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Perspectivas

Assembleia Municipal do BarreiroO ex-Ministro da Saúde discordou do nome proposto para Administração do Hospital do Barreiro

. Entrou na Câmara Municipal do Barreiro projecto para construção de um Hospital Privado

. Barreiro cerca de 15 mil habitantes sem Médico de Familia

“Houve uma atitude de perseguição pessoal por parte de um Ministro que já não está no Governo, a alguém que lhe expressou opiniões contrárias, em matéria de âmbito extritamente técnico e profissional” - referiu Jorge Espirito Santo, deputado Municipal, independente, eleito pelo PCP/CDU, e nomeado como representante do municipio para o Conselho de Administração do Hopital do Barreiro.

Ministro Correia de Campos, em despacho que não deu a conhecer à Câmara Municipal do Barreiro considerava que “seria melhor que a indicação da Câmara fosse uma pessoa fora do Hospital”.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, em reunião com a actual Ministra da Saúde sublinhou que – “quem decide sobre o representante é a Câmara”, reconhecendo Ana Jorge que “a Câmara é soberana”.

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Assembleia Municipal do Barreiro O ex-Ministro da Saúde discordou do nome proposto para Administração do Hospital do Barreiro

Por Jornal Rostos

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, no decorrer da reunião da Assembleia Municipal do Barreiro deu a conhecer os resultados da reunião que foi realizada com a Ministra da Saúde.
Na reunião referiu o autarca foi abordado o tema da nomeação do representante do muncipio no Conselho de Administração do Hospital do Barreiro.
Carlos Humberto sublinhou que na reunião foi tomado conhecimento de um “despacho” do anterior Ministro da Saúde - “que nós não conhecíamos, que não nos tinha sido transmitido, onde o Ministro Correia de Campos considerava que seria melhor que a indicação da Câmara fosse uma pessoa fora do Hospital”.
Na reunião a Ministra da Saúde considerou que “a posição da Câmara é soberana, mas este era o despacho do Ministro anterior e iria fazer a comunicação formal à Câmara do Barreiro”.
Salientou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro que esta reunião foi – “há um mês e continuamos à espera da comunicação formal da Ministra sobre esta questão”.

Cerca de 15 mil habitantes sem Médico de Familia

Na reunião com a Ministra da Saúde foram abordadas matérias relativas à falta de Médicos de Família no Barreiro – “expressamos a nossa preocupação por cerca de 15 mil habitantes do concelho do Barreiro continuarem sem Médico de Familia e a ausência de cerca de 11 Médicos de Família”.

Avenida do Bocage “uma prioridade”

O autarca salientou que foi dada a informação que a resolução dos problemas relativos ao Centro de Saúde da Avenida do Bocage, para a ARS de Setúbal está considerada “uma prioridade”.
Carlos Humberto referiu ainda que na reunião foi referenciado o facto de a falta de médicos e enfermeiros dar origem à redução de serviços prestados no Centro de Saúde do Lavradio.

Hospital Privado no concelho do Barreiro

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro informou, ainda, que deu entrada nos serviços municipais um projecto tendo em vista a instalação de um Hospital Privado no concelho do Barreiro.

Ministra vai cumprir despacho de Correia de Campos

Ana Teresa Xavier, PSD, solicitou esclarecimentos dobre a data do despacho do Ministro Correia de Campos e quis saber qual a atitude da Câmara perante esta situação.
O presidente da Câmara esclareceu que o despacho foi efectuado em Novembro de 2007, sublinhando que – “à Câmara, nem formalmente, nem informalmente, nunca chegou nada”.
Carlos Humberto, esclareceu que a Ministra da Saúde, referiu que – “ia cumprir com o despacho do Ministro anterior, transmitindo formalmente à Câmara o conteúdo do Despacho”.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que na reunião informou sobre esta matéria a Ministra da Saúde que – “quem decide sobre o representante é a Câmara”.
“Até agora não tomámos nenhuma medida por duas razões, primeiro porque não temos razão para tomar, segundo não temos comunicação formal sobre a situação”.

