74º Aniversário do Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos”- Barreiro“Momento de reafirmação da história e princípios da solidariedade”
No passado sábado, dia 31 de Maio, assinalou-se o 74º aniversário do Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos”. Para além da apresentação do projecto de ampliação da sede para a construção da valência de creche, que Inácio Garcia espera ver concluído daqui a dois anos, foram descerradas duas placas, uma alusiva ao reconhecimento do Grupo Desportivo como Instituição de Utilidade Pública e a outra como reconhecimento enquanto IPSS, o que o presidente da Direcção do Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos” considerou ser, em dia de aniversário, “um momento de reafirmação da história, dos valores e princípios da solidariedade”.

Por Jornal Rostos
Em data de aniversário, que teve início com a actuação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública do Barreiro, o presidente da Direcção do Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos”, Inácio Garcia, não deixou de recuar a outros tempos, sublinhando: “quando um grupo de homens e mulheres se juntou há 74 anos para fazer um grupo de operários, no Bairro das Palmeiras, estava longe de imaginar que viria a ter esta dimensão, particularmente relevante, no seu histórico e já longo percurso”. Fez menção ao descerrar “de duas importantes placas” como o reconhecimento do Grupo Desportivo enquanto Instituição de Utilidade Pública e IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social), o que entende ser “um momento de reafirmação da história, dos valores e princípios da solidariedade”.
Creche – um “trabalho social de grande importância” que se estima estar pronto em 2010
Foi com natural satisfação que o presidente da Direcção do Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos” fez ainda menção ao projecto de ampliação do edifício, de modo a possibilitar o funcionamento da valência de creche, o que entende ser um “trabalho social de grande importância” e que espera vê-lo concluído daqui a dois anos. Uma obra que diz “perspectivar a construção de um melhor futuro aos associados e aos residentes do bairro”. Sublinhou que, nos últimos anos, o “Grupo Desportivo Operário conquistou com muito trabalho e empenho a rede de apoio” a esse projecto social e por isso entende “não estamos sós nesta difícil e longa caminhada”.
Inácio Garcia apela à autarquia para a brevidade da aprovação do projecto
Na presença do presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, sublinhou a importância de “a autarquia aprovar com a maior brevidade possível o projecto”, o que entende ser “fundamental para o desenvolvimento e conclusão da obra” e comentou: “Estamos confiantes e acreditamos que a autarquia barreirense tudo fará para proporcionar aos associados e aos moradores do Bairro das Palmeiras este objectivo”. Não deixou também de deixar palavras à directora do Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal, Fátima Lopes, também presente na sessão solene, pelo que diz ser o “papel preponderante no apoio e solidariedade ao Grupo Desportivo”, assim como “pela solidariedade e carinho que manifestou sempre pelos mais desfavorecidos do Bairro das Palmeiras”.
“Não deixaremos de dar o contributo, que estiver ao nosso alcance, ao Grupo Operário”
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, começou por sublinhar a importância do papel do movimento associativo como sendo “um dos principais parceiros do desenvolvimento do Barreiro”. E, para esse desenvolvimento, sublinha que as “perspectivas hoje são melhores do que há quatro anos atrás”, fazendo menção ao anúncio da construção da ponte Barreiro/Chelas, da reabilitação das zonas ribeirinhas e do projecto para a Quimiparque, o que entende ser “uma alavanca importante para o desenvolvimento do Barreiro”. E sublinhando que “o Bairro Operário precisa de ser intervencionado”, diz que são necessárias “intervenções faseadas” e acrescenta: “não deixaremos de dar o contributo, que estiver ao nosso alcance, ao Grupo Operário.”
