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Perspectivas

IV Encontro Transnacional TRAMO“Penso que estamos quase todos preparados para ir para o INTERREG IV-C e aprofundar estas parcerias e estes conhecimentos”

No final do período de discussão e em conversa com os jornalistas, o vereador Joaquim Matias referiu que já foi apresentada, na semana passada, pelo Município do Barreiro, a pré-candidatura ao Programa de Cooperação Inter-regional – INTERREG IV-C, sob o nome “RETOS, cuja aprovação permitirá financiar a elaboração do Plano de Mobilidade, sobre o qual comentou: “ele há-de ter de se fazer”.

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IV Encontro Transnacional TRAMO “Penso que estamos quase todos preparados para ir para o INTERREG IV-C e aprofundar estas parcerias e estes conhecimentos”

Por Jornal Rostos

Ontem realizou-se, no Convento Madre de Deus da Verderena, a primeira sessão do IV Encontro Transnacional TRAMO, que voltou a reunir os municípios da Moita, Barreiro, Loures com os parceiros de Génova, Manises e Torrent, no âmbito do Sub–Projecto “TRAMO – Transporte Responsável, Acções de Mobilidade e Ordenamento” da Operação Quadro Regional (OQR) “MARE – Mobilidade e Acessibilidade Metropolitana nas Regiões da Europa do Sul”.

Objectivo: criação de uma estratégia integrada de mobilidade metropolitana

Até ao dia 19, o IV Encontro Transnacional TRAMO decorre em terras lusitanas, com o objectivo de melhorar a eficácia das políticas e instrumentos de desenvolvimento regional, através da troca de partilha de experiências, em torno das temáticas da mobilidade e acessibilidades nas cidades, tendo em vista a criação de uma estratégia integrada de mobilidade metropolitana.

Partilha de experiências

O vice-presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Joaquim Matias, também vereador do Planeamento, no período de intervenções à comunicação social, sublinhou o papel preponderante da Faculdade de Arquitectura de Génova na valorização economia financeira e realçou também o contributo do parceiro de Manises: “que desenvolvendo o seu plano de mobilidade, encontrou um aspecto fundamental para todos nós, que é essencialmente um manual de bons procedimentos, relativamente à concepção e gestão dos transportes públicos”, salientou.

Plano participado e aberto a actualizações

À região de Lisboa coube a elaboração de um “Manual de metodologias e boas práticas para a elaboração de um Plano de Mobilidade Sustentável”, cuja execução foi atribuída à empresa adjudicatária “Transitec - Engenheiros Consultores, Lda”. Na elaboração do plano, o vereador Joaquim Matias sublinha a importância de se ter em conta que seja participado e que permita manter permanentemente a sua actualização, ao que comenta: “porque nestas coisas de mobilidade, elas mudam de ano para ano, e é preciso estar permanentemente a actualizar as medidas que se tomam”.

Relatórios – “(…) já só falta a sua sistematização para ficarem como documentos de trabalho e essa sistematização temos até Março para a concluir”

“Um balanço proveitoso”, foi a expressão utilizada pelo vereador Joaquim Matias para caracterizar o trabalho desenvolvido por todos os parceiros envolvidos no projecto, ao que adiantou: “penso que estamos quase todos preparados para ir para o INTERREG IV-C e aprofundar estas parcerias e estes conhecimentos”. E sem deixar de fazer menção aos laços de amizade que diz que se criaram ao longo da colaboração, concluiu: “já se adivinha que a nossa sessão de encerramento final será a confirmação dos relatórios que já são praticamente livros abertos, já só falta a sua sistematização para ficarem como documentos de trabalho e essa sistematização temos até Março para a concluir”.

“ (…) Queremos ter um plano mais concreto e mais abrangente”

No final do período de discussão e em conversa com os jornalistas, o vereador Joaquim Matias referiu que já foi apresentada, na semana passada, pelo Município do Barreiro, a pré-candidatura ao Programa de Cooperação Inter-regional – INTERREG IV-C, sob o nome “RETOS, cuja aprovação permitirá financiar a elaboração do Plano de Mobilidade, sobre o qual comentou: “ele há-de ter de se fazer”. Não deixou de fazer referência a outros planos de mobilidade desenvolvidos pelo Barreiro, ao que destacou o do Barreiro Velho e acrescentou: “vamos ter o plano de toda a zona norte da via de caminhos-de-ferro, no âmbito da requalificação do Centro do Barreiro, mas queremos ir mais longe, queremos ter um plano mais concreto e mais abrangente e, neste momento, o que vamos ficar é com um procedimento que vai englobar, não só tecnicamente, desde início, os diferentes agentes e as populações na sua elaboração”.

“Penso que muito brevemente será institucionalizado um Conselho Municipal de Mobilidade (…)”

Sem deixar de sublinhar que o Plano de Mobilidade deve de ser participado, comentou: “este manual visa sobretudo isso, que será certamente assegurado pela participação que queremos institucionalizar e gerar na elaboração de planos e no seu acompanhamento. Não é só fazer planos, é também pô-los em prática.” E sobre o papel dos munícipes na elaboração do plano, acrescentou: “penso que muito brevemente será institucionalizado um Conselho Municipal de Mobilidade, com este ou outro nome” e fundamentou: “a Câmara será o dinamizador mas o conselho não funcionará sem os operadores de transporte, sem as autoridades que fiscalizam o trânsito, sem as Juntas de Freguesia, sem inclusivamente a opinião das populações, porque quando estamos a falar em mobilidade, não estamos a falar apenas dos autocarros e dos automóveis, estamos a falar dos peões, estamos a falar num campo mais geral, nas deslocações todas que se fazem diariamente”.

“O nosso plano e o da Moita vão ser certamente indissociáveis, pelo menos nas zonas fronteiras”

Referiu ainda que cada município vai ter o seu plano, ainda que advogue: “o nosso plano e o da Moita vão ser certamente indissociáveis, pelo menos nas zonas fronteiras” e sobre essa questão, acrescentou: “com a Terceira Travessia do Tejo, na futura estação ferroviária, que será na fronteira entre o Barreiro e a Moita; com a ligação Seixal, Moita, Barreiro e com a nova travessia fluvial e o Metro Sul do Tejo, se pensarmos em tudo isso, é indissociável que o Barreiro e a Moita tenham uma parte até sobreposta”.

De sublinhar que o projecto TRAMO, que deverá ficar concluído em Março de 2008, surgiu com base numa candidatura conjunta, no âmbito da Operação – Quadro Regional MARE “Mobilidade e Acessibilidade Metropolitana nas regiões da Europa do Sul”, financiada pelo Programa INTERREG III C – SUL, e visa aprofundar o conhecimento das questões relacionadas com a mobilidade, nomeadamente as metodologias para elaboração do Plano de Mobilidade, a identificação de formas de transporte mais atractivas face ao transporte individual e a inclusão de novas tecnologias no apoio à mobilidade (info-mobilidade).

Andreia Catarina Lopes

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