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Perspectivas

Assembleia Municipal do BarreiroOs efectivos da Polícia não são suficientes no Barreiro

. Aprovada moção que recusa o encerramento da Esquadra do Lavradio

No decorrer dos trabalhos da Assembleia Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sublinhou que “os efectivos da polícia não são suficientes para a dimensão do concelho e para os problemas do concelho”.

O autarca referiu que pelas informações disponíveis “não temos um problema de segurança” no Barreiro, mas, salientou que – “há um sentimento de insegurança”.

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Assembleia Municipal do Barreiro Os efectivos da Polícia não são suficientes no Barreiro

Por Jornal Rostos

No ponto antes da Ordem do Dia, na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, para além dos assuntos referidos em anterior nota de reportagem, os trabalhos foram animados, pela discussão de uma moção, apresentada por Adolfo Lopo, PCP/CDU, presidente da Junta de Freguesia do Lavradio, sobre o encerramento da Esquadra do Lavradio, igualmente, pelas moções apresentadas por Madalena Alves Pereira, PS, sobre o Tratado da União Europeia, a moção sobre o Orçamento de Estado, apresentada por Frederico Pereira, PCP/CDU, assim como, a moção apresentada por Maria José Marques, do Bloco de Esquerda, apontando a realização de um referendo sobre o “Tratado Reformador”.

Faltam agentes na esquadra do Lavradio

Adolfo Lopo, presidente da Junta de Freguesia do Lavradio, apresentou uma moção, onde sublinha o anúncio público da intenção de encerrar a esquadra da Polícia de Segurança Pública do Lavradio, referindo que esta decisão “não pode deixar indiferente nem a população por ele servida, nem os seus legítimos representantes”.
Salienta a moção que “o princípio mais perto faz-se melhor, aplica-se também à PSP, como a própria instituição reconhece”.
Na moção salienta-se que “o número de agentes existente na região é manifestamente insuficiente, como todos os responsáveis o têm afirmado”, salientando que a Esquadra do Lavradio “deveria comportar 20 agentes mais o respectivo chefe e só tem 15”.

Junta de Freguesia não foi informada

Recorda a moção que, no anterior mandato, a Junta de Freguesia do Lavradio e a Câmara Municipal do Barreiro, “juntaram esforços no sentido de melhorarem significativamente as instalações e as condições da Esquadra do Lavradio, evitando já nessa altura que a mesma encerrasse”
Sublinha a moção que “a política de concentração de forças – quais super esquadras – de má memória já provou não funcionar”.
Segundo a moção o encerramento da Esquadra do Lavradio é “justificada meramente por critérios economicistas”.
O autarca na moção refere que “uma decisão desta natureza” não foi “comunicada à Junta de Freguesia”, sendo o conhecimento pelos órgãos de comunicação social.

Recusar o encerramento da Esquadra do Lavradio

A moção aprovada pela Assembleia Municipal do Barreiro, com os votos contra dos deputados do Partido Socialista, a abstenção de deputados do PSD e um PS, tendo os votos favoráveis do PCP/CDU e Bloco de Esquerda, refere – “recusar o encerramento da Esquadra do Lavradio” e exige “um policiamento mais eficaz de proximidade, o que implica o aumento de efectivos e manutenção da Esquadra do Lavradio”, por outro lado, critica a forma como a Junta de Freguesia foi “tratada em todo o processo, nomeadamente, pela ausência de informação oficial”.

Segurança não passa pela esquadra estar perto de nós

No debate da moção, António João sardinha, PS, referiu concordar com a existência de policiamento perto das pessoas, no entanto, salientou que o “conceito de proximidade” com a existência de Esquadras.
Sublinhou que compreende que uma comunidade quando “perde qualquer coisa” sente e não quer abdicar.
O deputado do Partido Socialista recordou que o Café, localizado ao lado da esquadra do Barreiro, foi assaltado – “o conceito de segurança não passa pela esquadra estar perto de nós”.
Por outro lado, salientou o facto de estar em construção uma nova esquadra no Parque Empresarial da Quimiparque, sublinhando a estratégia do Governo potenciar os recursos humanos, “retirando os polícias da secretaria e pondo-os na rua”.
Humberto Candeias, do Bloco de Esquerda, criticou o encerramento das esquadras, assim como o encerramento das Maternidades, sublinhando que o Governo quer acabar com tudo o que é “proximidade”.

Esquadra do Barreiro de Stª Cruz “não vai encerrar”

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, salientou que “é preciso tratar com cuidado as questões da segurança”, referindo que no Barreiro, “não temos um problema de segurança”, mas existe, “um sentimento de insegurança”.
O autarca salientou que a Esquadra do Barreiro de Stª Cruz, mesmo com as novas instalações da PSP na Quimiparque, “não vai encerrar”.

Efectivos não são suficientes para a dimensão do concelho

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, manifestou a sua preocupação sobre o número de agentes em serviço no concelho do Barreiro, salientando que “os efectivos são insuficientes”.
Recordou que “houve um reforço na quadra natalícia, que depois vai desaparecer”.
“Os efectivos não são suficientes para a dimensão do concelho e para os problemas do concelho” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

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