Ponte Barreiro – Chelas em debate“A decisão de um estudo não pode estar dependente de lobbies”
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, salientou no debate promovido pela Ordem dos Engenheiros, no LNEC, tendo como tema “Nova travessia do Tejo”, que é necessário “encontrar a equidade” no desenvolvimento da região.
Recordou que o LNEC, em estudos efectuados, já salientou a importância da ponte Barreiro-Chelas, como uma necessidade e que a mesma deve contemplar as vertentes ferro-rodoviária.
António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa referiu que a travessia Lisboa-Barreiro permite desenvolver a visão de “cidade de duas margens”, dando “consistência a esta cidade central de duas margens”, que engloba Barreiro-Seixal e Almada.

Por Jornal Rostos
A Ordem dos Engenheiros promoveu no LNEC um debate tendo como tema “Nova travessia do Tejo”, no âmbito da qual realizou-se um painel que visou uma abordagem da “Perspectiva Política” que contou com a participação de Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado de Transportes; Carlos Humberto, presidente da Junta Metropolitana de Lisboa e presidente da Câmara Municipal do Barreiro; Maria Amélia Antunes, presidente da Câmara Municipal do Montijo e António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
É preciso construir uma cidade de duas margens
Na sua intervenção Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que a reflexão sobre a nova travessia do Tejo deveria ser enquadrada no âmbito da “importância da Área Metropolitana de Lisboa no desenvolvimento do país”, salientado que a AML deve assumir-se como “motor” e como “cidade-região”.
“É preciso construir uma cidade de duas margens, uma cidade polinucleada. É necessário que Lisboa cresça para o sul” – sublinhou o autarca, acrescentando que a nova ponte Barreiro- Chelas será um contributo para a “requalificação da zona ribeirinha” e para “ajudar a requalificar esta região”.
“È nesta concepção que defendemos o corredor Barreiro-Chelas com as componentes ferroviária e rodoviária” – salientou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Diariamente cerca de 130 mil pessoas deslocam-se da margem sul
Carlos Humberto sublinhou ser necessário “revitalizar uma região que vive um período menos bom”, nomeadamente, salientou a requalificação de áreas como a antiga Lisnave, Siderurgia Nacional e Quimiparque.
Recordou o autarca que diariamente cerca de 130 mil pessoas deslocam-se da margem sul para Lisboa, e, simultaneamente salientou que o Barreiro, que “foi dos mais importantes pólos industriais do pais” nas últimas décadas, fruto da desindustrialização perdeu mais de 18 mil habitantes, pois, referiu – “ficou à margem das granes mobilidades”.
Encontrar a equidade no desenvolvimento da região
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou que é necessário “encontrar a equidade” no desenvolvimento da região.
Recordou que o LNEC em estudos efectuados já salientou a importância da ponte Barreiro-Chelas, como uma necessidade e que a mesma deve contemplar as vertentes ferro-rodoviária
Carlos Humberto sublinhou que a “decisão de um estudo não pode estar dependente de lobbies” e acrescentou que os estudos não contribuam para “penalizar” quem tem sido “penalizado”.
Barreiro-Chelas – “está estudada há muitos anos”
Amélia Antunes, presidente da Câmara Municipal do Montijo, salientou que a construção do novo aeroporto de Lisboa vai gerar “uma explosão territorial ainda não estudada” e nesse contexto alertou para a necessidade de ser desenvolvida uma “estratégia metropolitana” na procura de soluções no que diz respeito ás acessibilidades.
A autarca salientou que a opção Barreiro-Chelas – “está estudada há muitos anos”.
Maria Amélia Antunes sublinhou a importância e necessidade do Governo, neste processo, dinamizar os projectos em “integração com os municípios”.
Consistência à cidade central de duas margens
António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, sublinhou que “é fundamental para a cidade de Lisboa manter-se numa centralidade global” e referiu que é essencial a “inserção de Portugal na rede europeia de alta velocidade”, e, nesse contexto, considerou fundamental a terceira travessia sobre o Tejo.
Na sua opinião, na análise da terceira travessia é essencial, ter em consideração, as prioridades, que respondam à ligação norte-sul, ao novo aeroporto e a importância de se aliviar a Ponte 25 de Abril.
Recordou que a travessia Lisboa-Barreiro é “a travessia mais estudada”, desde o PROT, onde está expressa a visão de “cidade de duas margens”, na sua opinião “falta a ligação ao Barreiro, que é importante para ligar o eixo Almada-Seixal-Barreiro a Lisboa, dando “consistência a esta cidade central de duas margens”.
Por outro lado, referiu que a definição da terceira travessia do Tejo deve ter por base a função que se pretende atribuir à nova travessia.
António Costa sublinhou, por outro lado, que as novas acessibilidades colocam a necessidade de se intervir “na rede rodoviária da cidade de Lisboa”.













