CDU Barreiro – Encontro Concelhio de Balanço e Perspectivas“Com a população! Consolidar o presente, construir o futuro”
Ontem realizou-se, na Associação Unitária dos Reformados, Pensionistas e Idosos do Lavradio (AURPIL), o encontro Concelhio da CDU – Coligação Democrática Unitária que tinha como propósito, como referiu Fernando Morais, responsável concelhio: ”fazer um balanço do trabalho realizado e traçar linhas de trabalho para o futuro”, numa altura em que está ultrapassado metade do mandato da CDU na Câmara Municipal do Barreiro.

Por Jornal Rostos
Muitas obras têm sido feitas “apesar dos condicionantes financeiros”
Passados dois anos das eleições autárquicas, o responsável concelhio da CDU Barreiro, Fernando Morais, do balanço ao trabalho referiu: “ficámos com a noção de que muito se tem feito” e mencionou: “tendo a preocupação de resolver os problemas da população”, considerou que também muitas obras têm sido feitas “apesar dos condicionantes financeiros”, sublinhou, mas não deixou de defender:”ainda podemos melhorar e fazer mais”.
Seis objectivos, que foram transformados em oito linhas estratégicas
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, referiu que o encontro era importante para trocar opiniões, ao que comentou: “os eleitos autárquicos precisam de uma ajuda permanente da população e também da ‘malta da CDU’”. Nas últimas eleições autárquicas de 2005, referiu que foram assumidos pela CDU Barreiro seis objectivos, que foram transformados em oito linhas estratégicas, no sentido de “reforçar a participação, a democracia e a cidadania”, ao que destacou: “o compromisso fundamental de dar voz aos barreirenses na gestão do concelho”, perseguindo o objectivo que diz ser: “garantir o futuro e a sustentabilidade económica”. Dinamizar emprego e desenvolvimento económico diz ser uma das Grandes Opções do Plano (GOP’s) do Orçamento do Município. Na gestão referiu também ter-se em conta a promoção de melhor ambiente e qualidade de vida, ao que diz ter sido acrescentado “uma gestão do território”; a melhoria das acessibilidades e de mobilidade; a dinamização social e intervenção sócio-cultural; o apoio e intervenção no domínio das solidariedades e também sublinhou: “a gestão económica e financeira mais eficaz”.
“Globalmente temos cumprido com os objectivos a que nos propusemos”
E como balanço, referiu: “Globalmente temos cumprido com os objectivos a que nos propusemos” e acrescentou: “a trabalhar com dedicação e isenção, procurando envolver trabalhadores e população”, com o objectivo que diz ser de “transformar o Barreiro numa importante área de centralidade metropolitana”, considerando que o Barreiro pode dar um contributo para que Lisboa “se internacionalize e discuta o seu posicionamento”. Ainda sobre os objectivos para o Barreiro, sublinhou: “Nós queremos crescer, fundamentalmente, do ponto de vista qualitativo”, definindo como ideia central de desenvolvimento e estratégia “que o Barreiro sirva para trabalhar e para viver”.
Futuro do Barreiro
Do futuro do Barreiro, o presidente da Câmara, considerou: “estamos convictos que estamos no final de um ciclo de depressão e a começar um novo ciclo de desenvolvimento”, ao que se referiu ao território da Quimiparque e ao Pólo Ferroviário, sobre o que comentou: “Falamos destes dois pólos como um só. Este território tem de ajudar a resolver os problemas de emprego, tem de trazer novas tecnologias, alargar o centro do Barreiro e aproveitar as margens do Tejo”. E fez menção às três zonas integradas no projecto para a Quimiparque, sendo uma primeira de logística pesada, uma segunda de serviços e habitação e a terceira apontou a “zona onde a cidade vai crescer”, o que diz ser o novo Terminal Rodo-Ferro-Fluvial.
