No Barreiro – “Opções Participadas” na Verderena“Que com este levantamento, para o ano possamos dizer que algumas destas coisas foram feitas”
Na passada quarta feira, dia 24 de Outubro, realizou-se, no auditório da Junta de Freguesia da Verderena, mais uma reunião da nova ronda de “Opções Participadas” que tem sido levada a cabo pela Câmara Municipal do Barreiro, o que o presidente da Câmara Municipal do Barreiro diz ser com o intuito de “chamar a atenção à participação dos cidadãos na ‘coisa pública’”.

Por Jornal Rostos
Nesse sentido, fez menção à constituição de concelhos municipais e anunciou: “em princípio no mês de Novembro ou no de Dezembro vamos realizar um Fórum de Participação e Cidadania sobre as questões da Quimiparque”.
Descentralização de competência, um dos cinco pilares da democracia
Em jeito de balanço, deu nota positiva ao processo de descentralização de competências, iniciado em 2007, e que considera ser um dos cinco pilares “essenciais da democracia e da cidadania”, a par do papel dos trabalhadores da autarquia, da informação, das questões da informática e da “participação propriamente dita”. E ainda, sobre o processo de descentralização de competências, comentou: “demos os primeiros passos, nem tudo está a correr bem, mas como tudo na vida é caminhando que se faz o caminho”.
Polis Desportivo da Quinta Grande – “é provável que a obra não arranque neste mandato”
“Para concretizar e ir mais longe”, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro falou em alguns trabalhos que estão a ser feitos na freguesia, ao que destacou a recuperação das instalações para apoio aos trabalhadores da Junta de Freguesia, a requalificação do Parque Infantil da Praceta D. Duarte, a intervenção na Barreira entre a Praceta D. José I e a Rua Almirante José Mendes Cabeçadas, agendada para de 5 a 9 de Novembro, para retirar a vegetação que está à superfície. Quanto ao Polis Desportivo da Quinta Grande anunciou: “é provável que a obra não arranque neste mandato, mas demos o primeiro passo”.
Em 2008 – Carreira que passa na freguesia da Verderena e no Barreiro, sem passar no terminal
O edil barreirense falou na necessidade de passar a haver uma carreira de autocarros na freguesia da Verderena que passe no centro do Barreiro, sem passar pelo Terminal Rodo-Ferro-Fluvial do Barreiro, uma reivindicação que diz ser antiga e que será respondida no início de 2008, o que vai ser permitido pela aquisição de seis autocarros, três em Dezembro e os outros três em Janeiro. Ainda sobre este tema, o vereador Joaquim Matias, Vogal do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados dos Transportes Colectivos do Barreiro, referiu que só a partir de Março de 2008 é que “na melhor das hipóteses haverá possibilidade de se mexer nas carreiras”. Referindo que algumas zonas do Barreiro vão precisar de reforços, nesta matéria, e deu como exemplo a Quinta dos Fidalguinhos.
Estudo para o arranjo da Avenida da Liberdade –“ ainda não está garantido financiamento”
O vereador Joaquim Matias falou ainda de um estudo para o arranjo da Avenida da Liberdade e estrada do Terminal Rodo-Ferro-Fluvial do Barreiro, advertindo que “ainda não está garantido financiamento”, mas que a ser conseguido “melhorará a acessibilidade”, ao que comenta: “estamos a batalhar por ele, facilitará a carreira nova, os locais de paragem”.
Mercado de Levante – “não é apenas uma transferência mecânica, é transferi-lo mas criando novas e melhores condições de funcionamento”
Da deslocação do Mercado de Levante da Verderena para o Alto da Paiva, o presidente da Câmara do Barreiro comenta: “não é apenas uma transferência mecânica do mercado, é transferi-lo mas criando novas e melhores condições de funcionamento”, referindo que vai ser alcatroado, vedado, vão ser construídas instalações sanitárias e vai ser feito o controlo de entradas. E sobre esta questão disse ainda que: “os vendedores estão a dar um contributo importante nesta resolução”.
Polis – “A partir de Janeiro a chamada ciclovia estará em condições de ser utilizada e que até Junho a zona verde da Freguesia de Santo André possa ser utilizada”
Não quis também deixar de fazer menção ao programa Polis, o que diz ser uma “grande acção de recuperação da zona ribeirinha”. Referindo que a candidatura que foi orçamentada no valor de dez milhões de euros, só foi aprovada no valor de cinco milhões. Valor que diz que vai permitir construir uma “parte significativa do Polis”, ao que refere que o que irá ficar a faltar será a obra de superfície no espaço do campo do Barreirense e o espaço comercial. Ao que acrescenta: “a ideia é de que a partir de Janeiro a chamada ciclovia estará em condições de ser utilizada e que até Junho a zona verde da Freguesia de Santo André possa ser utilizada”.
