Câmara do Barreiro visita freguesia do Barreiro“Estratégia de reforçar o centro e de intervir nas zonas ribeirinhas”
Presidente da Câmara defende “visão conjunta” para intervenções na zona de Alburrica
Hoje o executivo camarário esteve em visita pela freguesia do Barreiro. As obras que irrompem na Rua Stara Zagora, a construção da muralha na Avenida Bento Gonçalves e o Mercado Provisório, junto à Escola Secundária Alfredo da Silva, foram alguns pontos visitados. Iniciativas que o presidente da Câmara do Barreiro considera serem “fruto de uma estratégia de reforçar o centro e de intervir nas zonas ribeirinhas do concelho” e, nesse sentido, projecta: “A menos de ano e meio teremos uma freguesia com uma fisionomia significativamente distinta”.

Por Jornal Rostos
“Para ver o desenvolvimento das obras em curso, mas também para resolver pequenas coisas”
Numa iniciativa que o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, diz ser no âmbito da descentralização das Reuniões de Câmara, um compromisso de “pelo menos uma vez por mês, irmos a uma freguesia”, o executivo foi em visita pela freguesia do Barreiro “para ver o desenvolvimento das obras em curso, mas também para resolver pequenas coisas”, advertiu o presidente da Câmara. Nesta freguesia, adianta que as obras que estão em curso são “fruto de uma estratégia definida de reforçar o centro e, por outro lado, de intervir nas zonas ribeirinhas do concelho”.
Escola Mendonça Furtado – “Responde às necessidades e exigências da educação do 1º Ciclo e Pré-escolar”
De passagem pela antiga Escola Mendonça Furtado, a vereadora da Educação, Regina Janeiro, lembrou que uma vez que a freguesia do Barreiro dispunha de duas escolas do 1º Ciclo já antigas, a solução encontrada passou pela passagem dessas escolas, a EB1 n.º1 e a EB1 n.º2 para a Escola Mendonça Furtado, que ao ser recuperada, passa a dispor de oito salas de aula do 1º Ciclo, refeitório, ginásio, salas de artes plásticas, duas salas do Pré-escolar e o espaço exterior terá capacidade para campo de jogos. A vereadora sublinha que o edifício passa assim a “responder às necessidades e exigências da educação do 1º Ciclo e Pré-escolar”. Trata-se de uma obra com um prazo de oito a dez meses, ao que a vereadora comenta: “não acredito que comece a funcionar no próximo ano lectivo”, considerando que as mudanças poderão ser feitas durante as interrupções das aulas do período de Natal.
Recuperação da muralha para “podermos olhar a capital e olharmos o Tejo”
Sobre a recuperação da muralha na Avenida Bento Gonçalves, uma obra a cargo da Administração do Porto de Lisboa (APL), o presidente da Câmara Municipal do Barreiro salientou a sua importância no âmbito de “voltar o concelho para o rio”. Considerou ainda que esta primeira fase da retenção marginal “está a correr muito bem”, estimando que a construção de “uma muralha mais pequena do que a que estava anteriormente”, esteja terminada antes do Verão. Da obra, adianta que a muralha terá alguns intervalos, de modo a permitir uma visibilidade maior, com o intuito de “podermos olhar a capital e olharmos o Tejo”, salienta. Quanto à segunda fase, que contempla a continuação da muralha até ao Clube Naval, assim como o alargamento do passeio pedonal e a construção de uma ciclovia, diz já existir um projecto “e está em concurso para adjudicação”, adianta, ao que acrescenta: “Admitimos e desejamos que, entre a primeira e a segunda fase, não haja interregno.”
Arranjo de quatro travessas do Barreiro Velho
O presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, Raul Malacão, fez referência ao arranjo, a começar em Abril, de quatro travessas do Barreiro Velho, a Travessa do Loureiro, a dos Quintais, a do Poço e a do Teatro, estando prevista a sua conclusão para finais de 2008. Trata-se de uma intervenção a cargo da Junta de Freguesia, cujo arranjo passa por retirar os canteiros existentes e colocar calçada portuguesa, também com o intuito de facilitar a aproximação da cidade ao rio.
