Barreiro – Roteiro das Freguesias em Santo António da CharnecaNo segundo dia, executivo visita Cidade Sol
Hoje, a comitiva camarária foi em visita pela localidade da Cidade Sol, no âmbito do Roteiro de Freguesias, que tomou início ontem na freguesia de Santo António da Charneca. Estabelecimentos comerciais e institucionais e o bairro social da Quinta da Mina receberam a presença dos eleitos da Câmara. Na Quinta da Mina, a vereadora Regina Janeiro, comentou: “A nossa grande preocupação era ter um plano de intervenção na Quinta da Mina, com um início, um meio e um fim. Digamos que estamos quase a meio.”

Por Jornal Rostos
Plano de intervenção na Quinta da Mina – “ (…) digamos que estamos quase a meio”
No bairro social da Quinta da Mina, cuja construção data de 1997 e que integra 119 fogos, distribuídos por 13 lotes, a vereadora Regina Janeiro, responsável pela área de acção social da Câmara do Barreiro, traçou um balanço das intervenções que estão a ser feitas pela Câmara neste local, referindo: “A nossa grande preocupação era ter um plano de intervenção na Quinta da Mina, com um início, um meio e um fim. Digamos que estamos quase a meio”. Inicialmente disse terem sido definidas prioridades, nas quais a primeira seria o “realojamento de todas as famílias” e “não permitir que se coloque aqui mais nenhuma barraca”, ao que adiantou que das 17 famílias que estavam desalojadas, faltam realojar oito.
Preocupações com higiene e saúde - vacinação
A participação e envolvimento de toda a comunidade, diz ser também uma preocupação tida em conta em todo o processo, ao que comentou: “explicamos qualquer intervenção, para que saibam o que está a acontecer e para que possam emitir opinião”. Quanto à questão da higiene e saúde pública, diz ter sido respondida pela vacinação das crianças, ao que sublinha: “ aqui é fundamental o apoio das escolas e do Centro de Saúde, que têm estado completamente disponíveis para nos ajudar”. Quanto aos animais que se encontram no local, também foram submetidos à vacinação.
PROHABITA – “Se não tivermos apoio da Candidatura, será um trabalho muito mais demorado”
Quanto às necessidades de reabilitação dos fogos, diz haver diferentes níveis de intervenção e sublinhou que o mais grave seriam os pisos técnicos, “esgoto a céu aberto e águas a escorrer”, exemplificou e, acerca disso, adiantou: “estamos a tratar disso em quatro lotes e vamos fazer nos seguintes”. No interior das habitações diz ser mais difícil intervir e, por essa razão, fala na necessidade da candidatura ao PROHABITA (Programa de Financiamento para Acesso à Habitação), ao que comenta: “Se não tivermos apoio da Candidatura, será um trabalho muito mais demorado”. Mas advoga: “Não está em causa não o fazer, está em causa é o tempo que demora a fazer. Nós definimos as prioridades e as prioridades estão a ser cumpridas”.
“Considerámos da parte deles uma intenção muito grande de vir a apoiar a nossa candidatura”
Ainda a respeito ao PROHABITA, a vereadora salienta a sua importância: “viria trazer uma total reabilitação dos prédios, em termos físicos”. Apolónia Teixeira, chefe da Divisão de Acção Social da autarquia, explicou, sobre esta questão, que o processo está ainda numa fase de pré-candidatura, atraso que diz resultar também do facto de a entidade competente pelo Programa ter deixado de ser o Instituto Nacional de Habitação (INH), para passar a ser o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), ao que sustenta: “e as questões mudaram um pouco, em termos de legislação e, neste momento, também estão as reorganizar todo o sistema”. Apesar de referir que lhes foi informado de que não existe no momento verba disponível para satisfazer de imediato os pedidos dos municípios, uma situação que esperam que até ao final do ano esteja resolvida, reitera: “Considerámos da parte deles uma intenção muito grande de vir a apoiar a nossa candidatura”.
Inclusão social – realização de actividades desportivas e acções de formação
A vereadora Regina Janeiro falou ainda na questão da inclusão e integração social, onde sublinha o papel das escolas e o que considera passar também pela realização de actividades físico desportivas e por acções de formação. Neste âmbito, anunciou que pretendem desenvolver iniciativas, no sentido de criar hábitos de vivência comunitária, em parceria com a Segurança Social, o Centro de Emprego e Formação Profissional, a Casinha do Sol e a Associação Os Reguilas. Falou ainda na necessidade de se requalificar a zona dos eucaliptos, de modo a torná-lo num espaço de lazer e na instalação de equipamentos desportivos, como rampas para desportos radicais.
No processo de integração, Apolónia Teixeira salientou ainda a importância do envolvimento de toda a população, que não apenas a do bairro social. Informar, ouvir e envolver a população são conceitos que diz fazerem parte dessa “aposta” de integração.
Famílias muito heterogéneas, a grande maioria beneficiárias do RSI
A vereadora Regina Janeiro aponta ainda o facto de o bairro social ser constituído por famílias muito heterogéneas, o que diz “criar dificuldades de integração”. Ao todo são 414 pessoas, não só de etnia cigana. Dessas famílias, a grande maioria são beneficiárias do Rendimento Social de Inserção (RSI), ao que a vereadora comenta: “Como podemos ver, são famílias com muitas dificuldades”.
“ (…) E nós queremos intervir e estamos a intervir nesse sentido”
E como balanço das intervenções realizadas, sublinha: “Há uma série de iniciativas que lhes estão a transmitir a imagem de que estamos a intervir e isso também faz com que não se consigam redimir das suas responsabilidades” mas não deixa de salientar: ”É óbvio que não é um processo fácil, seria um processo mais fácil se tivesse sido desde o início da construção”. E ciente das dificuldades, adianta: “Agora a questão é baixarmos os braços ou intervimos. E nós queremos intervir e estamos a intervir nesse sentido”.
Mensagem: “Que não vai haver obras dentro das casas, enquanto houver aqui barracas”
Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, Vicente de Jesus, sublinhou o facto de não terem sido criadas mais barracas no local, o que diz que “vai criando outra imagem” na população vizinha e acrescenta que a mensagem a passar para os moradores da Quinta da Mina é: “que não vai haver obras dentro das casas, enquanto houver aqui barracas”, ao que comenta: “E as pessoas estão a cumprir, porque além de não as criarem, também não admitem que venham para aqui mais”.
Unidade de Saúde – “É necessário porque a freguesia tem muita população idosa e com dificuldades em se deslocar para Santo André”
Na visita e depois de se passar pelo largo existente, ao lado da Quinta da Mina, para o qual estava prevista a construção de uma Unidade de Saúde, o presidente da Junta, lembrou o facto de ter estado previsto em PIDDAC a verba para o projecto mas que nada se fez quanto a essa obra, que diz ser uma das necessidades mais prementes da população: “É necessário porque a freguesia tem muita população idosa e com dificuldades em se deslocar para Santo André”. Queixou-se ainda do encerramento dos Postos de Enfermagem, que diz terem sido fechados com a promessa da construção dessa Unidade, ao que comenta: “Agora nem Unidade de Saúde, nem Postos de Enfermagem”.
Andreia Catarina Lopes













