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Perspectivas

Jerónimo de Sousa nas comemorações dos 100 anos da Luta e Resistência na CUFBarreiro “baluarte de resistência ao fascismo e da luta pela liberdade”

”Não só não estamos no bom caminho, como o país está a andar para trás”

“O país precisa (…) de uma esquerda que assuma a necessidade de uma ruptura com esta política de direita”

Ontem, Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, veio ao Barreiro presidir ao comício que encerrou o ciclo de comemorações dos 100 anos da Luta e Resistência na CUF-Barreiro, promovido pelo PCP Barreiro. Na sua intervenção considerou que esses 100 anos deram ao Barreiro “o justo título de baluarte de resistência ao fascismo e da luta pela liberdade”. E não deixou de endereçar críticas ao actual Governo, frisando: ”Não só não estamos no bom caminho, como o país está a andar para trás”.

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Jerónimo de Sousa nas comemorações dos 100 anos da Luta e Resistência na CUF Barreiro “baluarte de resistência ao fascismo e da luta pela liberdade”

Por Jornal Rostos

Depois de um almoço convívio nos Penicheiros, onde foi visionado o filme produzido pela Comissão Concelhia do Barreiro sobre os 100 Anos de Luta e Resistência na CUF-Barreiro, seguiu-se um comício promovido pela Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP, que encerrou o ciclo das comemorações dos 100 Anos de Luta e Resistência na CUF-Barreiro. No comício, que teve lugar no Largo Casal, Fernando Morais, responsável pela Comissão Concelhia do Barreiro do PCP, começou por homenagear os trabalhadores da CUF e considerou que o ciclo de comemorações dos 100 anos da CUF “mostrou bem a importância que o partido tem tido na organização e dinamização das lutas dos trabalhadores”, o que diz ter sido possível de constatar através dos “testemunhos e histórias que partilhámos”.

“Comemorar 100 anos de luta constante dos seus trabalhadores e do povo do Barreiro”

Coube a Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, o encerramento das comemorações, referindo que assinalar o aniversário da CUF, “o maior complexo industrial e financeiro português”, é “comemorar 100 anos de luta constante dos seus trabalhadores e do povo do Barreiro, contra a exploração e pela liberdade”, o que considera que deu ao Barreiro “o justo título de baluarte de resistência ao fascismo e da luta pela liberdade”. Na sua intervenção, chamou a atenção para o papel do partido comunista nesse tempo: “só a luta constante dos trabalhadores e do PCP impediu que a exploração e as arbitrariedades patronais fossem maiores”.

“Quanto mais se reforçam os grupos económicos e financeiros, mais se agravam as condições de vida dos trabalhadores”

Considerando que: “A CUF é o exemplo mais acabado, mais genuíno, do processo de desenvolvimento do capital monopolista português”, o Secretário-Geral do PCP alertou para o perigo que diz constituir o reforço dos grupos económicos, sublinhando: “a dura experiência mostra-nos que quanto mais se reforçam os grupos económicos e financeiros, mais se agravam as condições de vida dos trabalhadores”, o que diz ter actualidade “hoje, passados 33 anos de nacionalização da CUF, passados 30 anos de políticas de direita”.

“Não só não estamos no bom caminho, como o país está a andar para trás”

Em relação à situação política nacional, endereçou críticas ao actual Governo. "O desemprego a aumentar", a revisão ao Código do Trabalho, as privatizações, o que diz ser “a redução do Serviço Nacional de Saúde aos serviços mínimos” e a aprovação do Tratado Europeu foram algumas questões sublinhadas pelo Secretário-Geral do PCP que o fazem considerar: “Não só não estamos no bom caminho, como o país está a andar para trás” e acrescentou: “a economia está a patinar, as previsões fracassaram em relação ao crescimento, à inflação, ao investimento, às exportações, ao nível da dependência do estrangeiro, designadamente em relação à segurança alimentar”.

“O país precisa (…) de uma esquerda que assuma a necessidade de uma ruptura com esta política de direita”

No seu discurso não deixou de fazer menção à manifestação organizada pela CGTP, na passada quinta-feira, que diz ter permitido sentir “o pulsar dos sentimentos de protesto, descontentamento e luta” e concluiu, considerando que “o país precisa, mais do que uma esquerda preocupada, de uma esquerda actuante e proponente, que junte as palavras à acção, uma esquerda que assuma a necessidade de uma ruptura com esta política de direita.” Uma “alternativa política de esquerda” que diz que só se constrói “com a intensificação do protesto e luta dos trabalhadores”.

Andreia Catarina Lopes

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