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UTIB – Universidade da Terceira Idade do BarreiroUm dia hei-de ouvir o Hino Nacional nos Jogos Olimpicos

No decorrer do Colóquio subordinado ao tema – “Os portugueses nos Jogos Olimpicos”, promovido pela UTIB – Universidade da Terceira Idade, Moniz Pereira, treinador de Carlos Lopes, salientou que colocou um objectivo na sua vida – “Um dia hei-de ouvir o Hino Nacional nos Jogos Olimpicos”. Recordou que muitos lhe disseram: “Não vais conseguir”.

Por outro lado, recordou, emocionado e com lágrimas nos olhos, que quando alcançou esse objectivo muitos lhe disseram – “Tiveste sorte”. Tendo Moniz Pereira, respondido : “A sorte dá muito trabalho”.

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UTIB – Universidade da Terceira Idade do Barreiro Um dia hei-de ouvir o Hino Nacional nos Jogos Olimpicos

Por Jornal Rostos

No Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro promovido pela UTIB – Universidade da Terceira Idade do Barreiro, decorreu no dia 17 de Junho, um Colóquio subordinado ao tema “Portugueses nos Jogos Olímpicos”.
A iniciativa contou com a participação do Professor Moniz Pereira, conhecido trienador de Carlos Lopes; Luís Caldas, ex- atleta, dirigente e árbitro dos Jogos Olimpico; Tomás Paquete, conhecido como o ”melhor corredor de 100 metros de sempre”; Paulo Duarte, barreirense, halterofilia que participou nos Jogos Olímpicos de Seul, na Coreia; José Marques, do GAC da Baixa da Banheira que, igualmente, esteve presente em Seul, e, Carlos Oliveira “Bói”, barreirense que participou nos Jogos Olimpicos no ano de 1972. O debate foi moderado Fernando Santos Costa.

Papel da UTIB na “preservação da nossa memória”

Regina Janeiro, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, do pelouro da Educação, sublinhou o papel e a importância da UTIB no desenvolvimento de actividades e animação da vida cultural do concelho do Barreiro.
Artilio Batista, da UTIB, por outro lado, deu relevo ao papel da UTIB na “preservação da nossa memória”.

Não existia pista olimpica nem Centro de Estágios

Carlos Oliveira “Boia”, atleta olimpico do Barreiro, que marcou presença nos Jogos de 1972, recordou que a sua presença foi na modalidade de remo, que definiu como “o meu desporto favorito”.
Referiu que nos Jogos Olimpicos de 1972 estiveram presentes dois atletas do Barreiro, que foram os primeiros barreirenses que marcaram presença nos Jogos.
“Esta foi uma experiência agradável que marcou o ponyo mais alto da minha carreira” – sublinhou Carlos Oliveira.
Na sua intervenção salientou que viveu toda a sua vida “dedicada ao desporto” sem auferir vencimentos, salientando que hoje, como veterano, continua a praticar desporto “para me sentir bem”.
Recordou que no tempo que foi atleta olimpico, não existia pista olimpica, não existia Centro de Estágios, levantava-se às 6 da manhã para treinar, na Doca de Alcântara.
A finalizar, Carlos Oliveira “Boia”, emocionado, recordou a recente homenagem prestada pela Câmara Municipal de Oeiras, aos atletas olimpicos da náutica, concelho onde foi criado o “passeio da fama”, onde estão os nomes de todos os portugueses que ao longo dos anos, nos desportos náuticos têm representado Portugal nos Jogos Olimpicos.
“Foi um dos momentos mais gratificantes que eu vivi até hoje” – salientou Carlos Oliveira “Bóia”, com as lágrimas nos olhos.