3 mil postos de trabalhos directos previstos com a vinda de novos serviços
De emprego, sublinhou os três mil postos de trabalhos directos previstos com a vinda do Forum Barreiro, do Carrefour nos campos do Mercado de Levante da Verderena, do Retail Park previsto para Coina e do Intermarché no Lavradio. Do novo Mercado de Levante, diz ter sido resolvido o problema e anunciou que vai ser inaugurado em Fevereiro no Alto da Paiva e do Mercado Municipal do Barreiro diz: “estamos em vias de o resolver”, uma vez que refere que também em Fevereiro vão começar as obras. Referiu ainda ter sido aprovado na Câmara Municipal do Barreiro um conjunto de regulamento que facilitam a deslocalização para o Barreiro de empresas, “melhorando e facilitando e diminuindo as taxas para actividades económicas para as empresas, para jovens empresários com menos de 35 anos, para a área de inovação e de desenvolvimento e novas tecnologias, para actividades industriais”, sublinha e adianta que para as empresas do concelho do Barreiro, referiu que se mantém a taxa de 2006 para 2008, “o que na prática quer dizer um abaixamento”, salientou.
”Neste momento o que estamos a fazer é fazer obras sem dinheiro, aproveitando parcerias”
Sobre a candidatura do Barreiro a Cidade do Cinema, sublinhou: “Estamos a acompanhar a par e passo as questões da Cidade do Cinema que até agora é só cinema, vamos ver qual vai ser o resultado final”. E acerca das questões do ambiente e da melhor qualidade de vida, chamou a atenção para a construção da ETAR, prevista para 2008 no Lavradio, as intervenções nas zonas ribeirinhas, ao que destacou o Polis, onde diz que irá haver uma inauguração da ciclovia ainda em início de Fevereiro e para as intervenções em Alburrica. Ainda sobre o Polis, referiu: “o que está previsto é que os investidores responsáveis pela urbanização, onde se vai localizar o Carrefour, sem custos para a Câmara, vão refazer toda a actual Avenida da Liberdade”, que diz que vai ser prolongada até à Avenida dos Fuzileiros Navais. ”Neste momento o que estamos a fazer é fazer obras sem dinheiro, aproveitando parcerias”, sublinhou.
“Desde a construção da C.U.F que não vivíamos um momento com tantas perspectivas”
Não quis deixar de chamar a atenção para a constituição da S.energia – Agência local para a gestão da energia do Barreiro e Moita, sobre a qual referiu que está previsto para o início deste ano uma campanha de sensibilização para as questões da limpeza e higiene urbana, assim como um conjunto de estudos e de intervenções ao nível de águas e saneamento. E rematou, considerando que “o Barreiro está a atravessar um momento único da sua vida”, ao que comentou: “Desde a construção da C.U.F que não vivíamos um momento com tantas perspectivas”.
Terceira Travessia do Tejo
O edil barreirense, não deixou de falar na Terceira Travessia do Tejo, referindo que ao se ter sido decidido que a nova ponte contemple as funções de rodovia, ferrovia e alta velocidade, essa medida constituiu “uma importante vitória para o concelho do Barreiro”. E comentou: “nenhuma das soluções apresentadas em contra-ponto à Ponte do Barreiro, tem as valências e a possibilidade de resolver os problemas que esta Terceira Travessia do Tejo resolve”. Ao que sustentou: “permitirá fazer a ligação da alta velocidade à Europa, a Madrid, permitirá construir um corredor rodoviário na única zona da península de Setúbal que não tem acesso rodoviário à capital” e acrescentou: que a ponte, com a componente ferrovia tradicional vai possibilitar que “o Barreiro volte a ter a importância que já teve do ponto de vista ferroviário e permite fechar o anel ferroviário da margem Sul do Tejo”, A resolução “dos problemas de transportes de mercadoriasm que a Ponte 25 de Abril não permite e a ligação norte/sul, ao Algarve, com poupança de tempo”, foram outras razões apontadas pelo presidente da Câmara como mais-valias da construção da ponte Barreiro/Chelas. E apesar de reconhecer “é ainda uma batalha”, sublinhou: ”Temos de estar atentos e defendermos esta solução e esta estratégia”.
