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Perspectivas

Joel Hasse Ferreira no Barreiro“Há necessidade de criação de uma política energética na Europa”

Joel Hasse Ferreira, eurodeputado socialista, salientou no Barreiro, que “há necessidade de criação de uma política energética na Europa” que aponte “uma estratégia europeia” e clarifique “a autonomia energética da Europa”.
O eurodeputado sublinhou, ainda, que em Portugal, “há uma grande expansão da energia eólica”, acrescentando que “fomos dos países que mais avançou na Europa”.

José Baptista, biólogo, alertou para a importância da agenda politica, estabelecer convergência com os cientistas, na resolução de problemas ambientais, quer do ponto de vista ciêntifico, quer tecnológico, sublinhando que acima de tudo este é um problema de desenvolvimento da cidadania

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Joel Hasse Ferreira no Barreiro “Há necessidade de criação de uma política energética na Europa”

Por Jornal Rostos

A Comissão Política Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, promoveu no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, um debate tendo como tema : “A importância das energias renováveis no actual contexto mundial”.
Foram convidados o eurodeputado Joel Hasse Ferreira e José Augusto Batista, biólogo,professor na Escola Secundária de Santo André.
Pedro Mateus, presidente da Comissão Política Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, na abertura dos trabalhos sublinhou as “preocupações sociais” como linha de acção do PS, visando divulgar que o “Barreiro tem um roteiro de pobreza”.
O líder socialista referiu que, na próxima semana, vai ser visitada a freguesia de Santo António da Charneca, com deslocação a uma zona critica, a Quinta da Mina.
Por outro lado, divulgou as diversas actividades que têm sido dinamizadas pela Comissão Política Concelhia do Barreiro e anunciou que na próxima 4ª feira, dia 16 de Julho, pelas 21,30 horas, realiza-se no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro um debate, tendo como tema : “Código de Trabalho”, com a participação de Pedro Marques, Secretário de Estado.
Pedro Mateus, sublinhou, na sua intervenção, que “vai ser um Verão quente para fazer oposição”.

Teorias da “sustentabilidade” já eram discutidas nos Estados Unidos da América nos anos 60

José Baptista, a abrir o debate sobre o tema : “A importância das energias renováveis no actual contexto mundial”, alertou para a importância da agenda politica, estabelecer convergência com os cientistas, na resolução de problemas ambientais, quer do ponto de vista ciêntifico, quer tecnológico, sublinhando que acima de tudo este é um problema de desenvolvimento da cidadania.
Recordou que, após o Renascimento, a ciência foi responsável pelos problemas ambientais, mas, nos tempos actuais, a ciência proporciona “modelos matemáticos” que permitem avaliar e estudar as situações, e, na sua opinião, se não existem acções concretas para intervir na resolução dos problemas ambientais, tal deve-se à inexistência de “estrátegia Política”.
Sublinhou que a industrialização criou riqueza e gerou desenvolvimento, mas na época não existiam recursos para avaliar os impactos ambientais.
Por outro lado, José Batista, salientou que a actual “crise energética” “não tem a ver com os recursos energéticos, mas, tem a ver com outras situações de ordem financeira.
Alertou para o facto de os recursos serem finitos, mas que “não há certeza cientifica que vão acabar”, podendo, certamente “acabar um dia”.
José Batista defendeu que é preciso “preparar a transição” e recordou que as teorias da “sustentabilidade”, hoje muitas vezes referenciadas, já eram discutidas nos Estados Unidos da América nos anos 60.

Potenciar energias alternativas um desígnio para o país

José Batista, na sua intervenção, para abrir o debate, reflectiu sobre a energia nuclear e considerou que “não se deve por preconceito colocar qualquer situação de lado”, sublinhando ser esta uma via de “exploração de energia para a indústria que não se pode colocar de lado”.
Por outro lado, considerou que Portugal, pela sua dimensão e posição geo- estratégica “tem peculariedades” que podem permitir “avaliar determinados tipos de opção” de energias alternativas, dando relevo à energia proveniente das marés, a energia solar e eólica.
Na sua opinião, Portugal podem ser um exemplo para o mundo, se “gerir os recursos com racionalidade” e colocar o aproveitamento das suas potencialidades energéitcas como “um desígnio para o país”, tendo por base uma estratégia e uma “articulação sistémica”.
José Batista, sublinhou que em Portugal, no que diz respeito a energias alternativas, “está a ser feita alguma coisa, mas, não está a ser mediatizado”.

Criar bioenergias sem desviar recursos alimentares

Joel Hasse Ferreira, salientou que o Barreiro, ao longo dos anos tem estado na “frente do futuro” na promoção de debates sobre os mais diversos temas.
O eurodeputado, começou por efectuar uma abordagem global, referindo que a crise energética que se está a viver, quer petrolífera, quer do “subprime” “não foi prevista com esta dimensão”.
E, acrescentou que no Mercado Único que “não tem governação económica” a “decisão política tem andado devagar”.
Joel Hasse Ferreira referiu a influência da Guerra do Iraque na actual crise, os problemas emergentes de situações em países como Nigéria, Venezuela, Rússia e Irão, assim como o “crescimento das economias” da China e da India.
Recordou, por exemplo, que os agricultores americanos têm vantagem em vender as suas produções agrícolas para fins energéticos e, neste contexto, criticou as politicas da União Europiea que também defendem esta estratégia.
Referiu o exemplo, que considerou positivo, do Brasil, na produção agríciola destinada à produção de etanol, uma experiência que, actualmente, está a ser acompanhada e desenvolvida pela Suécia.
Na sua opinião é fundamental “criar bioenergias sem desviar recursos alimentares”.

Definir cenários não é só para os cientistas é também para os decisores políticos

Joel Hasse Ferreira, que a nível europeu coordena o “Painel Ciêntifico e Tecnológico”, considerou essencial a elaboração de um “Catálogo de Energias Sustentáveis”, que contribua para incentivar a aplicação de energias renováveis, definindo estratégias de transição para as energias renováveis.
Neste contexto, salientou que vai ser desenvolvido um estudo colocando como cenário o ano 2030, que contribua para a definição de uma estratégia que aponte caminhos e dê resposta à pergunta : Como desenvolver as energias renováveis?
Na sua opinião “definir cenários não é só para os cientistas, é também para os decisores políticos”, de forma a serem estabelecidos “cenários rigorosos para algumas décadas”.
“Isto falta no plano europeu” – sublinhou Joel Hasse Ferreira, acrescentando que é necessário – “combater o afastamento entre os políticos e os cientistas”.
Na sua opinião – “há necessidade de criação de uma política energética na Europa” que aponte “uma estratégia europeia” e clarifique “a autonomia energética da Europa”.
O eurodeputado sublinhou, ainda, que em Portugal, “há uma grande expansão da energia eólica”, acrescentando que “fomos dos países que mais avançou na Europa”.

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