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Perspectivas

Presidente da Câmara Municipal do Barreiro“A poesia pode dar uma outra ideia da nossa cidade”

No decorrer da apresentação do livro “Giesta em Flor”, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, sublinhou – “Nós precisamos que haja gente que cante o Barreiro, porque há uma ideia estigmatizada do Barreiro e a poesia pode dar uma outra ideia da nossa cidade”

O autarca salientou que Maria Helena Bota Guerreiro atingiu o patamar de “trabalhar e brincar com as palavras” com conteúdo e muita sensibilidade.

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Presidente da Câmara Municipal do Barreiro “A poesia pode dar uma outra ideia da nossa cidade”

Por Jornal Rostos

No Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro realizou-se a sessão de apresentação do livro “Giesta em Flor”, de Maria Helena Bota Guerreiro, com a presença de Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro; Berta Pais, amiga e conhecedora da obra da poetisa barreirense; Sousa Pereira, da Tertúlia de Poesia da SFAL e Raul Guerreiro, filho da poetisa.

A concretização de um sonho

Raul Guerreiro, filho de Maria Helena Bota Guerreiro, abriu a sessão de apresentação do livro – “Giesta em Flor” – referindo que este era “um dia especial para mim e para a minha mãe, porque é a concretização de um sonho, a publicação do seu terceiro livro de poesia”.
Raul Guerreiro, sublinhou que existiam, dentro de si dois sentimentos : alegria ( por se concretizar o sonho) e tristeza (porque ela não está aqui).

“Prémio de Príncipe dos Poetas”

Berta Pais, recordou que Maria Helena Bota Guerreiro, para além de uma boa dona de casa, mãe de família, adorava as crianças e era “uma mulher de sensibilidade e uma mulher diferente”.
Sublinhou que o Barreiro deu gente que ficará para sempre na sua história e Maria Helena Bota Guerreiro foi uma dessa personalidades, conquistou 35 prémios de poesia por todo o país, seus poemas são cantados por fadistas, no passado por Maria Teresa Noronha e no presente, porque os seus poemas são muito românticos e tocam “todos os temas da vida”.
Referiu, Berta Pais, que um dos prémios conquistados pela poetisa barreirense foi o “Prémio de Príncipe dos Poetas” e sublinhou que a poetisa para além de escrever era uma “excelente declamadora”.

Um nome ligado à SFAL

Sousa Pereira, recordou a participação regular de Maria Helena Bota Guerreiro, nos Encontros de Poetas da SFAL, referiu que na biografia do prefácio, tinha sido esquecido de referenciar que a poetisa escreveu poemas dedicados à velhinha lavradiense, tendo sido editados poemas seus no jornal da SFAL, no ano de 1962.
Salientou que, ao longo da sua vida partilhou diversos momentos de amizade com Maria Helena Bota Guerreiro, quer enquanto Director ou Chefe de Redacção do Jornal do Barreiro, quer na SFAL, ou até mesmo no jornal “Rostos”, onde a poetisa barreirense também registou a sua presença.

“Os sentimentos são secundarizados”

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro que presidiu a esta homenagem póstuma a Maria Helena Bota Guerreiro, referiu que o Barreiro é um concelho marcado “por uma multidisciplinaridade de sentimentos e saberes”, com reflexos num forte associativismo.
Salientou que, não conhecendo a obra da poetisa, pelo que leu na obra – Giesta em Flor – registou “a sua sensibilidade de cantar a vida”.
O autarca referindo que “estamos a caminhar para uma sociedade” onde por vezes se esquece o sentido do humano e da poesia, porque – “os sentimentos são secundarizados”.
Nesse sentido considerou importante que “o outro lado da vida” para além do seu sentido material, seja cantado, porque a vida constrói-se, sublinhou, “gota a gota com pequenos gestos”.
Maria Helena Bota Guerreiro, foi na vida do Barreiro, uma dessa gotas, que veio dizer-nos que “a vida tem outro lado”, salientou o autarca.

Poesia pode dar uma outra ideia da nossa cidade

“Nós precisamos que haja gente que cante o Barreiro, porque há uma ideia estigmatizada do Barreiro e a poesia pode dar uma outra ideia da nossa cidade” – referiu Carlos Humberto.
O autarca salientou que Maria Helena Bota Guerreiro atingiu o patamar de “trabalhar e brincar com as palavras” com conteúdo e muita sensibilidade.
A finalizar, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que gostava do título do livro, lançando o apelo para que os poetas, façam do Barreiro, uma terra onde exista sempre – “uma giesta florir”.
Seguiu-se a leitura de diversos poemas da obra de Maria Helena Bota Guerreiro, quer por membros da Tertúlia de Poesia da SFAL, quer por alunos da UTIB – Universidade da Terceira Idade.

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