Comunidade Educativa do BarreiroRecepção reuniu mais de 650 pessoas em convívio
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, enalteceu a comunidade educativa recordando que “têm a difícil e gratificante função de ajudar a despertar os novos sentimentos e os novos saberes nas crianças e jovens”, não só ao nível cultural mas também humano e cívico, sendo portanto “uma função difícil mas fundamental para a sociedade que queremos construir”.

Por Jornal Rostos
No início de mais ano lectivo, a Comunidade Educativa do Barreiro foi ontem, brindada com um jantar-convívio.
A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal do Barreiro, em conjunto com as várias Juntas de Freguesia, decorreu ontem no Acordeon, e reuniu cerca de 650 pessoas.
Em ambiente de festa, o Jantar de Recepção à Comunidade Educativa do Barreiro assinalou em força o início do ano lectivo de 2007/2008. Cerca de 650 pessoas pertencentes aos diversos Agrupamentos Escolares do Barreiro, Juntas de Freguesia e Câmara Municipal do Barreiro, tiveram oportunidade de, em conjunto, dar as boas-vindas ao novo ano escolar. Após o jantar, seguiu-se a entrega de diplomas e a intervenção do Presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto Carvalho.
Tudo o que de nos é, por todos nós tem que ser construído
Sob o lema “a escola somos todos nós”, o autarca referiu a importância do reconhecimento da escola como um bem comum que por todos deve ser estimado e preservado. “Tudo o que de nos é, por todos nós tem que ser construído, sentido e valorizado”, afirmou o edil. Para o novo ano lectivo, os votos são “que todos construamos uma escola melhor que promova saberes, sentimentos, sensibilidades, que promova igualdades e que seja inclusiva, seja multicolor”, permitindo a formação de homens e mulheres que construam uma “humanidade mais solidária e um mundo mais justo”.
Carlos Humberto enalteceu ainda, a comunidade educativa recordando que “têm a difícil e gratificante função de ajudar a despertar os novos sentimentos e os novos saberes nas crianças e jovens”, não só ao nível cultural mas também humano e cívico, sendo portanto “uma função difícil mas fundamental para a sociedade que queremos construir”, concluiu.
“Melhoramento significativo dos parques escolares”
Em declarações aos meios de comunicação presentes, a vereadora Regina Janeiro falou ainda do que a autarquia espera para ano lectivo de 2007/2008, num ano que considera “de grande expectativa”, dada a alteração do estatuto da carreira de docente.
“Vamos ver como os professores reagem e o que vai acontecer, a maioria deles não estão de acordo com a revisão da carreira de docente mas a nós autarquia resta-nos tentar ajudar a diminuir o impacto no que é fundamental, as crianças”.
Regina Janeiro referiu a importância do trabalho desenvolvido com os parceiros “que pela sua profissão, pelo que estudaram ou pela sua intervenção directa junto das crianças também melhor as percebem” e a descentralização de algumas competências para as Juntas de Freguesia com vista ao “melhoramento significativo dos parques escolares”.
A vereadora assevera que “é por isso que fazemos a Feira Pedagógica, que aderimos ao enriquecimento curricular”, garantindo que: “a nossa ideia é sempre melhorar o dia-a-dia da criança que é a quem nos queremos chegar com o trabalho que fazemos na educação”.
Falta de auxiliares nas escolas e a situação deste problema no Barreiro
Outra temática que foi trazida a lume foi a questão da falta de auxiliares nas escolas e a situação deste problema no Barreiro. “Não é fácil no Barreiro nem no país todo mas creio que na margem sul estamos ainda pior”, começou por explicar a vereadora. Para que não houvesse margem para dúvidas, Regina Janeiro recordou que a colocação de Auxiliares de Acção Educativa é da responsabilidade do Ministério da Educação e afirmou com determinação e certeza que “há mais de 10 anos que não é colocado um único auxiliar efectivo nas nossas escolas”. E, embora que algumas autarquias colmatem esta falha com os programas ocupacionais do Centro de Emprego, a posição do Câmara do Barreiro é outra: “um auxiliar de acção educativa é um posto de trabalho efectivo, não é um posto de trabalho por 3 ou 6 meses. As escolas têm que ter auxiliares para poderem funcionar, portanto o ministério tem que resolver uma obrigação que é sua”.
“A transferência de competências está em cima da mesa.”
Regina Janeiro adiantou que “a transferência de competências está em cima da mesa.”, podendo a passagem dos Auxiliares de Acção Educativa de todo o básico obrigatório para as câmaras municipais, ser uma discussão durante o próximo ano. Porém, adverte que se sem as devidas verbas inerentes a uma permuta de competências o problema não se resolve. “Para resolver os problemas de vez, tem que ter vontade política, mas à custa dos míseros orçamentos das câmaras municipais, creio que é difícil”.
Ângela Tavares Belo













