“Mês do Teatro” no BarreiroEste ano o Teatro sai também à rua, ao encontro do público
Hoje teve início o “Mês do Teatro” no Barreiro. A abrir as hostes esteve o grupo de teatro de rua Artelier com o espectáculo “Da Horta With Love”, junto à Estátua Alfredo da Silva. Uma peça que tem por objectivo trazer o imaginário rural ao centro da cidade. Um espectáculo onde nem o moinho faltava.
De modo a assinalar o Dia Mundial do Teatro que se comemora a 27 de Março, a Câmara Municipal do Barreiro agendou um conjunto de iniciativas dedicadas às artes do palco. Artes que este ano saem também à rua, ao encontro do público.

Por Jornal Rostos
“Trazer a arte e a cultura onde as pessoas estão”
Durante todo o mês de Março vão realizar-se, no concelho do Barreiro, espectáculos nas escolas, colectividades, no Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC), para além de actividades formativas e de exposições. Do início da programação, que coube ao grupo Artelier, a vereadora da Cultura, Regina Janeiro, disse “não podia começar da melhor forma”. Ao que referiu que este ano a programação conta com a realização de diversas peças de teatro em espaços públicos, uma aposta que diz ser no sentido de “trazer a arte e a cultura onde as pessoas estão” e sublinhou ainda tratarem-se de grupos de teatro que não são do Barreiro, uma vez que no concelho ainda não existem grupos de teatro com esta filosofia.
Descentralização: “Levar a cultura a todos os públicos”
Outra aposta na programação diz ser a descentralização das iniciativas, de modo a “levar a cultura a todos os públicos”, ao que sublinha que se vão realizar nas escolas e também nas colectividades, para além dos espaços existentes no concelho utilizados para esse fim, como o Teatro Municipal ou o AMAC. No global, a vereadora diz que vão ser 17 peças a actuar durante este mês. E para além das duas peças que já estão em cena a “Advinha” e “ Antes que a Noite Venha”, ambas da ArteViva Grupo de Teatro do Barreiro, assiste-se à estreia de mais três peças: “O País das Letras” do Teatro de Ensaio do Barreiro, “A Grande Revista do Século XX” da ArteViva Grupo de Teatro do Barreiro e Adriana” do Prójector Grupo de Teatro.
Exposições e workshops
A realização de uma Exposição sob o mote: “O que é o Teatro” também faz parte da programação e com o objectivo de dar a conhecer a história do teatro, através de imagens e de textos que vai estar nas escolas secundárias do concelho de 27 de Março a 6 de Abril. Para além dessa mostra, também se vai realizar um workshop de cenografia, um atelier de caracterização e uma oficina de produção de espectáculos.
Dia Mundial da Mulher
Também durante este mês, por se comemorar o Dia Internacional da Mulher a 8 de Março, a vereadora anuncia duas iniciativas que se vão realizar no AMAC para assinalar essa data, são elas o espectáculo “Marie Curie” pelas 21h30 e a inauguração de uma exposição no AMAC, em homenagem à actriz Raquel Maria, onde serão apresentadas obras suas na área da gravura e da pintura, para além de algum do seu espólio de teatro. Uma mostra que vai estar patente até ao dia 6 de Abril
Março, um mês ligado ao “mestre Augusto Cabrita”
A vereadora lembrou ainda que Março está ligado ao “mestre Augusto Cabrita”, o que vai ser assinalado, no AMAC, a dia 16, com a colocação de uma fotografia sua e a entrega dos prémios do Concurso de Fotografia Augusto Cabrita 2008. O Dia Mundial da Poesia que se comemora a 21 de Março, apesar de não ser assinalado nesse dia, por ser feriado de Sexta-Feira Santa, vai ter uma série de iniciativas do dia 17 ao dia 20.
Desenvolvimento “integrado e sustentado”
Com um orçamento há volta dos 20 mil euros para a concretização desta iniciativa, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, sublinha a importância da realização do “Mês do Teatro”. E se refere que o desenvolvimento da cidade do Barreiro passa pelas questões do emprego e da actividade económica, ao que fez menção ao projecto para a Quimiparque, à terceira travessia do Tejo, ao reforço e alargamento do centro, à utilização lúdica e desportiva das zonas ribeirinhas, acrescenta que o desenvolvimento “integrado e sustentado” passa também pela cultura e pelos assuntos sociais.
Andreia Catarina Lopes













