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Perspectivas

Presidente da Câmara Municipal do BarreiroNão esperava ver o vereador Emídio Xavier a estar de acordo com esta falta de rigor

A Câmara Municipal do Barreiro realizou, hoje, uma reunião pública extraordinária, no decorrer da qual foi debatido o “Loteamento Industrial na Unidade Operativa da Mata da Machada”, ponto agendado em sequência de um comunicado dos vereadores do Partido Socialista sobre esta matéria, onde referem que não estão de acordo com o loteamento industrial e que o consideram ilegal.

“Concretizem, digam o que está irregular” – comentou o vereador Joaquim Matias, responsável pelo Pelouro do Urbanismo, lançando o desafio – “Metam um processo em tribunal. Participem à CCDR. Participem à Direcção Geral das Florestas. Participem ao IGAT. Se houver irregularidade veremos. Não vale a pena é fazer chicana política”.

“Não é verdade que isto corresponde a uma especulação imobiliária” – referiu o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro e lançou o desafio para que o Partido Socialista apresente, na Assembleia da República, “uma Lei sobre a Lei das Mais Valias, uma lei que penalize as mais valias”.

9 min de leitura
Presidente da Câmara Municipal do Barreiro Não esperava ver o vereador Emídio Xavier a estar de acordo com esta falta de rigor

Por Jornal Rostos

Na reunião extraordinária da Câmara Municipal do Barreiro foram aprovados, por unanimidade, o Regulamento Municipal de Operações Urbanísticas Particulares e o Regulamento Municipal de Fiscalização de Operações de Urbanização.
A proposta de alteração do Regulamento Municipal de Liquidação e Cobrança de Taxas foi aprovada por maioria, com 4 abstenções.
O último ponto da ordem de trabalhos sobre o “Loteamento Industrial na Unidade Operativa da Mata da Machada”, matéria sobre a qual os vereadores do Partido Socialista divulgaram um comunicado, onde expressavam a sua discordância com a aprovação do loteamento e acusavam de ser uma “operação de especulação imobiliária”.
De salientar que o “Rostos” apenas marcou presença, nesta reunião, na fase final dos trabalhos.

PS aprovou urbanização com prédios de 8 pisos na Mata da Machada

Bruno Vitorino, vereador PSD, que estava a intervir quando “Rostos” iniciou a sua presença na reunião de Câmara, referia que a urbanização do “loteamento industrial da Mata da Machada” está prevista no Plano Director Municipal.
E comentou o facto do Partido Socialista, no seu mandato ter aprovado uma urbanização na Mata da Machada, em Palhais, com edifícios de 8 pisos, este sim, na sua opinião um mau exemplo de gestão urbanística.
O vereador social democrata criticou “esta forma de fazer política” dos vereadores socialistas.

PS era “completamente contrário àquela proposta” de prédios de 8 pisos

Emídio Xavier, referiu que “não tenho nenhum interesse em dar lições ao senhor Vereador Bruno Vitorino”, acrescentando que o vereador social democrata quer
"mostrar que fez coisas”
O vereador do Partido Socialista referiu que - “Lançámos um PDM que esperávamos, quando fosse aprovado, retirasse daquele local aquela utilização. Era esse o nosso projecto.” – esclarecendo serem estas as razões da sua discordância com a aprovação do loteamento industrial.
Sobre a urbanização de Palhais, e a aprovação de prédios com 8 pisos, o autarca referiu que tal “é verdade”, porque de acordo com juristas a proposta tinha que ser apresentada na reunião de Câmara, recordando que o vereador Luis Pedro Cerqueira, que apresentou a proposta – “era completamente contrário àquela proposta”.
A nossa posição foi de abstenção, mas, com a afirmação clara que “éramos claramente contra”.
Emídio Xavier, salientou que o vereador Bruno Vitorino, um dia que mande – “não sei quando isso acontecerá” – então, “verificará que é obrigado a tomar decisões com as quais não concorda, mas que as questões legais o obrigam a tomar”.
Em relação àquilo que diz – “sobre chorrilhos de mentiras” – referiu que aceitava que "nós errámos” quando referimos que o loteamento industrial era na Mata da Machada, mas, esclareceu - “nunca dissemos que era Mata Nacional da Machada”.
O autarca sublinhou que, de facto, “estranhámos a sua ausência” na reunião, quando foi aprovado o loteamento industrial ( recorde-se que Bruno Vitorino esteve ausente por se encontrar de férias e tinha, previamente, entregue, o seu Parecer ao Presidente da Câmara Municipal do Barreiro).
No entanto, Emídio Xavier, salientou que não tinha conhecimento do referido Parecer dado que o mesmo não se encontrava no processo.
Bruno Vitorino comentou que Emídio Xavier também esteve ausente na referida reunião.
“Não lhe reconheço vantagem em colocar-me como alvo” – salientou Emídio Xavier, dirigindo-se a Bruno Vitorino.

“Pareceres técnicos referiam que o alvará estavam em condições de ser aprovado”

Bruno Vitorino expressou a sua discordância com a intervenção do Vereador Emídio Xavier e solicitou que fosse prestado o esclarecimento sobre qual a lei habilitante que não permitiu aos vereadores socialistas que tivessem votado contra a proposta de construção de prédios de 8 pisos, em Palhais, com a qual discordavam.
Recordou Bruno Vitorino que o PS tinha poder e o pelouro do urbanismo, e, pelo contrário, optou pela abstenção na votação da proposta, viabilizado uma urbanização com a qual não concordam e que constitui um atentado ambiental, como referido pelos vereadores socialistas.
Emídio Xavier, comentou que “podíamos votar contra”, mas os “pareceres técnicos referiam que o alvará estavam em condições de ser aprovado”, e que, “o construtor tinha acesso a esta informação”.