Presidente da Junta do Barreiro – “vários acontecimentos aconteceram nesta casa que me marcaram e ajudaram na minha formação”
O presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, Raul Malacão, quis saudar o “Grupo Desportivo Operário e as várias gerações” que construíram e fundaram a instituição e sublinhando que desde jovem ouvia falar do “Operário do Bairro da Folha”, expressou: vários acontecimentos aconteceram nesta casa que me marcaram e ajudaram na minha formação”, referindo-se a acontecimentos de carácter desportivo, cultural e também político. Lembrando que o Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos” é uma das 25 colectividades existentes na freguesia do Barreiro, sublinhou: “procuramos, enquanto eleitos, corresponder aos pedidos que no dia-a-dia nos aparecem, mas é extremamente difícil”, ainda assim, não deixou de acrescentar: “o Operário desde 2003 tem sido a colectividade da freguesia que mais apoio financeiro tem recebido da Junta”. E manifestou a disponibilidade da Junta em: “continuar a ajudar para arranjar solução para os problemas que a instituição tem no seu dia-a-dia”.
Manter o “orgulho da tradição e história do clube”
O secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, num “momento tão simbólico” que é o assinalar do seu 74º aniversário, sublinha a importância de se manter o “orgulho da tradição e história do clube” e também do “olhar para os desafios dos novos tempos”. Dos 74 anos do Grupo Desportivo Operário sublinhou o “sinal da capacidade organizada de trabalho na área da cultura, desporto”, ao que acrescentou: “e como sinal político”, o que diz reflectir a “tradição cívica de resistência e luta pela liberdade” que marcou a história do Barreiro do século XX. Fala por isso, da necessidade que “não se esqueça essa história” e que constitua “uma visão como instrumento para olhar com mais solidez para o futuro”.
Creche – “simboliza a aspiração de rescrever aquilo que hoje são os desafios do associativismo e deste bairro”
Entende assim que o projecto para a construção da creche “simboliza a aspiração de rescrever aquilo que hoje são os desafios do associativismo e deste bairro”. Enquanto representante do governo, referiu que “a estratégia de acção do governo” tem como prioridade as políticas sociais e nessas políticas reforça o objectivo europeu para a Área Metropolitana de Lisboa, de que “uma em cada três crianças, até aos três anos, tenha lugar de creche”. Neste âmbito, ainda que sublinhe que: “há muitas zonas no país que já ultrapassaram este objectivo”, reconhece: “Lisboa e Porto ainda estão longe desse objectivo” e por isso salienta que o Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES) dá “uma grande atenção ao investimento em torno das creches em Lisboa e Porto”.
Barreiro “atravessa tempos de uma esperança renovada”
Do Barreiro, não deixou de sublinhar que “atravessa tempos de uma esperança renovada”, o que diz resultar de “um conjunto de opções de âmbito nacional que se reflectem na região e particularmente no Barreiro”, acrescentando que para “alguns desses velhos sonhos” que passaram a ser realidade, entre os quais faz menção à travessia Barreiro/Chelas e ao projecto Quimiparque, o passo seguinte é “no concretizar da melhor forma, com celeridade e eficácia”. E lembra que no Bairro das Palmeiras confluem esses dois “projectos estratégicos”, o que diz determinar uma “nova centralidade”.
Projecto Social – ampliação para construção da creche
Na sessão solene comemorativa do 74º Aniversário do Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos”, para além da atribuição de emblemas e diplomas aos sócios com 25 e 50 anos, foi ainda apresentado, pelo arquitecto Luís Murteira, o Projecto Social do Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos”, que passa pela ampliação do edifício sede para permitir a construção das valências de creche, o que foi possível pela constituição do Grupo enquanto IPSS. Para a construção do projecto, o arquitecto sublinhou que foi feita a candidatura ao Programa PARES. O projecto engloba uma creche com capacidade para 33 crianças, com um berçário para oito crianças e tendo prevista a existência de duas salas de actividades. O arquitecto chama a atenção para a existência de três pisos, correspondendo o piso 0 aos acessos comuns e à Sala Polivalente; o piso 1, aos Serviços Administrativos e à Creche, onde ficaram as salas de actividade, e o Piso 2 também à Creche, onde ficará o berçário e a Sala de Serviços de Apoio à valência de Creche. Fez referência ainda à utilização de pátios, de modo a “colocar luz natural dentro das salas”.
Andreia Catarina Lopes













