Tomada de posse da nova Comissão Política do PS Barreiro“O Pedro Mateus tem a capacidade de nos unir a todos”
“O PS está mais preparado em termos logísticos e de meios financeiros”
Ontem à noite realizou-se, no auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, a tomada de posse da nova Comissão Política do PS Barreiro, na qual Pedro Mateus é o novo presidente. Numa cerimónia que contou com a presença do líder Distrital do Partido Socialista, Vítor Ramalho, e após “o acto eleitoral mais concorrido de sempre na história do PS do Barreiro”, falou-se na necessidade de o Partido Socialista se unir. E a um ano e meio das eleições autárquicas, Pedro Mateus adianta que já está a ser elaborada a Comissão que irá pôr em prática os processos das eleições primárias dentro do partido.

Por Jornal Rostos
“De distrito problema poderá ser o motor de desenvolvimento do país”
Começando por sublinhar que “não há vencidos no Partido Socialista”, o líder Distrital do Partido Socialista (PS), Vítor Ramalho saudou a nova Comissão Política do PS Barreiro e sublinhou que a Comissão tem um “papel determinante na superação do que é a necessidade de obter vitórias” pelo PS, considerando que existem no distrito de Setúbal vantagens para alcançar esse propósito, ao que comentou: “o governo tem apostado fortissimamente no distrito”, fazendo menção à localização do novo Aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete, assim como a construção da terceira travessia do Tejo no corredor Barreiro-Chelas. Infra-estruturas que o fazem considerar que o distrito de Setúbal irá passar por uma transformação: “De distrito problema poderá ser o motor de desenvolvimento do país.”
A “necessidade do alargamento de apoio à esquerda”
Defendendo a necessidade de dinamizar a participação cívica dos cidadãos e de alargar a base de apoio do Partido Socialista, Vítor Ramalho deixou a interrogação: “como crescemos para além dos nossos votos militantes?” e referindo que o PS teve mais votos em 2005 do que em 2001, não deixou de admitir: “crescemos muito à direita neste distrito” e é ciente desse facto que chamou a atenção para a “necessidade do alargamento de apoio à esquerda”. Alertou ainda para a importância de “travar a possibilidade de haver grupos independentes que descontentes se apresentem e nos retirem votos” nas eleições autárquicas de 2009.
A finalizar o discurso, deixou ainda algumas críticas ao actual executivo camarário do Barreiro, ao que expressou: “que quer vender ao país que a responsabilidade da ponte vir para o Barreiro é deles”.
“O nosso projecto cidade não é de um partido, é de todos os barreirenses e vamos demonstrá-lo”
Luís Ferreira, antecessor de Pedro Mateus na presidência da Comissão Política do PS Barreiro, no ano em que diz fazer 15 anos de militância no Partido Socialista, considera ser um “momento de unidade e convergência para o partido” e sublinhou: “o nosso projecto cidade não é de um partido é de todos os barreirenses e vamos demonstrá-lo”.
Sublinhou que o PS tem vindo a fazer visitas aos Bairros do concelho, ao que comentou: “durante estes dois anos tentámos ser a voz deles” e acrescentou: “Acreditamos que nos próximos dois anos voltaremos a dar-lhes voz”.
“Num cenário de quatro listas, numa campanha com vivacidade, o Pedro tem a capacidade de nos unir a todos”
Após o acto eleitoral de 8 de Março no PS, defende a necessidade de o partido se unir, o que reforçou: “num cenário de quatro listas, numa campanha com vivacidade, o Pedro tem a capacidade de nos unir a todos”. Sublinhando que o PS é um “partido de tolerância” chama a atenção para a necessidade de as divergências dentro do partido serem “enfrentadas com tolerância”. E a cerca de um ano e meio das eleições autárquicas refere que houve um acréscimo de militantes socialistas, de 800 para 1400, o que diz significar “vitalidade” e sublinha: “O PS está mais preparado em termos logísticos e de meios financeiros.”
“A Câmara não tem uma visão estratégica sobre estas questões: como melhorar a situação de vida dos barreirenses”
Em relação ao actual executivo camarário do Barreiro, lançou as críticas: “A Câmara não tem uma visão estratégica sobre estas questões: como melhorar a situação de vida dos barreirenses”. Referindo que para tomar conta dos problemas do Barreiro “basta percorrer a Rua Miguel Bombarda”, deixou as críticas: “a cidade está a morrer e o PCP é que está a provocar essa morte” e acrescentou: “nós abrimos uma janela, mas agora queremos abrir as portas.” Luís Ferreira estendeu as críticas ao actual presidente da Câmara do Barreiro, ao que expressou: “que faz-nos acreditar que foi ele que fez a ponte e que não foi o governo do PS que decidiu que a ponte fosse feita naquele corredor” e acrescentou: “Fomos nós, PS, que não voltámos as costas ao Barreiro.” Ainda sobre a terceira travessia do Tejo no corredor Barreiro–Chelas, alertou para o facto de ”não servir para betonar a cidade”, mas sim com a preocupação de que a ponte “venha atrair investimento económico”.