São colocados interesses de política partidária à frente de interesses do Barreiro

Joaquim Matias, vereador do pelouro do urbanismo, referiu que “todos estamos aqui para defender os interesses das populações”. O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, comentou : “Nem todos reconhecem de facto isso”.
Na sua opinião, por vezes, são colocados interesses de politica partidária à frente de interesses do Barreiro, acrescentando que o “lançamento de suspeições, processos de intenção” não favorecem os interesses da população.
Joaquim Matias sublinhou que o loteamento industrial de Palhais estava previsto “há muito tempo, existia antes do Plano Director Municipal."
“Acredito quem conheça mal o Barreiro, não sabe o que é a Mata da Machada! – sublinhou.
Recordou o autarca que, Emídio Xavier foi quatro anos presidente da Câmara Municipal do Barreiro e que “sobre esta área em concreto, nunca fez um despacho : Encerre-se, até à revisão do PDM”.

Tudo isto tem alguns contornos de chicana política

Joaquim Matias sublinhou que a Direcção Geral das Florestas não deu qualquer parecer dentro dos prazos e que, após os prazos, estabeleceu um contacto com a Câmara Municipal do Barreiro.
Recordou que a Direcção Geral das Florestas até pediram para que a Câmara Municipal do Barreiro marcasse os limites da Mata da Machada.
Joaquim Matias, comentou o facto de ter sido referido que a decisão é “ilegal” e acrescentou que “tudo isto tem alguns contornos de chicana política”
“Presunção e água benta cada qual toma a que quer” – referiu Joaquim Matias, acrescentando – “os vereadores do Partido Socialista dizem que o processo tem ilegalidades”.
“Se houver uma ilegalidade ou uma irregularidade que seja apontada, nós estamos disponíveis para a corrigir” – sublinhou.

“Metam uma providencia cautelar. Metam um processo de irregularidade”

“Metam uma providencia cautelar. Metam um processo de irregularidade” – referiu o vereador Joaquim Matias. “Eu não quero acreditar que os senhores o que procuram é adiar decisões, empatar”- salientou.
“Não reconheço a nenhum de vocês capacidade técnica, superior à dos técnicos que analisaram e deram pareceres” – referiu Joaquim Matias, sublinhando a sua confiança nos técnicos da Câmara.
“Concretizem, digam o que está irregular” – comentou Joaquim Matias, lançando o desafio – “Metam um processo em tribunal. Participem à CCDR. Participem à Direcção Geral das Florestas. Participem ao IGAT. Se houver irregularidade veremos. Não vale a pena é fazer chicana política”.

“Isto não é outra coisa senão especulação politica”

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, teceu comentários, sublinhando que – “Não é verdade que o projecto aprovado seja parte integrante da unidade Operativa da Mata da Machada. Não é verdade que “eu tenha referido um problema ambiental. Não é verdade o que os vereadores do Partido Socialista dizem quanto à urgência”, recordando que - “já foi provado que o processo tem cerca de uma década.”
“Isto não é outra coisa senão especulação politica” – salientou Carlos Humberto.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que “não é verdade que a participação” defendida pelo PCP, que “apenas serve para iludir, não é verdade isso, isto é uma especulação política”.
“Esta é uma concepção política e de postura politica” – sublinhou Carlos Humberto.

PS promova uma Lei sobre a Lei das Mais Valias, uma lei que penalize as mais valias

“Não é verdade que isto corresponde a uma especulação imobiliária” – referiu e lançou o desafio para que o Partido Socialista apresente na Assembleia da República, “uma Lei sobre a Lei das Mais Valias, uma lei que penalize as mais valias”.

Não esperava ver o vereador Emídio Xavier a estar de acordo com esta falta de rigor

Carlos Humberto, sublinhou que “não esperava ver o vereador Emídio Xavier a estar de acordo com esta falta de rigor, porque uma coisa é o combate politico, outra coisa é a falta de rigor político. E digo vereador Emídio Xavier porque tenho consideração pessoal”.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que da discussão fica a ideia que os vereadores do Partido Socialista não estão de acordo com o loteamento industrial e que o consideram ilegal.
“Com base em pareceres técnicos considero que é legal e que é respeitado o PDM” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando que o processo decorre com estes pressupostos.

O presente loteamento constitui uma redução da área da mata

Recorde-se que no comunicado que deu origem a inclusão deste ponto na ordem de trabalhos os vereadores do Partido Socialista consideram que "o presente loteamento constitui uma redução da área da mata. O uso industrial e logístico que lhe está atribuído constitui uma agressão ambiental, tornando-se também um elemento depreciador do ambiente e da paisagem, aumentando até o risco potencial de incêndio e contaminação do solo".
No mesmo comunicado referiam que - "assistiram estupefactos à urgência manifestada pelo Executivo do PCP/CDU, sobretudo quando se trata de um espaço nevrálgico para a defesa de um património histórico e ambiental sensível ao concelho do Barreiro e a todos os barreirenses".
Os autarcas socialistas referiam que o loteamento é “apenas uma operação de especulação imobiliária, que poderá ser considerada "um crime ecológico grave."
No mesmo comunicado criticaram a ausência do vereador do Ambiente, Bruno Vitorino (PSD), na reunião que foi aprovada a proposta do referido loteamento.
Na altura, tal como hoje, o vereador o social-democrata referiu que - “"Não estive na reunião pois estava de férias”.
O vereador Bruno Vitorino, recordou, na altura, que
“o processo mereceu a atenção dos serviços e que o loteamento para o Parque Empresarial de Palhais está previsto no PDM”.

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