Investidores da “Cidade do Cinema” no Barreiro“A possibilidade de a ‘Cidade do Cinema’ ser feita no Barreiro é muito grande”
Hoje, o Quimiparque recebeu a visita dos investidores da “Cidade do Cinema”, no âmbito de uma reunião com a Câmara Municipal do Barreiro. Um projecto que o presidente da Câmara do Barreiro diz “consolidar a ideia da cidade de duas margens, polinucleada”.
“Estamos na recta final deste processo”, afirmou Eduardo Martins, que adiantou que durante o Verão está previsto que seja formalizado “definitivamente a apresentação do projecto ao Governo”, de modo a que “em 2009 seja o ano de arranque da construção, desenvolvimento e implementação do projecto”. Sobre a localização da “Cidade do Cinema” diz: “tudo aponta no sentido de que seja consolidada a sua localização no Barreiro”.
Cerca de 9 mil postos de trabalho são esperado de um projecto que abrange as áreas do cinema, televisão, publicidade e media e que contempla um pólo universitário.

Por Jornal Rostos
Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, frisou que a posição da Câmara relativamente ao projecto é de “empenho, disponibilidade e combatividade para ajudar a construir esta solução da “Cidade do Cinema” no território da Quimiparque”, sublinhando que o projecto é “uma alavanca importante” que se adequa às potencialidades do Quimiparque, ao que expressou: “que este território continue a ser um espaço de novas tecnologias, emprego e desenvolvimento tecnológico”, o que considera ser essencial “para garantir o futuro do concelho do Barreiro nas próximas décadas”. E sublinhando a importância que a “Cidade do Cinema” venha para a Margem Sul, o que diz que “consolida a ideia da cidade de duas margens, polinucleada.”, acrescentou: “Destas três partes, que são uma só, há uma grande disposição por batalhar e conseguir este objectivo.”
“A criação de um centro de media numa zona fantástica, aqui, onde o sol brilha”
De passagem por Portugal, após a condecoração que recebeu, do Presidente da República, no 10 de Junho – Dia de Portugal, Carlos de Mattos, emigrante português, na Califórnia, líder do projecto “Cidade do Cinema”, afirmou entusiasmado que o seu sonho é instalar esse projecto em Portugal: “com a criação de um centro de media numa zona fantástica, aqui, onde o sol brilha”, comentou. A esse respeito adiantou: “o processo está muito avançado, temos tido grandes cooperações”.
“Não há qualquer deslocamento ou atraso no projecto por causa da câmara ou do Quimiparque”
Eduardo Martins, que diz ser “ a face visível do projecto em Portugal”, começou por realçar a entrada do australiano Wayne no projecto, ao que comentou: “ é um parceiro que vem dar a dimensão de media que nos faltava e enriquecer ainda mais este projecto”. Não deixou também de realçar o “apoio” que diz ter sido “exemplar” quer da Câmara Municipal do Barreiro, quer do Conselho de Administração da Quimiparque. E sublinhando: “não há qualquer deslocamento ou atraso no projecto por causa da câmara ou do Quimiparque”, refere que “as razões que levaram a que o “processo não avançasse com a velocidade que todas as pessoas querem” passa pelo facto de se tratar de um “projecto de grande dimensão”, estruturante para o país, o que diz que exige todos os “cuidados para ter sucesso” e advoga: “não podemos arriscar num projecto com uma dimensão destas e praticarmos erros tecnológicos ou até financeiros”.
Evolução das tecnologias levou a que o projecto, com mais de uma década, tivesse de ser actualizado
De mais de uma década que diz ter o projecto, que implicava a construção de 17 estúdios e que já esteve para ser implementado em três locais, sublinha a “velocidade da evolução das tecnologias associadas”, com a “utilização das 3D”, as artes gráficas e os cenários virtuais, sublinha que: “a realidade é completamente distinta”, frisando: “há muito trabalho que é feito em laboratório e estúdios de media”. Nesse sentido, refere que houve a necessidade de se proceder à actualização do projecto da “Cidade do Cinema”, ao que comenta: “foi quase partir da base zero do que tínhamos feito, quando iniciamos este projecto para Portugal.”
“Tudo aponta no sentido de que seja consolidada a sua localização no Barreiro”
“Estamos na recta final deste processo”, afirmou Eduardo Martins, ao que adiantou que durante o Verão está previsto que seja formalizado “definitivamente a apresentação do projecto ao Governo”, de modo a que “em 2009 seja o ano de arranque da construção, desenvolvimento e implementação do projecto”. Sobre a localização da “Cidade do Cinema” no Barreiro diz ser “até agora a melhor alternativa”, ainda que advirta: “Embora tenhamos analisado outras, que não estão 100 por cento afastadas”, mas prossegue: “tudo aponta no sentido de que seja consolidada a sua localização no Barreiro”.
Para desenvolver o território do Quimiparque e trazer novas valências
“Aguardamos com todo o interesse que o projecto se concretize”, foi a expressão utilizada por Luís Tavares, administrador Executivo da Quimiparque, que manifestou “toda a abertura” da entidade, que representa, no projecto “Cidade do Cinema”, realçando a sua importância para o Quimiparque, ao que comentou: “pode desenvolver o território e trazer novas valências”.
“Neste momento não temos nenhuma alternativa tão credível como o Barreiro”
Em resposta às questões dos jornalistas, Eduardo Martins voltou a frisar que “a possibilidade de a ‘Cidade do Cinema’ ser feita no Barreiro é muito grande” e ainda que sublinhe que: “até ao momento em que o projecto seja aprovado pode haver outras alternativas”, não deixou de acrescentar: “neste momento não temos nenhuma alternativa tão credível como o Barreiro”. Da parte do Governo, diz terem tido “todo o apoio”, sublinhando: “o secretário-adjunto da Administração Local também tem dado apoio a este projecto” e acrescentou: “no passado foi mais complicado, hoje as coisas estão mais estabilizadas”. E se refere que o projecto inicial abrangia uma ocupação de 40 hectares, hoje diz: “penso que metade chega”.
“Queremos usar as vantagens competitivas de Portugal nesta área industrial”
Referindo que o projecto “Cidade do Cinema” abrange as áreas do cinema, televisão, publicidade e media e que contempla um pólo universitário, acrescenta: “queremos atrair toda a área de pré e pós produção de todas as indústrias de ponta”. Eduardo Martins fala da criação de uma “Media City” ao lado de uma “Cinema City”, que contemple ainda áreas de entretenimento e de organização de eventos: “que os nossos filmes e séries de sucessos sejam lançados aqui em primeira-mão”, expressou. Referiu ainda a importância de o centro de produção ser o mais evoluído: “quanto mais tecnologicamente avançado for, mais competitivos somos com outros produtores”, comentou, ao que acrescentou: “queremos usar as vantagens competitivas de Portugal nesta área industrial”, nas quais sublinha as condições climatéricas e a “boa legislação de trabalho nesta área, melhor do que noutros países da Europa”.
“Cidade do Cinema” pode chegar aos 9 mil postos de trabalho
Relativamente a postos de trabalho, Eduardo Martins diz que podem chegar a 9 mil, nos quais diz que entre 3 a 4 mil serão directos e rematou: “Queremos fazer desta ‘Cidade Media’ um centro de formação, investigação e desenvolvimento”.
Andreia Catarina Lopes













