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Perspectivas

Comemorações do Dia Mundial da Árvore no BarreiroArtelier trouxe “Sons da Sopa” ao Parque da Cidade

Hoje, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Árvore, o grupo Artelier trouxe ao Parque da Cidade o espectáculo “Sons da Sopa”. Um workshop onde o sentido mais solicitado é a audição, até porque como comentou Nuno Paulino da Artelier: “o som está no interior de todas as coisas”. E ainda que o estado do tempo não fosse muito convidativo, o que fez com que o público presente ficasse aquém do esperado, o espectáculo não deixou de se realizar e assim que o sol espreitou, o grupo percorreu os caminhos do Parque em busca dos sons escondidos em cada recanto da natureza.

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Comemorações do Dia Mundial da Árvore no Barreiro Artelier trouxe “Sons da Sopa” ao Parque da Cidade

Por Jornal Rostos

“O som está no interior de todas as coisas”

Sons “oscultados” pelo estetoscópio. Sons gravados para depois serem ouvidos. Sons que respiram dentro dos objectos, da natureza, do mundo. É assim que se compõe o espectáculo “Sons da Sopa”, que teve lugar, hoje, no Parque da Cidade. E porque a chuva se revelava a par do vento, o espectáculo teve inicialmente de ser feito no insuflável da Câmara. Enquanto se confeccionava um batido, em vez da sopa que dá nome à iniciativa, o público podia ouvir cada um dos sons que ali respirava, com a ajuda do estetoscópio e até os olhos se tapavam para que a audição se tornasse ainda mais desperta. Nuno Paulino da Artelier sublinhava a importância do sentido: “o som está no interior de todas as coisas” e explicou o processo da audição: “ a vibração entra nos nossos tímpanos, que são os nossos microfones, e que vibram” e quando isso ocorre “reproduz e amplifica o som”.

Na segunda parte do espectáculo, que tem por nome Passeio SMS (Sistema Monumento Sonoro) e sobre o qual Nuno Paulino conta que o intuito é a captação de sons em diferentes locais e explica: “é o homem ambulante que tem todo o som às costas”. E ainda que de início o tempo não parecesse querer ajudar, logo que o sol espreitou, o grupo seguiu pelos caminhos do Parque da Cidade, comandado pelo Homem Orquestra que, na posse de um mapa sonoro, seguia em busca de cada um dos sons para “ouvi-los bem e lembrarmo-nos dessas recordações”, sublinhava. Nessa demanda o objectivo seria também de gravar os sons experimentados e constituir o que diz ser uma “sonoroid”, o instantâneo do som.

Andreia Catarina Lopes

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