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Perspectivas

Concurso do Logótipo do Centenário da C.U.F no BarreiroPremiada a CUF vista da margem norte

Ontem, no Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC) procedeu-se à inauguração da exposição e entrega dos prémios relativos ao Concurso de Ideias para Logótipo do Centenário da C.U.F no Barreiro, no qual foi distinguido com o primeiro lugar: Luís Miguel Bravo Ferreira da Luz, filho e neto de trabalhadores da C.U.F. Para elaborar o logótipo, Ferreira da Luz diz ter feitos “muitos e muitos” esboços, mas quanto à inspiração, adverte: “não sei se se pode considerar inspiração, estava cá dentro”.

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Concurso do Logótipo do Centenário da C.U.F no Barreiro Premiada a CUF vista da margem norte

Por Jornal Rostos

Ferreira da Luz: Um significado especial “enquanto filho da CUF”

Em conversa com os jornalistas, Ferreira da Luz disse ter ficado particularmente satisfeito com o facto de ter sido galardoado com o primeiro lugar no concurso, o que teve para si um significado especial “enquanto filho da CUF” e acrescenta: “significa que não tive de olhos fechados todos estes anos”. Natural do Concelho do Barreiro, onde nasceu a 8 de Fevereiro de 1951, falou da escolha de alguns elementos na elaboração do logótipo, particularmente do predomínio do verde, um elemento simbólico da C.U.F, ao que comenta: “vivi sempre com ele”.

Premiados reflectem o conhecimento da realidade da C.U.F

Em nome do Júri, António Camarão começou por dizer que “avaliar uma série de trabalhos que transmitissem os 100 anos da C.U.F não parecia tarefa fácil”, mas que no final acabou por haver um “consenso que foi fácil de obter”. Em relação aos três trabalhos premiados, sublinhou o facto de os dois primeiros “reflectirem o conhecimento que essas pessoas têm da realidade da CUF”. Ao que destacou no logótipo vencedor a presença da cor verde, que diz ser a cor que simbolizava o complexo industrial, da roda dentada que retrata o movimento e a evolução e acrescentou ainda o facto de a C.U.F ser vista da margem norte, o que diz ter valorizado muito o trabalho. Em relação ao segundo lugar, atribuído a Nuno Filipe Lourenço, também do Barreiro, disse ter uma temática também muito marcante: “um 100 feito com uma chaminé que está no imaginário dos barreirenses”. E do terceiro classificado, João Carlos Batista, de Setúbal, disse tratar-se de um trabalho mais modernista e comentou: “também ele transmite sinais de movimento que se propaga no tempo”.

“Em quase todos eles se sente a relação com a C.U.F”

Por sua vez, a vereadora da Cultura, Regina Janeiro, sublinhou a importância da realização de um concurso para a elaboração de um logótipo alusivo ao centenário da C.U.F, tratando-se de uma iniciativa pública que deu oportunidade a quem estivesse interessado de poder participar e, dos trabalhos a concurso, sublinhou: “Em quase todos se sente a relação com a C.U.F” e lançou o desejo: “Que estes projectos tenham o mesmo sucesso que a C.U.F teve no Barreiro”. Note-se que a exposição inclui ao todo 51 trabalhos e vai estar patente no AMAC até ao dia 31 de Dezembro.

Exposição "Cem Anos de C.U.F no Barreiro" a 19 de Setembro de 2008 encerra comemorações

António Claro, falando em nome da Comissão Organizadora, composta pela Câmara Municipal, CUF-SGPS e a Quimiparque-SA, fez menção às actividades agendadas do Programa Comemorativo do Centenário da CUF, ao que destacou o Salão de Fotografia e Vídeo a realizar na próxima semana e referiu que aguardam pela assinatura de um contrato com a RTP – Rádio e Televisão de Portugal, no sentido de produzir um documentário sobre a C.U.F, a ser emitido em Outubro de 2008. A edição de um Álbum de Banda Desenhada sobre a "CUF no Barreiro", o Seminário Internacional: "A Industrialização de Portugal no início do Século XX", com o apoio da Universidade Autónoma de Lisboa, foram outras iniciativas relembradas, a par da Exposição "Cem Anos de C.U.F no Barreiro", que será inaugurada a 19 de Setembro de 2008, data em que se comemora o centenário da inauguração da primeira fábrica da CUF no Barreiro, e que vai permanecer até ao final de 2008, dando por encerrada as comemorações.

Sugestões das colectividades

António Claro sublinhou ainda a realização de entrevistas com antigos trabalhadores e referiu que mais acções vão surgindo, muitas delas sugeridas pelas colectividades do concelho, de forma a tornar mais abrangente as comemorações.

Andreia Catarina Lopes

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