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Perspectivas

Barreiro – Debate na Escola Secundária de Santo AntónioEstudantes interrogam e falam do que pensam do concelho

Hoje realizou-se, pela manhã, na Escola Secundária de Santo António, um debate sobre Participação, Democracia e Cidadania, promovido pela Câmara Municipal do Barreiro, ainda no âmbito do Roteiro de Freguesias em Santo António que termina hoje.

No debate, o presidente da Câmara disse querer ouvir as opiniões dos estudantes, do que pensavam do concelho, ao que os alunos se mostraram curiosos com os novos projectos para o Barreiro mas também se revelaram críticos, nomeadamente quanto ao estado das estradas do concelho.

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Barreiro – Debate na Escola Secundária de Santo António Estudantes interrogam e falam do que pensam do concelho

Por Jornal Rostos

“ (...) mais jovens da população são elementos que gostávamos que fossem preponderantes na acção da Câmara”

Com uma plateia de cerca de trinta estudantes do 11º e 12º ano, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, referiu ser “indispensável vir às escolas, conversar com os alunos”, ao que acrescentou: “consideramos que os sectores mais jovens da população são elementos que gostávamos que fossem preponderantes na acção da Câmara”. Começou depois por explicar o fundamento do Roteiro das Freguesias que diz resultar da visão de que “só se pode gerir melhor o concelho, se tivermos uma gestão de proximidade” e essa gestão diz estar subordinada a “uma grande ideia: Participação, Democracia e Cidadania”.
“Consideramos que devíamos de ir mais longe”

Ainda falando sobre Participação, Democracia e Cidadania, o presidente da Câmara advertiu: “Consideramos que devíamos de ir mais longe”, e fez referência às iniciativas ao abrigo dessa gestão, ao que mencionou, para além do Roteiro de Freguesias; a visita às escolas, sobre o que comentou: “acho que já fomos até todas as escolas do concelho, desde as do 1ºCiclo, até ao Politécnico”; a visita às colectividades, associações e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS); a reunião de Câmara feita todos os meses rotativamente em cada freguesia; as Opções participadas e os Fóruns de Discussão. Iniciativas que diz serem no sentido de “conversar com as pessoas, explicar os problemas e ouvir” e “para que o concelho não seja apenas o somatório do contributo dos eleitos mas também da população”, salientou.

AUGIS

Foram inúmeras as questões colocadas pelos jovens, e as Áreas Urbanas de Génese Ilegal (AUGIS), que afectam grande parte do território da freguesia, não podiam deixar de ser trazidas ao debate. Sobre a questão, o presidente da Câmara começou por chamar a atenção para a necessidade de haver reordenamento urbano, sublinhando: “quanto mais dispersa for a construção, mais caro é o funcionamento da cidade” e referiu que a construção mais concentrada tem maiores benefícios ambientais e é importante para a preservação da permeabilidade dos solos. Em relação às AUGIS, referiu que as obras que essas zonas carecem são fundamentalmente a nível de rede de saneamento e de pavimentação de ruas. Quanto ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) explicou que os moradores pagam esse imposto de acordo com a zona e serviços onde estão implementados e comentou: “Pagam os impostos porque está estabelecido pelo Estado que cada proprietário de habitação tem de o pagar”.

Necessidades – pavimentação das estradas e mais autocarros na freguesia

Os estudantes chamaram também a atenção para a necessidade de pavimentação das estradas do Concelho, de mais autocarros na freguesia e da passagem pedonal superior junto ao Hipermercado Modelo. E mostraram-se curiosos quanto aos novos projectos para o Barreiro, onde o presidente da Câmara destacou o projecto para a requalificação do centro do Barreiro, o das zonas ribeirinhas que inclui o Polis, a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) Barreiro-Moita.

Ponte Barreiro-Chelas importante pelo facto “de servir o país”

A ponte Barreiro-Chelas também foi um tema levantado pelos estudantes, ao que o presidente da Câmara referiu que só essa valência irá trazer as oficinas do TGV e que poderá também trazer a ligação ao Seixal e, pelo Metro Sul do Tejo, a ligação Almada/Seixal/Barreiro, mas não deixou de sublinhar que a sua importância reside no facto “de servir o país”.

Andreia Catarina Lopes

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