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Perspectivas

António Costa no BarreiroNo novo contexto de acessibilidades o Barreiro recupera centralidade

. Esta travessia é muito importante para estruturar as duas margens da Área Metropolitana de Lisboa

“O Barreiro sempre foi um dos grandes motores da base económica da Área Metropolitana de Lisboa e tem que ser uma peça fundamental da Área Metropolitana.” – referiu António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Na sua opinião – “neste novo contexto de acessibilidades o Barreiro recupera, necessariamente, uma centralidade que o sistema de acessibilidades entre as duas margens não tem permitido ter, e, portanto, o Barreiro é um parceiro fundamental. É o nosso vizinho da frente.”

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António Costa no Barreiro No novo contexto de acessibilidades o Barreiro recupera centralidade

Por Jornal Rostos

Realizou-se na Câmara Municipal do Barreiro uma reunião entre as duas vereações da Câmara Municipal do Barreiro e Câmara Municipal de Lisboa.
Na reunião participaram Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro e António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, acompanhados, pelos respectivos vice presidentes Joaquim Matias, do Barreiro e Manuel Salgado, de Lisboa.
Esta reunião teve como objectivo a análise da nova travessia do Tejo – Barreiro/Chelas.

Ponte Barreiro/Chelas : rodoviária e ferroviária

“Nós tivemos esta reunião conjunta, entre as duas vereações, fundamentalmente, a propósito da Terceira Travessia do Tejo.
Naturalmente, aproveitamos para falar sobre outras coisas, mas, no fundamental foi sobre a terceira travessia, a possibilidade da sua construção – Barreiro/Chelas – não só na solução ferroviária ( Alta velocidade e comboio tradicional) mas também rodoviária.” – referiu Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando que – “da parte das duas Câmaras, há receptividade e apoio a esta solução.”

Há uma posição de princípio das duas Câmaras

“Naturalmente, uma solução desta dimensão tem vantagens sempre, e, tem desvantagens sempre.
Mas, o que se trata é fazer com que as desvantagens sejam reduzidas ao mínimo, sejam reduzidas à ínfima parte, e, portanto, que se potencializem as vantagens.
Do nosso ponto de vista, existe acordo de princípios com a solução, é preciso ponderar a inserção da terceira travessia, tanto do ponto de vista ferroviário, como do ponto de vista rodoviário, sendo necessário, do ponto de vista rodoviário mais atenção e mais estudo.
Mas, há uma posição de princípio, para os dois presidentes e para as duas vereações, sobre esta matéria.” – sublinhou Carlos Humberto.

Avançar com um Grupo de Trabalho tripartido

Vai existir sobre essa matéria alguma posição conjunta, algum protocolo? -perguntámos
“Não está formalizado nada. Nem está previsto a formalização de nada.
Mas, continuaremos a partir desta reunião a trabalhar em conjunto. Penso, até, que posso dizer, que nos disponibilizamos, para com as entidades que têm que decidir sobre esta matéria – o Governo, a Administração Central – que estamos disponíveis para cooperar, conjuntamente : Câmara de Lisboa, Câmara do Barreiro, Secretaria de Estado dos Transportes, sobre os estudos complementares, análises complementares que é necessário fazer, e, eventualmente, até avançarmos com um Grupo de Trabalho tripartido.
Este foi um aspecto que já chegou a estar em cima da mesa, colocado por parte da Senhora Secretária de Estado e, para tal, da nossa parte manifestamos inteira disponibilidade.” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

Travessia é muito importante para estruturar as duas margens

António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa referiu que - “Nós tivemos aqui, uma grande consonância de pontos de vista, de Lisboa e Barreiro, sobre esta matéria. Ambos concordamos que esta travessia é muito importante, para estruturar as duas margens da Área Metropolitana de Lisboa, numa visão de desenvolvimento polinucelado, no conjunto da Área Metropolitana.”

Dinâmica é gerada pela componente ferroviária e rodoviária.

Por outro lado considerou, António Costa, que – “essa dinâmica é gerada tanto pela componente ferroviária, como pela componente rodoviária.
Estivemos a analisar, sobretudo, os impactos que as soluções têm nos dois concelhos, e, a ver como é que podemos ter uma posição comum sobre esta matéria.
Uma posição que ajude à concretização deste objectivo, de termos uma Área Metropolitana sólida, com uma cidade em duas margens e polinucleada, eliminando e resolvendo, na medida do possível, os impactos negativos, que qualquer solução tenha num concelho ou noutro.
Estivemos a ver como é que aproveitamos ao máximo as oportunidades que são geradas por uma nova travessia.”