Mercado Provisório – “Penso que, no geral, correspondeu àquilo que eram as expectativas”
No Mercado Provisório 1º de Maio, localizado na Rua Bento Jesus Caraças, junto à Escola Secundária Alfredo da Silva, o vereador João Soares, responsável pelo Pelouro dos Mercados, fez um balanço ao seu funcionamento: “penso que, no geral, correspondeu àquilo que eram as expectativas”. Partindo da ideia de que “há sempre pequenos problemas a ser corrigidos”, fala na necessidade de “serem corrigidos brevemente os acessos”. Em relação à zona de circulação de saída, informa que vai ser construída uma rampa para facilitar o acesso a deficientes motores e para as cargas e descargas dos concessionários. A nível da cobertura, diz que vão ser feitos também alguns melhoramentos, assim como vão ser corrigidas algumas situações no interior do mercado, dando o exemplo da colocação de estrados de plásticos na zona de peixes, da correcção de “alguns problemas das torneiras e de escoamento de águas”. Quanto à zona exterior, diz que vai ser submetida a algumas obras de beneficiação, de forma a ter melhores acessos e remata: “Vamos fazendo outras correcções, encontradas no dia-a-dia, através das propostas dos próprios concessionários, de forma a melhorar o funcionamento do Mercado”.
A partir do dia 24 de Março informa que as lojas que ainda estão a funcionar no Mercado 1º de Maio vão passar para o Mercado Provisório, começando a funcionar no dia 25 no local “a mercearia e dois Pronto-a-Comer”.
Bairro das Palmeiras – reconversão de parque infantil e recuperação interior do CAIC
Do Bairro das Palmeiras, a vereadora Sofia Martins falou de dois projectos estimados para o local, um que passa pela reconversão de um parque infantil “que vai ser consignado no dia 1 de Abril”, adianta e que espera que “até meados do mês de Maio a questão esteja toda resolvida”. O outro projecto de que fala é o de um estudo prévio já feito para a recuperação interior do Centro de Animação Infantil Comunitário (CAIC), que diz contemplar a recuperação do telhado e das caixilharias do Jardim-de-Infância. Reconhecendo o facto de não se tratar de “uma intervenção muito profunda, porque o espaço não o permite”, diz surgir no intuito de “dar melhores condições às crianças, fundamentalmente em termos de térmica”, sublinhando que se trata de um espaço que no Inverno é muito frio e no Verão muito quente.
Zona da Alburrica – necessidade de uma “visão conjunta”
No final da visita, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro falou ainda das intervenções na zona da Alburrica, ao que sublinhou a necessidade de existir uma “visão conjunta”, pois considera: “não é só Alburrica, é Clube Naval, Braancamp, Bico do Mexilhoeiro.” Adiantou ainda que, em relação aos três moinhos de vento de Alburrica, o que está a ser feito é a sua classificação enquanto Património Municipal, sendo que a iluminação e a pintura serão passos seguintes. Quanto ao problema da ondulação, provocada pelos catamarans, que coloca em risco os moinhos, o presidente da Câmara fala na solução de o Terminal Rodo-Fluvial ser deslocado para a Quimiparque, uma proposta sobre a qual comenta: “está a ser discutida, foi bem aceite por todos os parceiros, mas que precisa de ser consolidada ao nível da execução e depois concretizada”. O que diz que: “levará o seu tempo”. Até lá, o presidente adianta que está a ser discutida com a Administração do Porto de Lisboa (APL) a recarga de areias na zona de Alburrica, “o que não resolve o problema, em definitivo, mas resolve-o por alguns anos”, sustenta.
Transferência de algumas áreas da frente ribeirinha para a gestão municipal – “Não penso que aquela legislação, que não conheço em pormenor, sejam só coisas boas”
Sobre a nova legislação que passa pela transferência de algumas áreas da frente ribeirinha, sob jurisdição portuária, para a gestão municipal, uma lei que está prevista de entrar em vigor até ao final do primeiro trimestre de 2008, Carlos Humberto ainda que considere: “Não penso que aquela legislação, que não conheço em pormenor, sejam só coisas boas”, não deixou de comentar sobre a possibilidade da passagem da zona de Alburrica, uma zona não portuária, para a gestão da Câmara: “Aquela zona em concreto, acho que pode não ser mau.”
Intervenções “que poderão ajudar, a quem nos visita, a ter uma visão completamente distinta daquilo que é o concelho do Barreiro”
A terminar e em jeito de balanço, o presidente da Câmara sublinhou a importância das intervenções que estão a ser feitas na freguesia do Barreiro: “São um conjunto de acções, a ser realizadas, que são muito significativas para o Barreiro e que poderão ajudar, a quem nos visita, a ter uma visão completamente distinta daquilo que é o concelho do Barreiro”.
Andreia Catarina Lopes













