Carlos Humberto, presidente da Câmara do BarreiroBarreiro terá papel de relevo na construção da “cidade-região”
. O essencial é o desenvolvimento económico
“É preciso, continuarmos a ver o arco ribeirinho sul como um todo, de Alcochete, Montijo, Moita, Barreiro, Seixal e Almada, tendo uma visão integrada deste arco ribeirinho, tendo uma visão que se articule, que se complemente, entre estes seis concelhos, mas também entre o arco ribeirinho sul e a grande Lisboa, no outro lado do Tejo.” – salientou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, num encontro com os órgãos de comunicação social, a propósito da decisão do Governo de construção da terceira travessia do Tejo Barreiro-Chelas e do novo aeroporto em Alcochete.
“Pensamos que são decisões ajustadas, que vêm de encontro à estratégia de vida para Lisboa e que vêm de encontro à estratégia que estamos a construir no concelho do Barreiro.” – sublinhou Carlos Humberto.

Por Jornal Rostos
Em Conferência de Imprensa, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acompanhado por Joaquim Matias, vice presidente da Câmara Municipal do Barreiro, divulgou a posição da autarquia barreirense sobre a Ponte Barreiro-Chelas e a localização do novo Aeroporto em Alcochete.
Enquadradas do ponto de vista nacional e regional
“A Câmara Municipal do Barreiro, eu próprio, temos vindo a intervir sobre esta matéria, acompanhando sistematicamente a evolução deste processo, e, sempre tivemos a ideia que são duas infraestruturas de grande importância para o país, para a região e também para o concelho do Barreiro.” – referiu o autarca, acrescentando – “Temos uma visão destas matérias e de infraestruturas com esta dimensão, que as mesmas têm que ser enquadradas do ponto de vista nacional e regional, naturalmente, também tendo em conta os interesses de cada concelho.”
Uma grande cidade de duas margens
“De qualquer forma consideramos que a localização da terceira travessia do Tejo, rodo ferroviária, se insere numa estratégia que temos vindo a defender, e, nisso, temos uma estratégia coincidente com a estratégia do Governo, que é a construção na Região de Lisboa, duma grande cidade, uma cidade de duas margens, uma cidade polinucleada, com várias centralidades, em que o Rio Tejo é o elemento aglutinador, e, digo, é a maior Praça do país, o maior ponto de encontro do país, que deve ser o Tejo.
O Rio Tejo é o elemento unificador e de união entre as duas margens e entre esta grande região.”
Barreiro uma centralidade na Área Metropolitana de Lisboa
“Foi essa a estratégia que considerámos ser justa” - sublinhou Carlos Humberto, acrescentando, que “o anúncio feito pelo Primeiro Ministro, ajuda à concretização desta estratégia.”, e, “é importante para o desenvolvimento do concelho do Barreiro e para a estratégia que o Barreiro seja uma centralidade, na Área Metropolitana de Lisboa.
Uma centralidade baseada por um lado na sua localização, por outro lado nas infraestruturas de mobilidades e transportes, que hoje já temos, e que mais vamos ter no futuro.”
O essencial é o desenvolvimento económico
“Consideramos que, para essa estratégia é preciso que o concelho do Barreiro se afirme diferenciadamente, de cada um dos outros 17, da AML, que é composta por 18 municípios.” – salientou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referindo ser essencial que se conslide a ideia que esta estratégia contribui para o desenvolvimento económico – “mais do que crescer do ponto de vista quantitativo, deve crescer do ponto de vista qualitativo. Naturalmente que sabemos, temos presente, que não há crescimento qualitativo, sem crescimento quantitativo, mas, o essencial é o desenvolvimento económico, o emprego, as novas tecnologias. É isso que consideramos que é essencial.”
Requalificar as suas zonas ribeirinhas
Carlos Humberto, considerou que a decisão do Governo – “É importante para o país, é importante para a Área Metropolitana de Lisboa, é importante para a Península de Setúbal, para o distrito de Setúbal e até para o Alentejo, e, é importante para o concelho do Barreiro.”
“Pensamos que podemos, hoje, termos uma visão mais próxima daquilo que poderá vir a ser o concelho do Barreiro no futuro.
Um concelho do ponto de vista qualitativo melhor, com melhores acessibilidades, que não desligamos de uma visão integrada, que é preciso ter do desenvolvimento, sendo preciso reforçar o centro do Barreiro, requalificar as suas zonas ribeirinhas, as margens do Rio Tejo e Coina” – sublinhou o autarca.
Dar particular atenção à área da Quimiparque
“Consideramos que é necessário dar uma particular atenção à área do território da Quimiparque, da antiga CUF- Quimigal, e transformá-lo como um elemento aglutinador e dinamizador desta estratégia de desenvolvimento sustentado e sustentável, que queremos para o concelho do Barreiro.
Portanto, consideramos que entramos numa fase nova, consideramos que o Barreiro pode ajudar a transformar Lisboa, numa das principais capitais da Europa e para isso é necessário crescer para sul, é necessário crescer também no Barreiro” – referiu o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, no seu encontro com os órgãos de comunicação social.
Barreiro papel de relevo na construção da “cidade-região”
Na sua opinião, as duas medidas anunciadas, pelo Primeiro Ministro, - “Pela importância que têm, podem ser determinantes nessa estratégia que queremos para Lisboa, capital do país, para a cidade-região de Lisboa,” onde o Barreiro, terá um papel de relevo na construção da “cidade-região” sendo “uma das suas principais centralidades ao nível do emprego, ao nível do desenvolvimento tecnológico.
O que queremos para o concelho do Barreiro é que ele, no século XXI, seja a continuidade da modernidade, do ponto de vista tecnológico, que foi no século XX.”
Entrar numa fase qualitativamente nova
“O que pretendemos é entrar numa fase, qualitativamente nova, que permita ascender e não continuar a descender, tanto do ponto vista do emprego, como do ponto de vista da população e do nível do desenvolvimento económico, da qualidade de vida e do rendimento per capita da sua população. É esta a nossa visão estratégica.” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
É preciso estar preparado para a fase que vem a seguir
“Pensamos que vale a pena o Barreiro festejar, mas, mais que festejar, sendo importante que fiquemos contentes, satisfeitos, mais do que festejar, é preciso estar preparado para a fase que vem a seguir, porque é preciso do ponto de vista estrutural, técnico, logístico, não cometermos os erros do ponto de vista ambiental que o passado nos obrigou a cometer” – salientou o autarca alertando apara a necessidade de – “requalificar toda esta zona.”
Uma visão integrada do arco ribeirinho sul
“É preciso, continuarmos a ver o arco ribeirinho sul como um todo, de Alcochete, Montijo, Moita, Barreiro, Seixal e Almada, tendo uma visão integrada deste arco ribeirinho, tendo uma visão que se articule, que se complemente, entre estes seis concelhos, mas também entre o arco ribeirinho sul e a grande Lisboa, no outro lado do Tejo.” – salientou Carlos Humberto.
Processo de profundas mutações no concelho do Barreiro
“Reafirmo que estamos satisfeitos. Pensamos que são decisões ajustadas, que vêm de encontro à estratégia de vida para Lisboa e que vêm de encontro à estratégia que estamos a construir no concelho do Barreiro.” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando a finalizar – “Entraremos, concerteza, numa nova fase, eu diria, num processo de profundas mutações no concelho do Barreiro, qualitativamente melhores.”













