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Perspectivas

Barreiro – “PROJÉCTOR” muda-se para espaço de “Os Franceses”“Que desta casa se faça um centro de habituação cultural e um espaço de teatro”

Estreia da peça "Máquina de Teatro” a 5 de Dezembro às 15h30

O Grupo de Teatro PROJÉCTOR anunciou hoje, em conferência de imprensa, que vai passar a estar no espaço da colectividade SDUB “Os Franceses”, ao que o presidente da Direcção do S.D.U.B. “Os Franceses”, Luís Vitorino, comentou: “já começamos a ver outro movimento na colectividade”. Ganhar um público fiel que acompanhe as peças do grupo de teatro agora nas novas instalações é um objectivo assumido pelo encenador Luciano Barata: “temos de partir para a habituação”. E lança o desejo: “Que desta casa se faça um centro de habituação cultural e um espaço de teatro, para que haja alternativas no Barreiro”.

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Barreiro – “PROJÉCTOR” muda-se para espaço de “Os Franceses” “Que desta casa se faça um centro de habituação cultural e um espaço de teatro”

Por Jornal Rostos

“Encontrámos aqui gente muito sensibilizada para o teatro e que nos abriu as portas para que continuemos esta vaga e este sonho”

O presidente da Direcção do S.D.U.B. “Os Franceses”, Luís Vitorino, disse tratar-se da concretização do que foi pensado em tempos pela colectividade e que passa pela “criação de um grupo de teatro residente”, o que no seu entender vem resolver dois problemas, por um lado aponta o facto de vir a animar mais o espaço de “Os Franceses” e, por outro: “para que o grupo possa ter instalações com mais dignidade para o trabalho que têm vindo a desenvolver”. Em relação à mudança, o encenador do Grupo de Teatro PROJÉCTOR, Luciano Barata, comentou: “encontrámos aqui gente muito sensibilizada para o teatro e que nos abriu as portas para que continuemos esta vaga e este sonho”, a que chama de teatro. Mas chamou a atenção para que ”o PROJÉCTOR não venha a ser visto como o grupo de teatro dos Franceses, mas como sendo uma associação cultural que está nesta casa que nos honra”.

Convite à população estudantil: “para vir ao teatro n’ “Os Franceses”

Para assinalar a mudança do PROJÉCTOR para as instalações de “Os Franceses”, o grupo de teatro prepara-se para levar ao palco da colectividade a peça infanto-juvenil: "Máquina de Teatro” de Maurice Yendtl, que tem estreia marcada para 5 de Dezembro às 15h30, e que volta a subir aos palcos de “Os Franceses” a 22 e 23 de Dezembro às 11 horas e a 3 de Janeiro às 15h30. Nesse sentido, Luís Vitorino endereça o convite à população estudantil da cidade “para vir ao teatro n’ “Os Franceses” e sublinha que é uma forma de “evitar terem de desembolsar mais dinheiro para ir ao teatro em Lisboa”. Ao que informou que os bilhetes para a peça terão um custo de 3 euros, um preço simbólico que diz “servir para suportar as despesas da colectividade e a actividade do grupo de teatro”.

"Máquina de Teatro”, um apelo constante ao “faz de conta”

Da "Máquina de Teatro”, o encenador Luciano Barata, diz ser “uma peça muito divertida”, dirigindo-se a um público dos cinco aos 13 anos e levantando um pouco do “pano”, acrescenta: “tem um grande conteúdo dramático e é apelo constante ao jogo, ao faz de conta”, onde diz haver uma grande envolvência cénica. Quanto ao facto de se dirigir aos mais novos, salienta a importância de “sensibilizar o público de teatro do amanhã”.

Para Março, prevista a estreia da peça “Adriana”, do escritor árabe Amin Maalouf

Luciano Barata referiu ainda que se trata da segunda estreia do grupo de teatro no ano de 2007, sustentando que a estreia da peça infanto-juvenil se segue à estreia de “A Boa Alma” e anuncia que para início de 2008, “já está em vista uma peça para adultos”, referindo que o que está pensado é que se comece o ano, retomando a peça “A Boa Alma”, para depois em Março surgir com a estreia da peça “Adriana”, do escritor árabe Amin Maalouf. Para Agosto de 2008, confirmou a presença na iniciativa promovida pela Câmara Municipal do Barreiro, “Parques Vivos”, com uma peça sob o nome: “Claques”, acerca do mundo do futebol, e que diz integrar as várias disciplinas existentes na colectividade. E adianta ainda que para Setembro tem já na cabeça a ideia para uma peça dirigida ao escalão mais jovem, que talvez passe por “agarrar numa peça de Gil Vicente”, revela.

“Existem colectividades centenárias no concelho que deveriam de ser mais aproveitadas”

E nesta fase de “mudanças”, o presidente d’ “Os Franceses” advertiu para a necessidade de serem feitas algumas remodelações ao palco, assim como ao som e à iluminação, o que diz ter de ser ponderado e aguardado para o próximo ano, por ser “uma situação de carência da colectividade”, e para a sua resolução disse ter em vista o contacto com algumas empresas, de modo a “que a simpatia das empresas possa ajudar a área recreativa e cultural”. E, nesse âmbito, comentou: “Existem colectividades centenárias no concelho que deveriam de ser mais aproveitadas”, ao que chamou a atenção para que: “as entidades locais e nacionais deste país se apercebessem de que os espaços precisam de vida”.

“Quando chegámos a esta casa, uma das mais antigas do concelho, encontrámos algumas insuficiências ao nível da representação”

Por sua vez, o encenador Luciano Barata autentica a necessidade de se proceder a algumas remodelações no palco de “Os Franceses”, ao que comenta: “Quando chegámos a esta casa, uma das mais antigas do concelho, encontrámos algumas insuficiências ao nível da representação”, destacando o facto de o palco ter 1,40 metros de altura, o que diz já não existir no teatro de hoje, ”o teatro quer-se cada vez mais no meio do público”, afiança e aponta os 70 centímetros como a medida mais comum. E apesar de comentar: ”é um palco bonito em termos de construção física”, não deixa de reconhecer as carências existentes, mas garante: “Vamos arranjar condições para que se sinta o teatro”.

Escola de teatro, uma possibilidade em aberto

Em relação à possibilidade de haver uma escola de teatro a funcionar n’ “Os Franceses”, o presidente da colectividade, Luís Vitorino, diz ser uma possibilidade em aberto e que poderá passar pelo “entrosamento” entre as diferentes actividades desenvolvidas. Por sua vez, Luciano Barata, partindo do princípio de que “o teatro é fundamental no desenvolvimento e crescimento da criança”, e sublinhando que a direcção da colectividade “deu total abertura” à ideia de vir a ter uma escola de teatro, destacou o facto de na própria colectividade existir um “manancial de crianças que é uma porta aberta”, mas referiu que se trata de uma questão que tem de ser vista: “ É preciso perceber se existe interesse”, sustentou. E advertiu para a importância de aos mais novos se falar de “iniciação à expressão dramática”, no sentido em que diz de “desenvolver actividades e valências que têm de ter um apelo constante ao jogo e à ilusão”. E remata: “É isso que quero aqui, com a direcção da Rita Ribeiro ou com a nossa”.

Novo Bar da SDUB – “ Para dar vida à colectividade”

Luís Vitorino anunciou ainda que o novo Bar da SDUB “Os Franceses” vai abrir em inícios de Dezembro, cuja decoração irá incluir fotografias da colectividade e do Barreiro antigo, ao que sublinha: “ Para dar vida à colectividade”.

Andreia Catarina Lopes

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