“Encontros no Barreiro… (Re)pensar a Escola”Professores debatem novo estatuto de avaliação

Por Jornal Rostos
CCAP – “que seja capaz de acompanhar as escolas, monitorizar, ouvir e dar critérios e metodologias de desenvolvimento”
“Acompanhar as tendências internacionais de modernização dos sistemas educativos”, foi a expressão utilizada pela presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP), Conceição Castro Ramos, para justificar a necessidade da implementação de um Novo Estatuto da Carreira Docente, ao que juntou: “porque se percebe que as reformas que foram implementadas necessitam de ser acompanhadas e avaliadas e que sejam feitas com algum critério”. Nesse seguimento, fez referência ao CCAP, o novo órgão consultivo do Ministério da Educação, sobre o qual Conceição Castro Ramos diz tratar-se de um “órgão consultivo, de base científica, sem funções normativas ou de natureza executiva” e sublinha o seu objectivo: “que seja capaz de acompanhar as escolas, monitorizar, ouvir e dar critérios e metodologias de desenvolvimento”.
“As escolas têm de se preparar e reflectir sobre esta responsabilidade”
Sobre o Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP), Conceição Castro Ramos diz que irá desenvolver a sua função tendo por base dois referenciais, ao que explicou: “o referencial jurídico nacional (ECD + Decreto Regulamentar) ”, um documento que foi aprovado a 26 de Outubro pelo Conselho de ministros e que carece agora da promulgação do Presidente da República e acrescentou “um referencial teórico científico” que diz basear-se no que os estudos dizem acerca da avaliação dos professores e considera: “As escolas têm de se preparar e reflectir sobre esta responsabilidade”.
2 Pólos – responsabilização e a prestação de contas e o desenvolvimento profissional dos professores
Perante uma plateia que se encheu de professores interessados em ouvir falar do novo estatuto de avaliação, Conceição Castro Ramos, sublinhou a importância de se debater esta questão, ao que fundamentou: “ porque vai entrar em vigor” e acrescenta: “porque vivemos hoje no paradigma da sociedade da informação e do conhecimento, onde o que importa mais é o conhecimento e as pessoas” e onde sublinhou que o objectivo das estratégias visam “tornar a Europa numa economia de saber”. Partindo desses princípios, salientou que o novo modelo de avaliação de professores assenta em dois pólos estruturantes: “o primeiro, a responsabilização e a prestação de contas e o segundo, o desenvolvimento profissional dos professores”. Desenvolvimento que diz “não ser a acumulação de conhecimentos apenas pela via académica” e sublinha: “é o que faz a diferença em relação aos outros processos” e que entende pelo processo em que os professores pensem as suas práticas “alargando as suas atitudes e valores”, um plano individual que diz que há-de ser articulado com o Plano da Escola, de modo a “melhorar a aprendizagem dos alunos”, ao que sublinha “porque se percebeu que a qualidade das práticas dos professores são dos elementos que mais influenciam a educação”.
“Porque avaliação é preciso para progredirmos”
Partindo da afirmação: “porque avaliação é preciso para progredirmos”, Conceição Castro Ramos, sublinha a importância da avaliação dos professores que diz centrar-se ”na melhoria escolar dos alunos e na qualidade das aprendizagens e das práticas docentes”. Não deixando de reconhecer alguma inquietação da parte dos professores em relação à mudança de “um estatuto menos exigente que não distinguia para um estatuto exigente e que distingue” e onde diz que “os pormenores hão-de vir a seu tempo” e que vai ser “um processo contínuo com e para os professores” e, por isso, salienta: ”não há uma solução, há soluções e isto é um processo e é importante ter a consciência da importância de unir esforços para melhorar” e adverte: “vamos encarar isto pela melhor forma”, forma que diz ser no sentido de: “desenvolver a Educação”.
Andreia Catarina Lopes













