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Perspectivas

Infiltrações no nrº61 do Bairro Alves Redol“Foi a pior coisa que me podia ter acontecido no primeiro dia do ano”

Isabel Pombo, residente no número 61 do Bairro Alves Redol, no Alto do Seixalinho, viu a sua casa sofrer infiltrações pela chuva que deflagrou na noite de ontem, ao que se deve o facto de a habitação, por cima da sua, estar desabitada há mais de um ano e a precisar de reparações. Depois de uma noite passada com a água a escorrer pelas paredes da casa, viu-se obrigada a desligar o quadro eléctrico, para evitar males maiores e pede à Câmara do Barreiro que resolva a situação, o quanto antes.

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Infiltrações no nrº61 do Bairro Alves Redol “Foi a pior coisa que me podia ter acontecido no primeiro dia do ano”

Por Jornal Rostos

“Só critico a Câmara por não ter colocado os vidros nas janelas e fechado a casa. Um ano é muito tempo.”

Mãe de cinco filhos, entre os onze e os 19 anos, dois deles com problemas respiratórios, Isabel Pombo mostrava as mazelas que ficaram na casa pela passagem da água e comentava: “Foi a pior coisa que me podia ter acontecido no primeiro dia do ano”. E inquieta com os dias que se seguem, revelou: “tenho receio, especialmente pelas crianças”. Disse já ter contactado a Câmara Municipal do Barreiro para que o problema seja resolvido, mas diz ainda aguardar por uma resposta e comenta: “acho que estou a pedir só o essencial, as obras na casa de cima” e acrescenta: “só critico a Câmara por não ter colocado os vidros nas janelas e fechado a casa. Um ano é muito tempo.”

“Os meus filhos acordam de noite com pessoas a fugir pelo quintal”

Moradora naquela casa há onze anos, Isabel Pombo diz que os problemas começaram há um ano atrás, quando a casa por cima da sua deixou de ser habitada. Desde então, queixa-se de problemas de infiltração e de insegurança, ao que conta que os vidros partidos das janelas da habitação facilitam a entrada na casa e chega mesmo a dizer: “os meus filhos acordam de noite com pessoas a fugir pelo quintal” e acrescenta que foram também os filhos que já encontraram nas traseiras da casa objectos como seringas e preservativos. Por essas razões inquieta-se e pede “que me arranjem uma casa enquanto não resolvem a situação” e sublinha “dormir à chuva com os meus filhos é que não durmo mais”.

Andreia Catarina Lopes

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