Eleições directas dentro do PS
A criação de emprego, a recuperação do espaço urbano e a higiene urbana foram necessidades enunciadas por Luís Ferreira como das mais prementes para o Barreiro, não deixando de falar também da questão da participação dos cidadãos, ao que defende o orçamento participativo, sobre o qual expressa. “É importante que seja feito no Barreiro e no partido a nível nacional”. Quanto às eleições autárquicas e sublinhando “queremos ganhar com candidatos fortes”, falou na realização de eleições directas dentro do PS.
“O acto eleitoral mais concorrido de sempre na história do PS do Barreiro”
O actual presidente da Comissão Política do PS Barreiro, Pedro Mateus, sublinhou que as eleições do PS de 8 de Março constituíram o “acto eleitoral mais concorrido de sempre na história do PS do Barreiro”. Quatro listas foram a votos e 741 socialistas votaram, números que no seu entender “corporizam a vitalidade e a dinâmica sem precedentes no Partido Socialista no Barreiro” e que o levaram a expressar: “O PS está mais vivo do que nunca.”
“Para nós não há derrotados no PS”
Após, as eleições, Pedro Mateus considera que chegou o “momento de convergência”, condição que considera ser fundamental “para ganhar a Câmara em 2009, para mostrar que o nosso projecto é de longe melhor”. E tendo em linha de conta que “para nós não há derrotados no PS”, apelou mais uma vez à união do partido. Para conseguir essa “almejada unidade” falou na necessidade de união em torno do futuro Secretariado e de ser constituída a Comissão de Regulamento para as eleições primárias dentro do partido e apesar de reconhecer que tem havido algumas recusas e, sobre isso, comenta: “em que há motivos e razões apresentadas e há que respeitá-las”, não deixa de sublinhar: “nada está perdido”. A manutenção e aprofundamento da rede de Comissões e Gabinetes do Partido, como o Fórum do Barreiro, é um aspecto que considera “indispensável” e, nesse âmbito, revelou que João Pintassilgo, deputado socialista da Assembleia Municipal do Barreiro, aceitou coordenar esse mesmo fórum.
Concelhia do PS Barreiro “é uma referência não só a nível distrital como nacional”
O presidente da Comissão Política do PS Barreiro sublinhou que, passados dois anos da derrota legislativa em 2006, que entende ter sido “pesada”, o partido para além de ter crescido em termos de militantes, foi apetrechado com condições básicas e modernizado e entende que actualmente a Concelhia do PS Barreiro “é uma referência não só a nível distrital como nacional”, ao que considera: “não tenho dúvidas de que a qualidade de trabalho muito contribuiu para atrair, rejuvenescer e qualificar os quadros políticos.” Quanto aos desafios que agora se colocam, considera que o partido “está mais preparado do que estava há dois anos atrás.”
Necessidade de articulação com outras estruturas do Partido Socialista
Realçando que as questões sociais “continuaram a ter uma prioridade máxima” no PS, considerou: “O Barreiro tem infelizmente um roteiro de pobreza” e lançou a crítica: “preocupa-nos o futuro do Barreiro, mas o silêncio da actual Câmara não nos ajuda a perceber o Roteiro que têm para o Barreiro”. Falou ainda na promoção de visitas a todo o concelho, iniciativa que o PS vai levar a cabo a partir de Maio, no sentido que diz ser de “sensibilizar para a necessidade urgente de se alterar a actual situação das coisas”. Nesse âmbito, chamou ainda a atenção para a necessidade de articulação com outras estruturas do Partido Socialista “sobretudo com a Federação Distrital”, sublinhou. Expressando a vontade: “queremos aproximar as estruturas do partido à população”, falou na importância da promoção de mecanismos de aproximação, dando o exemplo do Fórum do Município ou do Provedor do Município. Mecanismos que considera fundamentais para “acompanhar o pulsar das pessoas e impedir o divórcio dos partidos e da população.”
Já está a ser elaborada a Comissão que irá pôr em prática os processos das eleições primárias no PS
Das eleições autárquicas de 2009 entende ser “um enorme desafio” e adianta que já está a ser elaborada a Comissão que irá pôr em prática os processos das eleições primárias dentro do partido e advoga: “o partido não estará à venda”. Reconhecendo que a Concelhia PS Barreiro “não dispõe de muitos meios financeiros”, ao que referiu que tem vindo a reunir nos últimos dois anos 15 mil euros anuais, não deixa de salientar que já se encontram a preparar a recolha de fundos e a estabelecer contactos para a campanha eleitoral com o secretariado Nacional do Partido Socialista.
Ponte Barreiro-Chelas – “o maior investimento público de sempre no nosso concelho”
Da Ponte Barreiro-Chelas, disse ser com “enorme entusiasmo” que recebeu a notícia e acrescentou: “nunca deixámos de acreditar que vinha para o Barreiro, mas também nunca cruzámos os braços e levámos a todas as instâncias do partido este desejo do Barreiro.” E sobre o que diz ser “o maior investimento público de sempre no nosso concelho”, não deixa de sublinhar: “e é feito pelo governo PS”. E considerando que corporiza um novo modelo de desenvolvimento económico, comenta: “esperamos que o actual executivo esteja preparado para responder a este desafio.”
Andreia Catarina Lopes













