Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Encontro “Barreiro pela Ponte”“Queremos a ponte pela mais-valia que ela representa para o país, para a região e, naturalmente, para o Barreiro”

Para a criação da cidade de duas margens – crescimento para sul

Necessidades da região de Setúbal – CRIPS, alternativa à N10, Ponte Barreiro-Seixal, Metro Sul do Tejo

Na decisão da Ponte - devem presidir “razões nacionais ou regionais”, independentes da pressão dos “lobies”

Perto de três centenas de pessoas estiveram presentes no encontro que se realizou ontem, no Mercado 1º de Maio, e que juntou autarquia, juntas de freguesia e população, em torno da defesa: “Barreiro pela Ponte”. No seu discurso, o presidente da Câmara do Barreiro expressou que o propósito da iniciativa passa por afirmar que a ponte Barreiro-Chelas é “imprescindível para o país”, para a criação da AML como a cidade de duas margens, polinucleada. Nesse objectivo, que considera fundamental para o desenvolvimento do país, sublinha o papel do Barreiro, enquanto centralidade e comentou: “assumiremos os custos, as vantagens e as desvantagens que este empreendimento acarreta.”

E quando ainda se espera pelos resultados do estudo do LNEC, entende que a melhor alternativa já “está clara”: “20 anos de estudos demonstram que é o corredor Barreiro-Chelas.”

6 min de leitura
Encontro “Barreiro pela Ponte” “Queremos a ponte pela mais-valia que ela representa para o país, para a região e, naturalmente, para o Barreiro”

Por Jornal Rostos

“Queremos a ponte pela mais-valia que ela representa para o país, para a região e, naturalmente, para o Barreiro”

Sobre o local do encontro, o Mercado 1º de Maio, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, considerou-o um espaço “onde o passado, o presente e o futuro da nossa terra se cruzam” e entendendo-o como importante na “construção da imagem do Barreiro”, pela requalificação a que será submetido, comentou: “Tal como a Ponte também virá a ser!”.
Da terceira travessia sobre o Tejo Barreiro-Chelas, com componente rodo e ferroviária, disse ser há muito “um desejo do Barreiro e da sua população.” E dessa ligação “das duas faces de uma mesma centralidade”, referindo-se ao Barreiro e a Lisboa, voltou a sublinhar: “Queremos a ponte pela mais-valia que ela representa para o país, para a região e, naturalmente, para o Barreiro”. Benefícios que diz serem em matéria de desenvolvimento e de emprego, ao que expressou: “Solicitamos a oportunidade de, uma vez mais, contribuir para o desenvolvimento do país”, ao que acrescenta: “assumiremos os custos, as vantagens e as desvantagens que este empreendimento acarreta.”

Para uma maior coesão da Área Metropolitana de Lisboa

Considerando a Ponte Barreiro-Chelas como a melhor solução para o país, para a Área Metropolitana de Lisboa (AML) e Arco Ribeirinho Sul, falou nos benefícios que entende ter e que passam pela maior coesão da AML, numa “articulação efectiva entre os portos de Lisboa, Setúbal e Sines” e no desenvolvimento de uma região com “mais emprego, mais pessoas, mais investimento, com melhores acessibilidades e com melhor qualidade de vida”. E sublinhou ainda a sua importância no acesso directo a Lisboa dos “250 mil habitantes” do Barreiro, Moita e Seixal.

Para a criação da cidade de duas margens – crescimento para sul

Fundamentando: “Queremos a Ponte Barreiro-Chelas, rodo-ferroviária para ajudar a concretizar uma grande estratégia para o país”, sublinha que a nível nacional o desenvolvimento da AML é determinante para o desenvolvimento do país e defendendo a AML como uma “cidade região” que se internacionalize e que se “assuma como uma importante capital Europeia”, entende que essa circunstância só se concretiza “quando a AML se volver numa grande cidade de duas margens, cidade polinucleada, com várias centralidades”, o que diz passar pelo seu crescimento para sul, “particularmente ao nível qualitativo”, adverte. E para esse objectivo entende ser indispensável o investimento no Arco Ribeirinho Sul, na Península e distrito de Setúbal e “no concelho do Barreiro”, a nível da requalificação das margens do Tejo, do desenvolvimento económico e de emprego e na aposta da mobilidade.
Não deixou ainda de realçar que com a Ponte “norte e sul do país estão mais próximos”.

Barreiro – condições para assumir a centralidade

A respeito do Barreiro, considerou que a sua centralidade geográfica e o território da Quimiparque “dão-nos a convicção de que nos encontramos em condições de assumir esse papel, essa centralidade”. Depois do processo de desindustrialização que levou ao encerramento de fábricas, aumentando os níveis de desemprego no concelho e de envelhecimento da população, considera que a nova travessia do Tejo: “apresenta-se como uma oportunidade de repensar as soluções e resolver alguns dos principais problemas”, não só no Barreiro mas “em toda a Península de Setúbal”, sustenta.

Necessidades da região de Setúbal – CRIPS, alternativa à N10, Ponte Barreiro-Seixal, Metro Sul do Tejo

Considerando que a nova Ponte “facilitará a mobilidade de cerca de centenas de milhares de cidadãos”, para além de contribuir para um desenvolvimento mais equitativo, não deixou de fazer referência a algumas necessidades da região de Setúbal, ao nível da mobilidade, destacando a Circular Regional Interna da Península de Setúbal (CRIPS), a alternativa à Estrada Nacional 10 e a construção da Ponte Barreiro-Seixal, o Metro Sul do Tejo, a inserção rodoviária na malha urbana do concelho do Barreiro e a melhoria do transporte fluvial

“20 anos de estudos demonstram que é o corredor Barreiro-Chelas”

E para quem alega impedimentos de ordem ambiental para a sua concretização, responde: “Façam análises equitativas, não olhem só para um lado, não penalizem sempre os mesmos”, sublinhando a necessidade de se “potenciar os territórios para favorecer o ambiente, o desenvolvimento sustentado, a qualidade de vida, as pessoas”.
E no momento em que se aguarda pelo resultado do estudo elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que analisa as opções Barreiro-Chelas e Beato/Montijo, e sobre o qual comenta: “cuja execução neste momento não percebemos”, advoga: “Não receemos qualquer confronto de argumentos”, entendendo que quanto à melhor alternativa “está quase tudo claro”, ao que comenta: “20 anos de estudos demonstram que é o corredor Barreiro-Chelas”. Sobre a viabilidade da componente rodoviária, acrescenta que o estudo do LNEC para o novo Aeroporto de Lisboa “é peremptório ao defender que a Ponte Barreiro-Chelas deve incluir essa componente.”

Na decisão da Ponte - devem presidir “razões nacionais ou regionais”, independentes da pressão dos “lobies”

Advogando que na decisão para a construção da nova Ponte devem presidir “razões nacionais ou regionais” e não locais, adverte ainda para o facto de estarem independentes da “pressão dos ‘lobies’”, considerando que nessa decisão “devem pesar as necessidades de mobilidade, compatibilizadas com um desenvolvimento regional equilibrado e equitativo.”

Andreia Catarina Lopes

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção