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Perspectivas

Concelho da Moita recebe Federação das Mulheres Cubanas“É vital este intercâmbio com outras organizações que tenham um trabalho similar”

. Reactivar a Associação Amizade Portugal-Cuba

O concelho da Moita recebeu ontem, dia 15 de Outubro, Carolina Amador, uma representante da Federação das Mulheres Cubanas.
Em visita pelo concelho, a mandatária pôde observar e recolher informações que considera fundamentais para um intercâmbio activo e participativo entre os dois países.

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Concelho da Moita recebe Federação das Mulheres Cubanas “É vital este intercâmbio com outras organizações que tenham um trabalho similar”

Por Jornal Rostos

No âmbito das comemorações do 40º aniversário do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), Carolina Amador, em Portugal desde dia 8 de Outubro, tem visitado diversos núcleos do MDM, tendo sido, ontem, a vez do concelho da Moita. Idalina Pedaço, membro da direcção nacional e do concelho nacional do MDM, explica as razões deste convite: “Considerámos que a devíamos convidar a vir ao concelho da Moita tendo em conta a forte tradição do núcleo do MDM da Baixa da Banheira”. Para além disso, “também estamos a tentar reactivar a Associação Amizade Portugal-Cuba”, referiu a dirigente. Porém, segundo Idalina Pedaço, o principal objectivo desta visita, foi dar a “conhecer a realidade do concelho, um concelho em que, apesar de muitas dificuldades, a população tem qualidade de vida”.

As mulheres não querem ser invisíveis e querem participar em tudo

Acompanhada também por representantes das juntas de freguesia da autarquia e de algumas associações e comissões de moradores, Carolina Amador teve oportunidade de visitar o parque da zona ribeirinha, o parque José Afonso, o Fórum José Manuel Figueiredo, algumas associações, terminando o dia no Vale da Amoreira.
Apesar do tempo ter sido “muito breve” a representante da Federação das Mulheres Cubanas manifestou a importância do intercâmbio de informações entre os dois países e fortaleceu a posição das mulheres.
“Tive a oportunidade de vir e de ver o que se faz em Portugal e a participação que têm as mulheres. As mulheres não querem ser invisíveis e querem participar em tudo o que se faz. Desta forma, visitei locais onde se fez, nesta lógica, o melhor.” Prosseguindo, referiu que: “Mais do que para o MDM, a importância desta visita é para nós (Federação das Mulheres Cubanas), pois, levo daqui informações do que se está a passar com as mulheres em Portugal e, por outro lado, através do programa desta visita foi possível diversificar as relações com outras associações e isso é muito bom.”.

É vital este intercâmbio com outras organizações

Pela primeira vez em Portugal, Carolina Amador não tem dúvidas: “Como todas as mulheres no mundo, as mulheres portuguesas têm uma ideia muito clara do papel que desempenham na sociedade e lutam pelas suas reivindicações. Considero muito importante que as mulheres participem, em boas ou más condições, em boas ou más circunstâncias mas que sempre, lutem por participar.” Quanto a uma próxima visita, Carolina aclara que: “é vital este intercâmbio com outras organizações que tenham um trabalho similar, no entanto, às nossas relações internacionais interessam-nos não só Portugal mas muitos outros países…” A representante cubana deixou ainda claro que há um longo caminho a percorrer e o desejo é que “as novas gerações venham a ter um caminho melhor esta é também a luta”. “Talvez quando regresse vejamos outro Portugal”, reforçou.

Para finalizar, Carolina Amador fez ainda questão de referir que a Federação de Mulheres Cubanas abraça não só as causas ligadas à luta pela integração e emancipação das mulheres mas também outras causas cubanas, referindo-se particularmente à luta contra o bloqueio dos Estados Unidos da América e ao cárcere de alguns compatriotas por parte do mesmo país.

Ângela Tavares Belo

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