenta: “acho que há agendas complicadas, e a data coincide com a fase da presidência portuguesa da União Europeia”.

“Oportunidades de negócio não faltam, queremos é aumentar o leque dos nossos produtos”.

Francisco Pita referiu ainda que, para além da produção de 260 viaturas PANDUR II 8x8estabelecidas para entrega no contrato assinado entre o Ministério de Defesa Nacional e a Steyr-SSF, existe ainda a opção da produção de mais 33 unidades com canhão de 105 mm. Questão que Vítor Franco diz que se encontra em fase evolutiva: “no sentido de encontrar parceiros portugueses e de aumentar a cooperação nacional”.
Para além de pretender ver aumentado os actuais 100 colaboradores para 140, Francisco Pita fala no aumento do número de trabalhadores, passando de 120 para 250 até ano de 2010, intuitos que contam com o lançamento de uma meta que é a inserção de componentes portugueses na produção das viaturas blindadas. Por isso, sublinha que até ao final do ano pretende abrir uma área nova no domínio da protecção balística e que dentro de um mês vão decidir qual o parceiro com que vão estar presentes num concurso de Jipes 4X4, anunciando que neste momento “estamos a estudar a melhor possibilidade industrial”. Por isso, considera: “Oportunidades de negócio não faltam, queremos é aumentar o leque dos nossos produtos”.

Novas instalações para a produção na área da protecção balística previstas para Palmela

Em relação ao projecto de produção na área da protecção balística, Francisco Pita anuncia que “dificilmente será localizado no Barreiro”, uma vez que diz que não existem terrenos suficientes, referindo que necessita de duas unidades distintas “que podem estar ou não agrupadas”, com cinco mil metros quadrados e dez mil metros quadrados, respectivamente. Diz ser “com muita pena nossa, porque gostávamos de ter aqui essa unidade”. Como opção mas acertada anuncia a região de Palmela, referindo que se pretendem manter no distrito de Setúbal, ao que comenta: “é um oásis dentro da falta de profissionais da área da metalomecânica que existe no país”. Nestas instalações serão também construídos os modelos 4X4. Não deixa, no entanto de afirmar que as instalações já existentes no Barreiro vão manter-se.

Objectivo de poder vir a servir mais mercados para “assegurar a manutenção da paz no mundo”

Com o objectivo de servir as Forças Armadas Portuguesas, lançando o desafio que até ao final do ano “estará em condições de servir as Forças Armadas de forma a que se possam abastecer sem ter de ir lá fora”, Francisco Pita diz que a perspectiva da empresa será de poder vir a servir mais mercados, como os do PALOP, dos países norte-africanos e ainda da Áustria, República Checa ou de qualquer outro país que tenha unidades Pandur, no sentido de “abastecer de tudo o que precisarem, fundamentalmente para assegurar a manutenção da paz no mundo”.

Andreia Lopes Gonçalves

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