Inauguração das instalações da Câmara do Barreiro na Quimiparque“Na generalidade, as instalações da Câmara são muito más”
“O que gostava era que todo o Barreiro fosse espaço integrante da Fundação”
Projecto território da Quimiparque – a “obra mais importante que a Câmara fez neste mandato”
Ontem foram inauguradas as instalações dos serviços da Câmara Municipal do Barreiro no antigo edifício do Instituto Politécnico do Barreiro, no Parque Empresarial da Quimiparque. Acção Social, Educação e Ambiente são alguns dos serviços que passam a estar localizados neste espaço. Mudança que o presidente da Câmara considera ser “motivo de satisfação para todos”. No discurso anunciou ainda algumas medidas de rentabilização de recursos e alertou os trabalhadores para não se esquecerem “que a principal razão de existirem é para resolverem os problemas dos cidadãos.”

Por Jornal Rostos
Na inauguração das novas instalações da Câmara, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, considerando que “na generalidade, as instalações da Câmara são muito más” começou por expressar: “este é um motivo de satisfação para todos nós”, entendendo que a mudança de alguns dos serviços da Câmara para as novas instalações é um contributo importante para “darmos melhores condições de trabalho a uma parte dos trabalhadores”. Defendeu ainda a ideia de que os trabalhadores “são um elemento essencial para a construção da cidade e do futuro da nossa terra e também para o Arco Ribeirinho Sul e da Área Metropolitana de Lisboa, como cidade polinucleada”. E, nesse sentido, entende essas melhorias como essenciais mas sobre a sua concretização, adverte: “de acordo com as possibilidades”.
Previsto para final de 2008 – Inauguração das instalações da Câmara no antigo edifício da Tinco
O presidente da Câmara anunciou que no final do ano espera que sejam inauguradas as instalações da Câmara no antigo edifício da Tinco – Sociedade Fabril de Tintas de Construção, uma vez que já foi aprovado, na Reunião de Câmara do dia 20 de Fevereiro, a estratégia para o território da Quimiparque. Para este edifício prevê a deslocalização do Departamento de Obras Municipais, o de Águas e Saneamentos, o de Serviços Urbanos, o de Recursos Humanos e a Secção de Património e Contratos. E sobre estas transformações considera que permitem “requalificar os serviços da Câmara”.
“Concepção do desenvolvimento integrado e sustentado do Barreiro”
E expressando: “Quem está atento, percebe que concretizámos não o que prometemos mas a nossa ideia e o nosso projecto”, sublinha que os trabalhadores são “o elemento mais importante da nossa gestão autárquica”. No seu entender, conceder melhores instalações e condições de trabalho é indispensável na “concepção do desenvolvimento integrado e sustentado do Barreiro”. Numa sala que se encheu de trabalhadores, alertou ainda para a importância de não se esquecerem de “que a principal razão de existirem é para resolverem os problemas dos cidadãos.”
Medidas para a rentabilização e poupança de recursos – “Queremos implementar isto em todas as instalações e de forma paulatina e sistemática”
Do novo espaço diz ter instalações com melhor qualidade e condições de trabalho e sublinhou que vão ficar ainda duas salas vagas até à inauguração das instalações na Tinco, chamando a atenção para a necessidade de se fazer uma avaliação global dos espaços, antes de se ocupar essas salas. Ainda das novas instalações, considerou ser importante apostar na melhoria da rentabilidade e da eficácia, comentando: “porque temos ainda problemas seríssimos ao nível da produtividade e eficácia e também das questões financeiras do município”. Nesse sentido, avançou com algumas medidas para a rentabilização e poupança de recursos, referindo-se à redução de uma impressora por sala, ao que comenta: “vamos acabar com as três e quatro por sala”. Quanto às viaturas, também diz que vão ser reduzidas, ao que anuncia: “o carro vai ser do edifício”. Sobre estas medidas acrescentou: “Queremos implementar isto em todas as instalações e de forma paulatina e sistemática.”
“O que gostava era que todo o Barreiro fosse espaço integrante da Fundação”
O presidente da Câmara lembrou que as novas instalações se localizam no antigo Bairro Operário da C.U.F., “onde se localiza parte da nossa história do último século”, sublinhou e aludiu às memórias de quem “aprendeu a ler na escola primária da C.U.F”, uma vez que era essa a função do edifício. Local onde recorda que as desigualdades sociais se reflectiam pela diferença entre as casas dos operários e da dos engenheiros. Um local que diz ser de “vivência, património histórico e emocional” que deve ser preservado e, nesse sentido, fez menção à Fundação que vai ser construída, em parceria com a Administração da Quimiparque, que diz que incluirá a Casa da Cultura e a Torre do Relógio e, sobre isto, comentou ainda: “ O que gostava era que todo o Barreiro fosse espaço integrante da Fundação”.
Projecto território da Quimiparque – a “obra mais importante que a Câmara fez neste mandato”
Numa altura em que considera que: “Podemos estar a passar o momento mais importante das últimas décadas do concelho do Barreiro”, sublinha o envolvimento dos cidadãos na “coisa pública”, ainda que reconheça: “estamos longe do que é preciso mas estamos a prosseguir um caminho”, que considera ser “um salto qualitativo na gestão”. Nesse desenvolvimento do concelho, destacou o projecto para o território da Quimiparque, considerando-o a “obra mais importante que a Câmara fez neste mandato”, onde realçou a importância das parceria que se estabeleceram. Do projecto diz ser importante para tornar o concelho ” parecido ao Barreiro do passado”, onde advoga “uma terra para viver e trabalhar” e onde predomine a vivência e a participação colectiva.
“Não há alternativa que melhor sirva o país do que a terceira travessia do Tejo Barreiro-Chelas.”
Defendendo que o desenvolvimento do Barreiro, como centralidade da Área Metropolitana, irá acontecer, não deixou ainda de fazer referência à terceira travessia do Tejo, ao que considerou: “pode ser uma alavanca para concretizar de forma mais rápida esta estratégia”. Ainda sobre a Ponte Barreiro-Chelas, sublinhou: “não a queremos apenas para chegar mais depressa a Lisboa”, ao que defende a sua importância não só em termos de mobilidade mas também de desenvolvimento e comenta: “não há alternativa que melhor sirva o país do que a terceira travessia do Tejo Barreiro-Chelas.” O que diz responder às “exigências que o país precisa para se desenvolver” e adianta: “queremos continuar a servir a nossa Pátria”.
Serviços
De sublinhar que no edifício vão funcionar os seguintes serviços da Câmara Municipal do Barreiro: Divisão de Acção Social, Espaço Cidadania, Divisão de Educação e Bibliotecas – Sector de Educação, Divisão de Sustentabilidade Ambiental, CIAC – Centro de Informação Autárquica ao Consumidor, Gabinete do vereador Bruno Vitorino, Gabinete Municipal de Auditoria e Acompanhamento e Gabinete de Arquivo e Gestão Documental.
Andreia Catarina Lopes













