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Perspectivas

Centro do Barreiro e Mercado 1º de MaioReunião com vendedores e Associação de Comerciantes

Estudo “tenta expressar a ideia de um comércio de rua”

3 Fachadas no novo Mercado 1º de Maio

“É importante para o Barreiro ter ali um mercado”

Hoje, realizou-se, no auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, a primeira reunião entre a Câmara e os vendedores e Associação de Comerciantes do Mercado Municipal 1º de Maio, na qual o presidente da Câmara do Barreiro fez uma breve apresentação das ideias iniciais do projecto do arquitecto catalão, Joan Busquets, para o Mercado e área envolvente, advertindo que as ideias “não são definitivas”.

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Centro do Barreiro e Mercado 1º de Maio Reunião com vendedores e Associação de Comerciantes

Por Jornal Rostos

“Queremos que acompanhem connosco os passos que estão a ser dados”

Na primeira apresentação, aos vendedores do Mercado 1º de Maio, das ideias iniciais do estudo para a construção do Novo Mercado Municipal e na requalificação de toda a zona adjacente, elaborado pela equipa do arquitecto catalão Joan Busquets, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, começou por sublinhar que se tratam de ideias “que não são fechadas nem definitivas” e acrescentou: “Queremos que acompanhem connosco os passos que estão a ser dados”. Nesse sentido, referiu que de dia 14 de Janeiro a 8 de Fevereiro vão ocorrer um conjunto de discussões públicas, ao que sublinhou a reunião de 8 de Fevereiro, que conta com a presença do arquitecto catalão responsável pelo estudo.

3 Pontos fortes no centro do Barreiro

O presidente da Câmara do Barreiro fez uma breve apresentação do estudo, ao que destacou que a ideia assenta na existência de três pontos fortes no centro do Barreiro, que se tratam do Mercado Municipal 1º de Maio, da nova Urbanização do Campo das Cordoarias, que inclui o novo Forum Barreiro, e de um outro que diz ainda não haver certezas quanto à sua localização exacta, mas que será provavelmente na Rua Miguel Pais, junto ao rio. Ainda sobre o projecto para o centro do Barreiro, falou na construção de uma praça com uma rotunda no final da Avenida Alfredo da Silva, que vai ter ligação ao Largo das Obras, terminando numa outra rotunda, com uma ligação provisória da Quimiparque ao Lavradio. Com a abertura do Forum estimada para Outubro, o presidente da Câmara espera que as obras de arruamento, que incluem as duas rotundas, estejam prontas nessa altura, em finais de 2008.

Estudo “tenta expressar a ideia de um comércio de rua”

Em relação às ruas do centro do Barreiro, diz que o estudo “tenta expressar a ideia de um comércio de rua”, ao que sublinha o alargamento dos passeios da Avenida Alfredo da Silva e acrescenta: “que passam a ter árvores de um lado e do outro”. Do trânsito na avenida diz que continuará a ter dois sentidos, mas que não permitirá estacionamento.
Em relação à Rua Miguel Bombarda, refere que está previsto que o passeio seja aumentado, mas apenas de um dos lados, onde também levará arvoredo.

3 Fachadas no novo Mercado 1º de Maio

A respeito do projecto para o Mercado Municipal 1º de Maio, referiu que o estudo aponta para a construção de uma nova fachada, que ficará ligada para a Avenida 1640, ficando o Mercado com três fachadas. Mantendo-se a fachada para a Rua Eça de Queirós e para a Avenida Alfredo da Silva, que vai ser alargada “para que o mercado cresça para os lados”, sublinhou o edil barreirense, que diz ser esse o elemento que marca o edifício, do ponto de vista arquitectónico.

Zona de Serviços não vai incluir Loja do Cidadão por falta de espaço

Entre o Mercado e as árvores, diz estar previsto a inclusão de um elevador para servir as caves de estacionamento. Refere ainda que o Mercado vai ter ainda uma zona de serviços, que será no primeiro andar, mas advertiu que esse serviço não será a Loja do Cidadão, como já foi falado, uma vez que sublinha não existir espaço suficiente para tal, para essa zona diz que pode vir a admitir uma parte do serviço municipal, ao que salienta: “tem de ter vida própria e ajudar a dar animação à praça”. Junto ao Parque Catarina Eufémia está previsto a colocação de bancos.

Bancas -“Vamos tentar manter a dinâmica de funcionamento onde elas já existem”

Após a apresentação do estudo, os vendedores presentes, que encheram o auditório, colocaram algumas dúvidas, nomeadamente em relação à disposição das bancas no Novo Mercado, ao que o vereador João Soares, responsável pela Divisão de Serviços Urbanos, referiu que esse seria um assunto ainda por definir, não deixando de sublinhar: “tratando-se de um mercado moderno, existem regras que obrigam a um tipo de requisitos técnicos que temos de respeitar” mas, logo a seguir, acautelou: “vamos tentar manter a dinâmica de funcionamento onde elas já existem”. Dando como exemplo o funcionamento dos talhos que têm um horário mais alargado e que por isso dispõem de acessos quer pelo interior, quer pelo exterior do Mercado.

Que “o Mercado funcionasse tipo grande espaço comercial”

Alguns vendedores sugeriram que o elevador estivesse no interior do Mercado e não no exterior, de modo a facilitar a entrada dos clientes no Mercado, pelo estacionamento. Por sua vez o presidente da Câmara disse poder vir a ser repensada a sua colocação, mas sublinhou: “não sei se será possível”, ao que fez menção ao facto de o Mercado ter um horário restrito, e de o estacionamento não servir apenas o Mercado. E acrescentou que existem aspectos que têm de ser repensados, ao que fez menção aos regulamentos, ao horário e ao funcionamento do mercado. Mas anunciou como ideia geral: “que seja um mercado de qualidade” e acrescentou: “com uma melhoria significativa no serviço à população e aos vendedores”. E expressou ainda a vontade de que: “o Mercado funcionasse tipo grande espaço comercial, porque só assim é que é atractivo”. Para isso diz ser importante também dar vida à Praça 1640, através da colocação de cafés e de esplanadas voltadas para essa zona.

“É importante para o Barreiro ter ali um mercado”

Um dos vendedores, interrogou se foi feito algum estudo de viabilidade económica para o Novo Mercado, ao que o presidente comentou: “não o fizemos porque não o precisámos de o fazer, partimos do princípio de que estão ali pessoas a viver do mercado”. E justifica as obras, referindo: “sabíamos uma coisa, se o mercado continuasse como estava, fechava daqui a cinco, dez anos” e logo acrescentou: “É importante para o Barreiro ter ali um mercado”.

Mudança para Mercado Provisório prevista para Fevereiro

A finalizar a discussão, os vendedores quiseram saber quando se iria proceder à deslocalização para o Mercado Provisório, nos terrenos junto à Escola Secundária Alfredo da Silva, ao que o vereador João Soares, referiu ter havido atrasos, uma vez que essa mudança estava prevista para Janeiro mas que foi adiada para Fevereiro, esperando que seja feita “o mais rapidamente possível”, sublinhou.

Andreia Catarina Lopes

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