No Dia da Cidade – “Barreiro Reconhecido”“Homenagear o Barreiro e o seu povo”
No seu discurso, o autarca defendeu que o desafio do Barreiro passa por “continuar a prestar um serviço a Portugal”, fazendo menção aos tempos da C.U.F e advogando que o Barreiro assuma o papel de centralidade na Área Metropolitana de Lisboa e, no trilho desse caminho, considerou: “É necessário ganhar o coração mas fundamentalmente o saber do povo do Barreiro para assumirmos e construirmos o Barreiro do futuro.”

Por Jornal Rostos
Em dia de homenagem ao “Barreiro e ao seu povo”, em que são reconhecidos os cidadãos que se destacaram em áreas diversificadas, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, considerou que: “todos eles de forma abnegada, uns de forma mais visível, outros de forma reservada prestaram serviços relevantes e contributos importantes ao concelho, à região e ao país”. E do Barreiro disse ser “uma terra de intervenção, de resistência, de combate, de luta e de modernidade cívica e social” e acrescentou: “fomos e somos uma terra de solidariedade”.
“O Barreiro quer continuar a prestar um serviço a Portugal”
O autarca considera que o desafio do Barreiro passa por: “continuar a prestar um serviço a Portugal”, entendendo que ao longo do século XX o Barreiro teve “um papel importante na economia nacional”, ao que destacou a presença da C.U.F no Barreiro, “o maior complexo industrial da Península Ibérica” e comentou: “mesmo que para isso tivéssemos de sofrer com a imensa poluição ou com as ocupações militarizadas”. E para levar a curso esse papel defende que o Barreiro “seja uma centralidade na Área Metropolitana de Lisboa, que tem de se assumir como uma cidade região e para isso tem de crescer para sul” e nessa centralidade fala do rio Tejo como o “elemento de união destas duas margens” e comenta: “É nesta Lisboa, cidade região, cidade polinucleada que o Barreiro se quer assumir como um grande e importante pólo e uma das suas principais centralidades”.
“É necessário ganhar o coração mas fundamentalmente o saber do povo do Barreiro”
E nessa centralidade defende que: “deve partir da especificidade do Barreiro, do seu passado, da sua história, da sua tradição e memória para construir o futuro e assumir a modernidade”, considerando que nesse caminho: “é necessário ganhar o coração mas fundamentalmente o saber do povo do Barreiro para assumirmos e construirmos o Barreiro do futuro”. E para esse futuro falou de algumas intervenções, no sentido em diz serem para “construir um concelho melhor ao nível do desenvolvimento económico e do emprego, da mobilidade interna e externa”, nesse sentido, fez menção à requalificação e alargamento do centro do Barreiro, às intervenções nas zonas ribeirinhas e sublinhou a importância de “se apostar na educação e formação” e defendeu uma “política sustentada economicamente”.
Quimiparque – “determinante para que o Barreiro assuma o papel de centralidade”
Sublinhou ainda a importância do “pólo ferroviário” e do território da Quimiparque, que considera ser determinante para que o Barreiro assuma o papel de centralidade e que “continue a ser um pólo de criação de riqueza” e chamou a atenção para o seu papel no reforçar da actividade portuária, no modernizar da actividade ferroviária e no fechar da malha urbana do concelho, assim como na atracção de novas empresas e tecnologias.
“Criar de forma criativa e moderna um sistema de mobilidade do concelho e supra concelhio”
Falou ainda na necessidade de se “criar de forma criativa e moderna um sistema de mobilidade do concelho e supra concelhio”, através da Ponte Barreiro/Chelas e da do Barreiro/Seixal, do Metro Sul do Tejo até Alcochete, defendendo também a “Gare do Sul nos TCB” e chamou ainda a atenção para a importância de políticas que visem reduzir o transporte individual e de “encontrar apoios para as corporações de bombeiros, um sistema de protecção civil e um sistema de saúde para o Hospital e Centro de Saúde estarem preparados para estes novos desafios”. Considerando que o “Barreiro novo” resulta do “conjunto de investimentos da câmara, do poder central e de particulares”. A terminar, voltou a referi-se aos homenageados da noite, sublinhando que “afirmaram, com a sua acção, o Barreiro de ontem e projectaram o Barreiro de amanhã, solidário, moderno, sempre actuante”.
Galardões – “Barreiro Reconhecido 2008”
Numa cerimónia que contou com a actuação do Grupo Coral TAB e da Banda Municipal do Barreiro, foram entregues aos bombeiros do concelho do Barreiro as medalhas de Bons Serviços e Dedicação de 10, 15 e 25 anos de serviço e as medalhas e os galardões – “Barreiro Reconhecido 2008”, que distingue cidadãos que se destacaram pela sua actividade ao serviço da comunidade. Os distinguidos foram: na área do Associativismo, José Batista, do Grupo Desportivo "O Independente"; na Acção Social, Solidariedade e Multiculturalidade, Elisa Esteves e o CATICA – Centro de Assistência à Terceira Idade de Coina e Arredores; no Desenvolvimento Económico, “Águas & Reis, Lda”; na Cultura, Artes e Letras, Os Fuzileiros Navais pela Sala-Museu do Fuzileiro, inaugurada no dia 30 de Junho de 1986; no Desporto, Carlos Almeida de Oliveira “Bóia”; no Trabalho, O Operário do Barreiro que simbolicamente foi entregue a Hélder Madeira, presidente da Assembleia Municipal; na Educação, Guilhermina Lobato que foi professora de matemática na Escola Secundária dos Casquilhos; na “Ciência, Investigação e Conhecimento”, José Augusto Batista, professor que actualmente trabalha para a Texto Editora; e na Resistência Anti-Fascista, Democracia, Cidadania e Luta pela Liberdade, (a título póstumo) Virgílio Azevedo, operário metalúrgico da C.U.F que se dedicou à intervenção política.
Andreia Catarina Lopes













