Barreiro – ATL de Páscoa na Mata da MachadaPara, nas férias, aprender mais sobre a natureza
Hoje, no último dia do ATL, o “Rostos” foi assistir à festa das crianças que se despediam de uma semana de convívio, animação e aprendizagem no “campo” da cidade do Barreiro

Por Jornal Rostos
Mini-golfe, percursos pedestres, jogos de orientação, BTT, escalada, culinária e jogos tradicionais são algumas das actividades que as 30 crianças que se inscreveram nos ATL (Actividades de Tempos Livres) puderam desenvolver na semana de 24 a 28 de Março. Uma iniciativa desenvolvida pelo Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio Coina (CEA). Raquel Marques é responsável pela organização dos ATL do Centro e, em conversa com o “Rostos”, sublinhou a importância da componente educativa presente nas diversas actividades. Fez menção a um combustor que diz estar cheio, resultado do trabalho das crianças: “foram trazendo coisas de casa, desde cascas de fruta, de vegetais”, e acrescenta que com esse gesto acabam por levar para casa alguns ensinamentos ambientais: “ quando os pais estavam a tratar das sopas e das frutas, eles pediam para guardar os resíduos num saquinho” e assim “transmitiam cuidados com a reciclagem”.
“ (…) Tendo sempre em conta aprender alguma coisa”
Nos passeios pedestres conta que as crianças aprenderam a ler um mapa do local “para saberem como se podem orientar na mata”, e até nos passeios de BTT também vão à descoberta do que se esconde e se revela na natureza. “Para não fazerem a actividade só por a fazer e também tendo sempre em conta aprender alguma coisa”, salienta. Em conjunto com a Associação de Educação e Inserção de Jovens, a “Questão de Equilíbrio”, desenvolveram a actividade de escalada, uma das preferidas das crianças. E diz que este ano também tiveram um jogo “para simular o que as abelhas fazem no seu caminho em busca do mel” e nesse jogo recorda: “não podiam falar, tinham de transmitir o local de recolha do pólen das flores, através da dança das abelhas”. A simulação de um mini ecosistema foi outro ponto alto da semana: “cada um representava um animal ou um organismo e tinham de perceber como se relacionam uns com os outros”, explica. E conta que no penúltimo dia do ATL as crianças fizeram a limpeza da Mata da Machada, “é até uma forma de perceberem que a Mata precisa de ser limpa e de que as pessoas têm de ter mais cuidado”.
“Porque as crianças gostam de estar aqui”
Numa iniciativa que envolveu sete pessoas, entre as quais quatro monitores da “TOU – Associação Juvenil”, as 30 crianças estiveram de segunda a sexta-feira, das 9 até às 17 horas, entretidas a aprender mais sobre o ambiente. No último dia do ATL de Páscoa, Raquel Marques traça um balanço: “tem sido um grande sucesso”, sublinhando o facto de as crianças voltarem aos ATL até deixarem de ter idade para isso “e depois vêm os irmãos que eram pequeninos e não podiam vir” e comenta: “Porque as crianças gostam de estar aqui”. Destaca a importância de desenvolverem as actividades ao ar livre: “Os pais gostam de os trazer porque sabem que eles correm e fazem exercício e aprendem sobre a natureza”.
“Aprendi a reciclar”
Madalena tem oito anos e conta que foi a mãe que lhe perguntou se queria vir: “E eu disse que sim”, diz entusiasmada. Das actividades que mais gostou de fazer diz terem sido as ao ar livre e acrescenta: “Aprendi a reciclar” e em casa diz já ajudar nessas tarefas.
Vera Bastos trouxe a filha Marta de sete anos “no fundo para estar em contacto com a natureza e porque vinha com dois amiguinhos”, conta. È a segunda vez que Marta participa na iniciativa e, ainda que envergonhada, não esconde que gosta de ali estar, mas é a mãe que responde: “Eles gostam muito do que fazem cá”.
“Assim não levamos as férias junto à televisão”
Cristina Coelho tem dois filhos, mas trouxe para o ATL, pela segunda vez, o Pedro de oito anos, porque o mais velho já tem 14. O gosto pelo ar livre é a motivação que o leva a querer vir e revela: “O Pedro vai repetir no Verão, já está prometido”. Por sua vez, o Pedro diz que uma das coisas que gostou mais de fazer foi a escalada e fala também na importância de poder passar as férias com outras crianças, algumas delas até já suas conhecidas. E para a mãe, o mais importante é mesmo essa convivência: “assim não levamos as férias junto à televisão”, comenta.
Andreia Catarina Lopes