“Achamos que é preciso que a polícia responda melhor às solicitações, reconhecendo que nem sempre têm capacidade para intervir em tudo o que lhes é solicitado”
Da parte dos moradores, os reparos foram para o Policiamento de Proximidade, assunto que levou um dos munícipes a considerar: “direi que não está próximo, está cada vez mais longe” e sobre o assunto criticou a falta de presença de forças de segurança em situações para as quais foram chamadas a intervir, dando como exemplos, um assalto no Mercado da Póvoa e os estacionamentos praticados nas passadeiras para peões. Sobre a questão, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu não se tratar de uma competência do município e acrescentou que o que pode ser feito é no sentido de sensibilizar a Polícia de Segurança Pública e comentou: “achamos que é preciso que a polícia responda melhor às solicitações, reconhecendo que nem sempre têm capacidade para intervir em tudo o que lhes é solicitado”.
Reparos em termos de mobilidade
Acerca do entroncamento entre a Rua Armindo de Almeida com a Avenida do Bocage, um dos moradores chamou a atenção para a necessidade de ser arranjado um alegreto, o passeio e melhorada a questão da mobilidade e deu como exemplo a Rua D. João IV. Sobre este assunto, a presidente da Junta de Freguesia da Verderena, Alexandra Silvestre, disse ser essa uma sugestão que lhe pareceu acertada e comentou: “vamos ver como pode ser feita em temos de planeamento urbanístico”.
Um dos moradores chamou ainda a atenção para a falta de visibilidade no cruzamento na Avenida Afonso Henriques e sobre isso referiu a necessidade de se evitar o estacionamento nessa zona, ao que a presidente da junta referiu que a solução deve passar mais pela colocação de um espelho. de modo a melhorar a visibilidade, “tentando não retirar estacionamento”, sublinha.
Do logradouro da Praceta D. Sancho I, também apontado pelos moradores como uma questão a carecer de intervenção, referiu ter recebido um projecto da câmara para essa zona que inclui estacionamento e colocação de árvores.
“É sempre bom quando é reconhecido o esforço que a freguesia tem feito”.
Alguns elogios foram tecidos pelos moradores ao trabalho da Junta de Freguesia da Verderena, sobretudo no que diz respeito às intervenções nas escolas do 1º Ciclo, às actividades sócio culturais, como o curso de lavores e pintura, ao Programa Alimentar e às questões da limpeza e implantação de passadeiras e sinaléticas. Sobre estes louvores, a presidente da junta considerou: “é sempre bom quando é reconhecido o esforço que a freguesia tem feito”.
Escolas do 1º Ciclo – “fez-se muito mais trabalho e o que foi feito vale mais do que os 500 mil euros”
Das intervenções nas Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico, o presidente da Câmara do Barreiro, referiu que na Verderena foram gastos mais 500 mil euros do que em 2006 e sobre isso comentou: “fez-se muito mais trabalho e o que foi feito vale mais do que os 500 mil euros”, afirmando: “Recuperámos muito do atraso que tínhamos nas Escolas do 1ºCiclo”. Projectando que para o ano 2009 as escola vão precisar de intervenções maiores, referindo-se às infra-estruturas de electricidade, esgotos e arranjos exteriores. E da reunião com os moradores quis ainda sublinhar: “Que com este levantamento, para o ano possamos dizer que algumas destas coisas foram feitas”.
“Vamos tentado aproximarmo-nos o mais possível da sua resolução”
Das “Opções Participadas”, disse que pretendia que se falasse mais “nas questões mais pontuais”, mas acrescentou: “e aproveitar também para introduzir algumas soluções de carácter estratégico”. Reconhecendo que ” a dimensão dos problemas é maior do que a nossa capacidade de resposta”, afirmou: “vamos tentado aproximarmo-nos o mais possível da sua resolução”.
“Se houver ponte e se for ferro-rodoviária é mais natural que o Metro chegue mais depressa ao Barreiro”
A terminar a reunião chamou a atenção para os projectos para o concelho do Barreiro, comentando: “consideramos que o Barreiro precisa de crescer e de se desenvolver de forma sustentável”, crescimento que, no seu entender, passa por projectos como o da Quimiparque, para o qual solicitou a opinião da população, adiantando que espera que até ao final do ano “as opiniões sejam mais ou menos consensuais para se avançar para a fase seguinte” e para por fim, se chegar ao plano de concretização. Falou também na Terceira Travessia do Tejo, considerando-o o “equipamento âncora” e teceu o comentário: “se houver ponte e se for ferro-rodoviária é mais natural que o Metro chegue mais depressa ao Barreiro”, para além de entender que se a ponte tiver essa mesma potencialidade rodoviária “é inevitável construir a Ponte Barreiro-Seixal”. Do projecto para a revitalização do centro do Barreiro disse que já têm um esboço do arquitecto catalão Joan Busquets e adiantou: “assim que possível vamos colocá-lo à discussão”. Informando ainda, sobre este assunto, que o Boletim Municipal irá dar destaque às primeiras ideias para o centro do Barreiro.
Andreia Lopes Gonçalves













