Partido Socialista – MoitaA situação financeira da Câmara é muito complicada
Segundo Vítor Cabral, presidente da Comissão Política Concelhia da Moita do Partido Socialista e vereador da Câmara Municipal da Moita, a situação financeira da autarquia não é mais grave porque “as receitas correntes ultrapassaram o que estava perspectivado”, com um aumento de “6% das receitas correntes, assim como, foi registado um aumento na ordem dos 2.3% das receitas oriundas das transferências da Administração Central.

Por Jornal Rostos
Em conferência de imprensa o Partido Socialista da Moita divulgou a sua posição sobre o Relatório de Contas da Câmara Municipal da Moita, referindo que foi aprovado com os votos contra de todos os partidos da oposição PS, PSD e BE.
Vítor Cabral, presidente da Comissão Política Concelhia da Moita do Partido Socialista e vereador da Câmara Municipal da Moita, salientou que a financeiramente a “a situação da Câmara é muito complicada”.
Na sua opinião, a situação espelha as preocupações do Partido Socialista – “é o pagar da factura das eleições autárquicas de 2005”.
Segundo Vítor Cabral, a situação não é mais grave porque “as receitas correntes ultrapassaram o que estava perspectivado”, sublinhando que houve um aumento de “6% das receitas correntes, resultante do aumento de pagamento de impostos pelos moitenses”, igualmente, foi registado um aumento na ordem dos 2.3% das receitas oriundas das transferências da Administração Central.
“As despesas de capital foram executadas na ordem dos 46%”
“As despesas de capital foram executadas na ordem dos 46%” – salientou Vítor Cabral, sendo esta realidade resultante segundo referiu da falta de receitas – “não há receitas, não há investimentos”.
O presidente da Comissão Politica da Moita do PS, recordou que não foram realizadas um conjunto de obras programadas, nomeadamente : Piscina Municipal, Pista de Atletismo; a remodelação da Rua 1º de Maio e “as obras da Caldeira da Moita que não arrancam”.
“Não vemos capacidade da Câmara Municipal da Moita para melhorar a qualidade de vida no concelho” – sublinhou Vítor Cabral.
Na sua opinião com a construção da ponte Barreiro-Chelas – “é urgente uma nova ligação à IC32” e, acrescentou – “o Executivo não tem capacidade negocial para avançar com esta obra”.
“Vemos com muita apreensão a vinda da nova ponte, porque vai trazer mais trânsito para o concelho, mais prédios, mais automóveis, sem que existam condições” – salientou Vítor Cabral.
A finalizar a sua intervenção sublinhou que o Plano de Actividades da Câmara da Moita – “é mais executado com espectáculos”.
Divida de empréstimos a longo prazo ronda os 22 milhões de euros
Vítor Cabral, salientou que – “A Câmara Municipal da Moita ultrapassou largamente a capacidade de endividamento” e, acrescentou – “limita-se a gerir o dia a dia”.
Foi referido que, a divida resultante de empréstimos a longo prazo, ronda os 22 milhões de euros.
Por outro lado que, se aguarda a aprovação do Tribunal de Contas de um empréstimo de 5 milhões de euros mas – “esta verba é para pagar as dividas aos fornecedores”.
“São os fornecedores que mantêm a Câmara Municipal da Moita” – sublinhou Vítor Cabral.
Na sua opinião, “a Câmara não tem capacidade de lançar novas obras”.
Câmara coloca as empresas em dificuldades
Luís Chula, da Comissão Politica Concelhia da Moita, do Partido Socialista e da Assembleia de Freguesia da Moita, salientou a necessidade de se reflectir sobre – “os custos sociais desta situação da Câmara viver à custa dos fornecedores”, considerou que tal – “coloca as empresas em dificuldades” e “são os trabalhadores que sofrem”.
“O concelho da Moita está a perder qualidade de vida”
José Guerra, vereador da Câmara Municipal da Moita, referiu que a Câmara da Moita recebeu mais 4 milhões de euros de impostos, mas – “investimentos não houve” porque, a verba “serviu para pagar as dividas aos fornecedores”.
“O concelho da Moita está a perder qualidade de vida” – referiu o autarca e afirmou que – “o concelho da Moita não tem que ser obrigatoriamente um concelho dormitório”.
Na sua opinião o Executivo Municipal – “não soube captar investimentos para o concelho”.
Na sua intervenção criticou que, perante as dificuldades financeiras da autarquia, existindo no quadro de pessoal 15 arquitectos, mandem executar trabalhos de arquitectura no exterior – “não consigo entender”.
José Guerra, sublinhou que – “a nossa juventude vai viver para fora do concelho da Moita, porque aqui não há persepctivas de vida”.
Referiu ainda se o – “PDM for aprovado com está passamos a ter 127 mil pessoas a viver na Moita” porque vai existir essa disponibilidade de terrenos para construir.
“Nestes anos todos têm prometido e não fazem nada” – salientou José Guerra.
Exercendo um magistério de influência
Vítor Cabral, referiu ainda que o orçamento da Câmara “está inflacionado” tendo sido previstas verbas na ordem de 3 milhões, que deveriam resultar da venda de terrenos, mas apenas entrou uma verba de 150 mil euros.
No diálogo com os jornalistas teceu criticas ao facto do executivo municipal ser composto por maioria absoluta, situação que cria dificuldades de intervenção aos vereadores da oposição.
Apesar das dificuldades, expressou a satisfação de ter sido aprovada uma proposta de descentralização das reuniões públicas da Câmara Municipal da Moita – “este é um mérito nosso”.
“Vamos fazendo, o que se pode dizer, como exercendo um magistério de influência” – referiu Vítor Cabral, nesse sentido, foi sublinhado que o Partido Socialista quer exercer a sua influência no sentido que todas as reuniões de Câmara sejam abertas à população.
“É preciso motivar os cidadãos para que participem na vida pública” – salientou..
PS vai visitar as freguesias
No final foi referenciado que o PS está a preparar o seu programa para as próximas eleições autárquicas, prevendo a realização de visitas à freguesias para dialogar com as populações sobre a gestão autárquica, por outro lado, no site da internet do PS, vai ser aberto um espaço de divulgação das posições do Partido Socialista e de recolha de opinião dos munícipes.













