POLIS – Abertura Oficial da 1ª Fase – Barreiro“Um passo importante na construção do Barreiro do futuro”
“Segundo o que está acordado, quem construir a terceira travessia, terá de construir a ponte rodoviária para o Seixal”
“Um acto simbólico” foi a expressão utilizada, ontem, pelo presidente da Câmara do Barreiro no discurso da abertura oficial da 1ª fase do Polis na freguesia de Santo André, uma vez que o momento de inauguração acontecerá quando todo o Polis estiver concluído, o que se espera que aconteça em inícios de 2009. “A este passo outros se seguirão”, comentou o presidente da Câmara, sublinhando que a aproximação da cidade aos rios constitui: “um passo importante na construção do Barreiro do futuro”, o que diz estar inserido numa “visão integral e global das zonas ribeirinhas”. Referiu ainda que a chegada da nova travessia do Tejo ao Barreiro irá trazer também uma ligação rodoviária ao Seixal.

Por Jornal Rostos
Depois de uma tarde onde a animação desportiva esteve presente, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, procedeu à abertura oficial da 1ª fase do Polis na zona ribeirinha de Santo André. No seu discurso referiu que a construção daqueles espaços vem “rectificar um erro” que diz ser ter sido o de “se construir a cidade de costas para os rios”. A aproximação da cidade aos rios constitui, por isso, no seu entender: “um passo importante na construção do Barreiro do futuro”. Ainda do Polis diz que vem qualificar uma parte da freguesia de Santo André que seria a antiga Fábrica de Cortiça e a Caldeira do Alemão.
“A este passo outros se seguirão” – adjudicação do espaço comercial e de restauração vai a reunião de Câmara
“A este passo outros se seguirão”, prosseguiu, referindo que a adjudicação da construção do Edifício da Praça do Parque Recreativo da Cidade irá ser sujeito a aprovação na próxima reunião de Câmara, espaço que integra as vertentes comercial e de restauração prevista para o extremo Sul, com a construção dos dois edifícios, com onze lojas de apoio e de restauração. O prolongamento da Avenida da Liberdade até à Avenida Fuzileiros Navais e a construção de duas rotundas também será outro “passo” a ser dado. Arranjos a cargo da empresa que ficar responsável pela zona comercial.
Que a “zona ribeirinha e o Parque da Cidade possam ser um espaço único”
O espaço do antigo Mercado do Levante, na freguesia da Verderena, será também recuperado e para além de estar projectada a construção do Campo de Futebol do Futebol Clube Barreirense e da habitação social, terá um espaço comercial. Quanto à ciclovia da Verderena, essa será ligada ao Parque da Cidade, com a via já existente na Avenida do Parque da Cidade/Quinta do Machinho. Entendendo que a “zona ribeirinha e o Parque da Cidade possam ser um espaço único”, facilitando a sua passagem de forma pedonal. Projectos que o presidente da Câmara estima que estejam terminados em finais de 2008, princípios de 2009: “dentro de um ano estarão à disposição do concelho do Barreiro.”
Prevista ligação rodoviária ao Seixal
Após já ter sido anunciada a construção da terceira travessia do Tejo no corredor Barreiro-Chelas, o presidente da Câmara anunciou: “segundo o que está acordado, quem construir a terceira travessia, terá de construir a ponte rodoviária para o Seixal”, assim o Barreiro ficará ligado ao Seixal através de uma ponte cuja zona de amarração está prevista para ser no Vale do Romão, na freguesia de Palhais. Será feito também o prolongamento da Rua de Maputo, de modo a fazer ligação com à nova ponte para o Seixal. E sobre estas questões, o presidente da Câmara diz serem: “Soluções do presente e do futuro.”
“Visão integral e global das zonas ribeirinhas”
De outras obras a decorrer no concelho a respeito às zonas ribeirinhas, fez menção à recuperação da muralha da Avenida Bento Gonçalves pela APL – Administração do Porto de Lisboa, que diz estar em “fase adiantada” e adiantou estar em negociações com a APL para antes do Verão se proceder a uma recarga de areias na zona de Alburrica. Quanto ao projecto para a Quimiparque sublinhou o facto de contemplar a recuperação dos seus três quilómetros de frente de rio, o que diz estar inserido numa “visão integral e global das zonas ribeirinhas”, fazendo menção à Iniciativa Municipal de Programação da Área Ribeirinha (IMPAR) o que compreende que “que de forma sistemática e paulatina podemos intervir e recuperar” as frentes de rio no concelho.
“Se continuarmos a ter apoios comunitários continuaremos a intervir nas zonas ribeirinhas para usufruto de todos nós”
A concluir, fez referência à construção da ETAR Barreiro/Moita pela Simarsul - Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal, S.A, infra-estrutura que diz que “tratará todas as águas residuais, domésticas e industriais do concelho do Barreiro” e acrescentou: “Este esgoto vai ser deslocado para essa ETAR assim que estiver concluída”, o que se espera que aconteça em 2009. Terminou o discurso, sublinhando: “se continuarmos a ter apoios comunitários continuaremos a intervir nas zonas ribeirinhas para usufruto de todos nós”.
Fazer poesia nos espaços públicos
A noite prosseguiu com os cantares do Grupo Coral Alentejano “Os Amigos do Barreiro” e com um espectáculo de animação de rua denominado: “H2Fish”, pela Companhia “Artelier”, que incluiu teatro de rua, fogo de artifício, máquinas flutuantes e muitas surpresas que se iam revelando. Um grupo de teatro de rua que diz “fazer poesia e trabalhar nos espaços públicos” e que encantou os presentes.
Andreia Catarina Lopes