Ainda sou o campeão nacional na minha categoria

Paulo Duarte, atleta olimpico do Barreiro, halterofilia, que participouo em 1988, nos Jogos Olimpicos de Seul, na Coreia, referiu que viveu na sua vida desportiva “várias experiências em campeonatos europeus, mas não há experiência como a dos Jogos Olimpicos”.
Recordou as dificuldades actuais da modalidade, de tal forma que, com 41 anos, “ainda sou o campeão nacional na minha categoria, título que conquistei ha 20 anos”.
Paulo Duarte divulgou que vai participar, este ano, na Grécia, no Campeonato do Mundo de Masters, um projecto que se enquandra nos seus objectivos desportivos de reanimar a Federação Portuguesa de Halterofilia.

Apoiem as colectividades e os jovens

José Marques, atleta do GAC – Ginásio Atlético Clube da Baixa da Banheira, de Luta Greco Romana, que participou nos Jogos Olimpicos de Seul, partilhando no quarto com Paulo Duarte, recordou esta sua experiência e lançou o apelo para que sejam apoiadas as coelctividades e os jovens.
Nesta sessão foi guardado mum minuto de silêncio em memória da mãe de José Marques, falecida nesse mesmo dia.

Atingi a categria máxima na arbitragem internacional

Luis Caldas, atleta, dirigente, árbitro, chefe de equipa e comentador de Luta Greco Romana, salientou – “Não sou vaidoso, mas tenho vaidade no que fiz nos jogos Olimpicos”. Recordou a sua participação nos Jogos Olimpicos de 1960, em Roma.
“Atingi a categria máxima na arbitragem internacional” – recordou.
“Uma presença olimpica é um sonho que nós sentimos, lá longe, mas que nasce connosco” – salientou Luís Caldas.
Referiu que na sua carreira desportiva, “nunca tive adversários”, tive “sempre companheiros que estavam noutra equipa”.
Na sua intervenção recordou os acontecimentos dos atentado nos Jogos Olimpicos de Munique, que viveu de perto e as suas peripécias de Forcado, numa noite agitada que viveu no Campo Pequeno e jurou nunca mais voltar à arena.

Melhor corredor de 100 metros de sempre

Tomás Paquete, atleta olimpico, nascido na Guiné, que participou nos Jogos Olimpicos de 1952, em Helsinquia, hoje com 84 anos, expressa o seu orgulho de ter vindo para Portugal com 7 anos.
Foi considerado como o “melhor corredor de 100 metros de sempre”, com a marca de 10 segundos e 6 décimos.
Recordou, o estado de nervos que estava no dia da sua prova nos Jogos Olimpicos, de tal forma que, em plena pista, ao despir o fato de treino, tirou calções, ficando completamente nu, situação que recorda com sorriso.

Um dia hei-de ouvir o Hino Nacional nos Jogos Olimpicos

A encerrar o ciclo de intervenções, falou Moniz Pereira, conhecido treinador de atletismo, do Sporting Clube de Portugal, que marcou presença nos Jogos Olimpicos desde o ano de 1948.
Moniz Pereira, salientou que na sua vida os anos não contam, porque sente que “tenho os anos cheios de vida”.
Moniz Pereira, conclui o seu curso de Educação Fisica no ano de 1945, é actualmente o Sócio nº 2 do Sporting Clube de Portugal, na sua vida desportiva praticou diversas modalidades. Recordou que no boxe – “a minha especialidade era esquivar”.
Moniz Pereira, salientou que colocou um objectivo na sua vida – “Um dia hei-de ouvir o Hino Nacional nos Jogos Olimpicos”. Recordou que muitos lhe disseram: “Não vais conseguir”.
Por outro lado, recordou, emocionado e com lágrimas nos olhos, que quando alcançou esse objectivo muitos lhe disseram – “Tiveste sorte”. Tendo Moniz Pereira, respondido : “A sorte dá muito trabalho”.
Moniz Pereira, salientou que – “a técnica é importante, mas em caso de igualdade, ganha quem mais trabalha” e neste contexto considerou que é preciso “treinar para ter sorte”.
No decorrer do Colóquio foi projectado um video sobre os Jogos Olimpicos, na Grécia, na sua origem.

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