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Lançamento do livro “O Futuro tem 100 Anos” no BarreiroObra “conta como as fábricas nasceram e cresceram e como marcaram o Barreiro”

Ontem foi apresentado, no auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, o livro: “O Futuro tem 100 Anos”, de Jorge Mateus e Luís Rainha, uma iniciativa inserida nas Comemorações do 24º Aniversário do Dia da Cidade e do Centenário da CUF no Barreiro. “O Futuro tem 100 Anos” é, na opinião de José Leal da Silva, uma “narrativa que, de forma atractiva, conta como as fábricas nasceram e cresceram e como marcaram o Barreiro”. Uma obra de banda desenhada que através da ficção fala de um momento da história do Barreiro.

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Lançamento do livro “O Futuro tem 100 Anos” no Barreiro Obra “conta como as fábricas nasceram e cresceram e como marcaram o Barreiro”

Por Jornal Rostos

Naquela que foi mais uma iniciativa para assinalar o Centenário da C.U.F no Barreiro, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, sublinhou a importância de a data ser assinalada, fundamentando: “querer ignorar tal facto por razões políticas ou ideológicas é apagar a história do concelho do Barreiro”, ao que considerou: “A C.U.F marcou o desenvolvimento do Barreiro e a sua cultura de combatividade, resistência e solidariedade”. A esse desenvolvimento acrescentou ainda o: “contributo dos trabalhadores para que a C.U.F fosse o que foi”.

“Para a Ponte Barreiro/Chelas continuar a ser positiva, é preciso conseguir o desenvolvimento económico”

Entendendo o Barreiro como “um concelho marcado pela modernidade”, em que “toda a sua história está ligada às tecnologias e ao saber fazer”, o autarca referiu que o maior desafio que se coloca no presente é: “Que o Barreiro consiga ser neste século, o que foi no século passado” e acrescentou: “uma terra de desenvolvimento económico e que soube utilizar as tecnologias mais modernas para esse desenvolvimento”, assim considera que os elementos mais marcantes passam essencialmente pelo emprego e desenvolvimento económico e comentou: “Para a Ponte Barreiro/Chelas continuar a ser positiva, é preciso conseguir o desenvolvimento económico”.

Uma “narrativa que, de forma atractiva, conta como as fábricas nasceram e cresceram e como marcaram o Barreiro”.

Em representação da Comissão Coordenadora das Comemorações do Centenário da C.U.F no Barreiro, constituída pela CUF, Câmara Municipal do Barreiro e Quimiparque, José Leal da Silva sublinhou a importância de “lutar pelo desenvolvimento”, partilhando da opinião de que é esse o desafio do Barreiro. Da obra “O Futuro tem 100 Anos”, disse ser uma “narrativa que, de forma atractiva, conta como as fábricas nasceram e cresceram e como marcaram o Barreiro”. Através do que diz ser uma “ilustração e enredo moderno e ficcionado” é contada a história de um século onde não faltam as presenças do industrial Alfredo da Silva, dos trabalhadores barreirenses e “das lutas que marcaram o Barreiro”. E salienta a importância da obra para “se poder lembrar toda essa saga” que diz ser “parte do património e natureza do Barreiro”. E nesse lembrar da história, deu especial realce à juventude, a quem “cabe viver e transmitir uma história que é sua” e comentou: “construir o futuro, apagando o passado, não é futuro”.

“Uma história passada em tempo presente e que tem como pano de fundo a chegada da revolução industrial a Portugal”

“Um livro de ficção, com uma história passada em tempo presente e que tem como pano de fundo a chegada da revolução industrial a Portugal”, foi assim que Luís Rainha, o argumentista da obra, se referiu ao livro “O Futuro tem 100 Anos”. Da obra disse ainda que fala de um “período ambivalente”, no qual predomina “a acelerada revolução industrial” e com ela “o operariado começou a ser tratado de forma inédita”, mas que ficou igualmente marcado pelo “surgimento de grandes contestações sociais”. Por sua vez, o desenhador Jorge Mateus deixou palavras de agradecimento a Leal da Silva e Sardinha Pereira, ex-funcionário da C.U.F e antigo administrador-delegado da Quimiparque, por terem mostrado a arquitectura e espaços da C.U.F, elementos inspiradores para uma obra que Luís Alves, da Editora Bizâncio, expressou o desejo de que seja do agrado não só dos “amantes da banda desenhada”.

Andreia Catarina Lopes

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