Ministro da Saúde tomou “uma atitude ad homine”

Jorge Espírito Santo, independente, eleito na bancada PCP/CDU, que foi, também designado como representante pela Câmara Municipal do Barreiro para o Conselho de Administração do Hospital do Barreiro, sublinhou que este assunto – “tem a ver comigo directamente”.
“Aquilo que foi feito pelo anterior Ministro da Saúde foi, antes de mais um desrespeito por todo o Executivo da Câmara Municipal, porque reteve dois anos um processo de decisão e depois de exarar um despacho meteu na gaveta de propósito” – referiu Jorge Espirito Santo, que a atitude tomada pelo anterior Ministro da Saúde foi “uma atitude ad homine”, esclarecendo que o despacho o visava a ele próprio, porque no exercício das suas funções, enquanto presidente de um órgão de especialidade da Ordem dos Médicos, reagiu contra algumas decisões que envolviam entidades privadas.
Jorge Espirito Santo, recordou na sua intervenção o Relatório do Observatório de Saúde que alerta para a urgência de discussão de uma estratégia para o Serviço Nacional de Saúde, que poderá dentro de 5 anos não dar respostas aos legítimos direitos dos cidadãos.
Recordou que este Relatório comprova as posições que ao longo dos anos, sobre matéria de saúde, têm sido assumidas pela Assembleia Municipal do Barreiro, com os votos contra do PS.

Andamos num jogo de birras e tira teimas

Madalena Alves Pereira, PS, salientou que algumas posições tomadas foram por unanimidade, contando com o votos dos deputados do Partido Socialista.
A deputada socilista expressou as suas preocupações sobre a situação do Hospital do Barreiro, salientando que – “fico preocupada ao salientar que com a nomeação” está relacionadas com questões, “pessoais/profissionais que ultrapassam as questões políticas”
Referiu que isso a preocupa, “porque andamos num jogo de tira teimas e de birras, que em nada beneficia o Barreiro”.

Houve uma atitude de perseguição pessoal

Jorge Espirito Santo, respondeu que a deputada devia ficar preocupada por um membro de um Governo Socialista, perseguir alguém por ter opinião – “deve ficar preocupada, porque o que acabou de dizer não faz sentido.”
“Houve uma atitude de perseguição pessoal por parte de um Ministro que já não está no Governo, a alguém que lhe expressou opiniões contrárias, em matéria de âmbito extritamente técnico e profissional. Isto de facto deve preocupar” – referiu Jorge Espirito Santo.
Madalena Alves Pereira, respondeu sublinhando que se, Jorge Espirito Santo, sabia, se o facto de a sua opinião poder condicionar a nomeação, devia ter dito, “porque estamos a prejudicar o concelho do Barreiro”.
Jorge Espirito Santo, comentou se a nomeação devia ser feita pela competência e capacidade de exercer a função, ou se a razão da nomeação residia no facto de ter sido nomeado, e, por ter desagradado ao Ministro deveria resignar.
O deputado municipal acrescentou que informou, desde a primeira hora o presidente da Câmara, que quando entendesse poderia substituir o seu nome por outra pessoa.
“O que veio aqui dizer é que esta atitude do Ministro não merece condenação, o que merece condenação é o visado” – sublinhou Jorge Espírito Santo.
Madalena Alves Pereira, referiu que “não estava a fazer juízos de valor sobre o seu comportamento, nem sobre o comportamento do Ministro”.

Deviam ser tomadas medidas com recurso a Tribunal

Ana Teresa Xavier, PSD, comentou que, por tudo o que foi dito, pelo Presidente da Câmara a situação relativa ao representante do munícipio no Conselho de Administração do Hospital do Barreiro – “continua tudo na mesma e eu não concordo” e, neste contexto, defendeu que fossem tomadas medidas, se necessário com o recurso a Tribunais.
E, por outro lado, recordou que, sobre a decisão do Ministro de não aceitar o nome proposto pela Câmara, na sua opinião, sendo claro que “há um perseguido”, interrogou, se a lógica, de “para não ser perseguido é ser substituído?”

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