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Perspectivas

Relatório sobre Qualidade de Água do Barreiro“Recomenda-se a água aos barreirenses”

Fluoreto “Em termos de valores é excelente e é uma boa garantia em como podemos beber a água à vontade e de que não vamos ter excesso de flúor nos nossos dentes”

Reinicio das análises às praias e águas fluviais só depois de a ETAR estar em funcionamento

Como vem sendo hábito, hoje, foi apresentado o Relatório sobre a qualidade da água para consumo humano e piscinas no concelho do Barreiro, no ano de 2007, pela Unidade Operativa de Saúde Pública (UOSP) do Barreiro. Dos resultados, Marília Marques, gestora do programa de análise, comenta: “Na generalidade, recomenda-se a água aos barreirenses, porque é uma água de boa qualidade”. Quanto à água das piscinas, destaca as melhorias na Piscina de Fisioterapia do Hospital de Nossa Senhora do Rosário.

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Relatório sobre Qualidade de Água do Barreiro “Recomenda-se a água aos barreirenses”

Por Jornal Rostos

“É importante garantir às pessoas, nomeadamente a respeito da água para consumo, que podem consumir, porque os riscos são praticamente inexistentes”

Dos resultados deste relatório ,que sai ainda antes do relatório da Câmara Municipal do Barreiro, o delegado de Saúde do Concelho do Barreiro, Mário Durval, refere: “É importante garantir às pessoas, nomeadamente a respeito da água para consumo, que podem consumir, porque os riscos são praticamente inexistentes”.
Ainda em relação às águas de consumo, Marília Marques, gestora do programa de análise, comentou: “Na generalidade, recomenda-se à água aos barreirenses, porque é uma água de boa qualidade”. E sublinha que, nos três sistemas de abastecimento público e no sistema particular (Quimiparque) analisados, a quantidade de cloro na rede aumentou no ano de 2007, o que é um bom indicador. De sublinhar que, de acordo com as regras comunitárias, deve existir cloro residual na ordem de pelo menos 0.2 mg/l nas águas de consumo, pois não o tendo pode haver um aumenta do risco de contaminação.

Descida de incumprimentos em 2007

Com a entrada em vigor do Decreto-Lei nº243/2001, de 5 de Setembro, as Câmaras passaram a ser obrigadas a informar qualquer tipo de incumprimentos existentes na rede ao Delegado de Saúde e, acerca disto, Marília Marques diz também ter havido uma melhoria significativa, referindo que se em 2006 houve 25 incumprimentos, em 2007 desceram para dez, ao que comentou: “e a maior parte foi ao nível da presença de microorganismos mas que foi rapidamente resolvida”.

Valores de Fluoreto na Água - “Em termos de valores é excelente e é uma boa garantia em como podemos beber a água à vontade e de que não vamos ter excesso de flúor nos nossos dentes”

Marília Marques falou ainda no estudo realizado nos meses de Março, Maio, Agosto e Dezembro de 2007, que foi promovido pelo Serviço de Engenharia Sanitária da Sub-Região de Saúde de Setúbal, para a determinação quantitativa de Fluoretos nas captações do concelho. Quanto a conclusões, os valores obtidos em média rondaram os 0,1 mg/L, valor bem abaixo do máximo que a lei determina de 1,5 mg/L e, sobre isso, comenta: “Em termos de valores é excelente e é uma boa garantia em como podemos beber a água à vontade e de que não vamos ter excesso de flúor nos nossos dentes”. Acrescentando que os valores obtidos apresentam uma concentração mínima necessária para produzir o efeito protector pré e pós-eruptivo nos dentes. Como propostas de intervenção, o Serviço de Engenharia Sanitária da Sub-Região de Saúde de Setúbal, sugeriu a inclusão de um plano de Vigilância Sanitária das Águas para Consumo Humano, o que diz ter sido iniciado neste mês de Fevereiro e que vai continuar a ser feito, gradualmente, ao longo da rede.

Piscina de Fisioterapia do Hospital – 2007, um ano excelente

A nível da vigilância das águas das piscinas, quer de recreio, quer de fisioterapia, refere que os resultados obtidos em 2007 melhoraram fundamentalmente na Piscina de Fisioterapia do Hospital de Nossa Senhora do Rosário, ao que comenta: “Estamos bastante satisfeitos porque 2007 foi um ano excelente para eles e espero que continuem”, uma vez que refere que só teve resultados conformes, o que diz também terem contribuído os contactos e reuniões com os técnicos do hospital. Da piscina, diz exigir cuidados especiais “porque é uma piscina de cuidados corporais e tem de estar a 35 graus”, quando sublinha que a temperatura normal de uma piscina é de 29 graus e comenta: “estes 35 são uma óptima temperatura para os microorganismos se desenvolverem e, por isso, é que temos de ter mais atenção”.

Importância do aprofundamento técnico e da cooperação

No entender de Mário Durval, a resolução dos problemas que podem surgir nas águas só se ultrapassam “com uma maior atenção”, e sublinha também a importância do aprofundamento técnico e das qualificações que os técnicos devem possuir. O facto de se trabalhar em parceria e da cooperação que se estabelece com os serviços técnicos das piscinas, também é um aspecto positivo que realça e que diz demonstrar que existe um melhor conhecimento e acompanhamento.

Necessidade de maior intervenção nos sistemas central e sul e reforço da cloragem nos pontos de rede intermédios

Quanto a conclusões e ainda a respeito das água de consumo, em relação a alguns resultados microbiológicos que diz que se deram fundamentalmente nos sistemas central e sul, as zonas mais rurais do Barreiro, Marília Marques refere que pretendem analisar com a Câmara Municipal do Barreiro uma maior intervenção nesses locais. E chamou, mais uma vez, a atenção para a necessidade, tal como já foi referido em relatórios anteriores, do reforço da cloragem nos pontos de rede intermédios, de modo a evitar a baixa concentração de cloro na água, no fim da rede de abastecimento, minimizando o risco de contaminação da água.

Reinicio das análises às praias e águas fluviais só depois de a ETAR estar em funcionamento

O delegado de Saúde do Concelho do Barreiro recordou que ainda não foram reiniciadas as análises às águas fluviais do concelho, devido à inexistência de tratamento de águas residuais. Análises que “provavelmente em 2009 já voltaremos a fazer”, salienta, depois de a ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) Barreiro/Moita estar em funcionamento.

Andreia Catarina Lopes

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