Lógica de utilidade regional e utilidade nacional

No concreto sobre as opções rodoviária e ferroviária o presidente da Câmara Municipal de Lisboa sublinhou que – “Estão em cima da mesa duas opções. Ou ser só ferroviária. Ou ser rodo-ferroviária, os impactos serão definidos, num caso e noutro.
A nossa posição é que estes equipamentos têm que ser vistos numa lógica de utilidade regional e utilidade nacional, não numa visão egoísta, do que é melhor ou pior para cada dos dois concelhos.
O trabalho que tem que se fazer, em conjunto, entre as Câmaras, e, entre as Câmaras com o Governo, é identificar quais são as dificuldades que uma solução, ou outra, geram para cada um dos concelhos.
Ver como resolvemos, na medida do possível, essas dificuldades.
Ver quais são as vantagens que cada solução trás, para ambos os concelhos, e, aproveitarmos da melhor forma possível, essa solução.”

Entendemos é que há duas soluções

“Não nos devemos por na posição esta solução não, porque entendemos que é pior para Lisboa.
Entendemos é que, há duas soluções.
Vamos ver as vantagens e inconvenientes de cada uma delas, e, saber como se resolvem os problemas que cada uma delas suscita, assim como, se aproveitam as vantagens que cada uma delas também possibilita.
Foi essa lógica que permitiu uma grande consonância de pontos de vista.” – sublinhou António Costa.

Ter em conta a decisão de localização do aeroporto

Esta matéria foi equacionada no contexto do novo aeroporto – opção Alcochete ou Ota? - perguntámos
“Há uma coisa que resulta óbvia: não é possível pensar qualquer desses investimentos, sem ter em conta os demais investimentos.
Não necessariamente numa lógica de dependência.
Mas, que tem que se pensar, tem que se pensar.
Neste momento, aguarda-se uma decisão final do Governo sobre a localização do Aeroporto, em função do estudo de engenharia civil que está em curso.
Esse equipamento, obviamente, pela sua dimensão e relevância estratégica condiciona muita coisa e tem que ser tido em conta.”

É preciso articular os investimentos

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, comentou : “Nós pensamos que é preciso articular os investimentos, sejam eles onde for, mas, não quer dizer, como disse o presidente António Costa, que estejam interdependentes, na sua solução.
Agora, é preciso articular e ponderar, de forma equilibrada, sobre cada uma das decisões que podem ser tomadas.”

Primeira reunião de um presidente de Lisboa no Barreiro

No decorrer deste breve encontro com a comunicação social referimos que, na memória recente, esta foi a primeira vez que um Presidente da Câmara de Lisboa, veio reunir ao Barreiro, com o Presidente da Câmara do Barreiro.
Este é dia histórico. É inédito. Que sentiu? – perguntámos a António Costa.
Sorriu e comentou – “Se isso é assim, os meus antecessores fizeram muito mal em não vir cá, perderam a oportunidade de ver Lisboa, no seu conjunto.”

Barreiro motor da base económica da ÁML

O Barreiro é uma cidade indispensável dessa concepção de uma cidade de duas margens?- perguntámos
António Costa referiu que – “É uma peça essencial. O Barreiro sempre foi um dos grandes motores da base económica da Área Metropolitana de Lisboa e tem que ser uma peça fundamental da Área Metropolitana.”

Barreiro recupera centralidade

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, sublinhou que – “Neste novo contexto de acessibilidades o Barreiro recupera, necessariamente, uma centralidade, que o sistema de acessibilidades entre as duas margens não tem permitido ter, e, portanto, o Barreiro é um parceiro fundamental.
É o nosso vizinho da frente. É o espelho.”

Lisboa veio ao Barreiro

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal de Lisboa no final do encontro com a comunicação social salientou – “Queria agradecer o senhor presidente da Câmara de Lisboa e o senhor vereador terem vindo ao Barreiro. Porque, o que é normal é ser o Barreiro que vai a Lisboa. Toda a vida está assim organizada, portanto, é normal que ao nível das instituições ser, também, o Barreiro que vai a Lisboa, e não Lisboa que vem ao Barreiro.”
Entretanto, perguntámos :Foi o facto de ser o Presidente da Junta Metropolitana de Lisboa que o levou a vir ao Barreiro?
António Costa referiu – “Não. Mas, o presidente da Câmara do Barreiro é também o presidente da Junta Metropolitana. No entanto, mas não foi nessa sua qualidade que estivemos aqui. Nós encontramo-nos, várias vezes, na Junta em Lisboa.”
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentou : “O importante foi terem-se disponibilizado para dialogar connosco sobre uma estrutura com esta dimensão, e, terem-se disponibilizado para vir ao concelho do Barreiro, o que não é muito normal.”

“Sempre gostei muito do Barreiro”

Entretanto perguntámos a Manuel Salgado se tinha saudades do Barreiro? O autarca referiu “Sempre gostei muito do Barreiro.”
Enquanto António Costa comentava : “Veio matar saudades e ver uns amigos.”

S.P.

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