Descentralização de Competências - factor determinante na “gestão próxima da população”
Raul Malacão, presidente da Junta de freguesia do Barreiro, comentou: “este encontro realiza-se num tempo determinante para a mudança e futuro do Barreiro”. Acerca da Descentralização de Competências para as Juntas de Freguesia, entende ser esse um factor determinante na “gestão próxima da população e do melhor conhecimento dos problemas”. Da relação entre a câmara e as juntas de freguesias, considerou: “integra-se num projecto e visão política e económica e administrativa com coerência e resistência e correspondente à realidade da CDU”. E para o futuro do Barreiro, expressou o desejo: “de um Barreiro novo e diferente, um Barreiro mais bonito e melhor”.
“Reforçar a influência da CDU no Barreiro”
José António Antunes chamou a atenção para a importância de se “reforçar a influência da CDU no Barreiro” e tendo em mente os grandes projectos que diz envolverem a Margem Sul, não deixou de considerar: “É preciso reforçar a sintonia entre a Câmara Municipal e as Juntas de Freguesia”, e acrescentou os objectivos da “necessidade de ampliar o contacto com as populações, de ganhar outros parceiros”, ao que fez menção a empresas e instituições, considerando também essencial: “ reforçar o apoio ao movimento associativo, pela necessidade de se desdobrarem capacidades e apoios”, assim como “apoiar a ligação às escolas” e rematou: “Temos de trabalhar, no sentido de melhorar a qualidade de vida das pessoas”. Sobre a freguesia do Alto do Seixalinho disse considerar prioritário a intervenção no Bairro Alves Redol.
“Necessidade de um grupo de trabalho para apoiar a descentralização de competências para as Juntas”
Alfredo Falcão apelou à necessidade de uma “maior participação cívica” e referindo que existem algumas carências na área da limpeza urbana e recolha de monos, aludiu para a “necessidade de um grupo de trabalho para apoiar a descentralização de competências para as Juntas” e de um maior diálogo ”em termos de política de recursos humanos”. Por sua vez, António Contreiras considerou: “alguma coisa foi feita com a gestão CDU mas muito há a fazer ainda”, ao que chamou a atenção para a importância das pequenas obras, das questões da higiene e limpeza que considera que “podem melhorar” e para a “pouca ligação entre chefias e órgãos intermédios”. A respeito da segurança no concelho, expressou: “É necessário que a Câmara se empenhe mais na questão da segurança” e acrescentou: “E é necessário que o Governo tenha os efectivos no Barreiro”.
“As grandes obras para o Barreiro são bem vindas, mas temos de dar atenção aos problemas em cima da mesa”
Vicente Figueiras, presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, comentou: “As grandes obras para o Barreiro são bem vindas, mas temos de dar atenção aos problemas em cima da mesa”, e chamou a atenção para a necessidade de executar o projecto Escola de Penalva e para a resolução das AUGI’s, sobre o que comentou: “algumas coisas fizemos mas temos ainda muito que fazer”. O Centro de Saúde para Santo António da Charneca, foi outra necessidade que mencionou e sobre a qual comentou: “O PIDDAC tinha incluído verbas para o centro”.
No Encontro Concelhio de Balanço e Perspectivas da CDU Barreiro foi também apresentada uma Resolução, onde se podia ler: ”Nem tudo o que idealizámos, foi concretizado, mas estamos convictos de que demos passos significativos no desbloquear de constrangimentos e no abrir de portas que perspectivam o retomar do Barreiro como concelho de vanguarda e indispensável ao desenvolvimento económico da nossa região e do país”. Resolução que o responsável concelhio da CDU Barreiro, Fernando Morais considerou que seria um “contributo para o projecto autárquico e para os compromissos eleitorais”.
Andreia Catarina Lopes













