Projecto “SOS Bombeiros” no Barreiro – Bombeiros Sul e Sueste“Alerta em caso de incêndio de uma forma muito mais eficiente”

Por Jornal Rostos
O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste, Eduardo Correia sublinha a importância do “SOS Bombeiros”, um serviço que diz permitir “o alerta em caso de incêndio de uma forma muito mais eficiente”, apontando como mais-valia uma maior rapidez na detecção do incêndio. E expressando: “Esperamos que possa ter sucesso no Barreiro, para bem do Barreiro e de nós”, acrescentou que as receitas do acordo revertem para os Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste.
“SOS Bombeiros” surge “para servir a comunidade”
O representante da KonSegurança, Luís Santos, refere que o Projecto “SOS Bombeiros” surge “para servir a comunidade” e que pode ser estendido a todos os que possuam um equipamentos de segurança contra incêndios, o que na maior parte dos estabelecimentos é hoje exigido por lei, mas entende que a existência desses equipamentos “não chega ainda para evitar certas desgraças”. Considera que o projecto permite combater o método já antigo de ser detectado um incêndio: “alguém que vê o fumo chama os Bombeiros”. Refere que, em médiam um incêndio é detectado em cerca de 30 minutos, o que diz ser “muito tempo para ser combatido”. Com o “SOS Bombeiros”, que tem por objectivo “ganhar tempo” na detecção, sublinha que esse tempo passa para os 10 a 20 segundos e que é o quartel que “informa o comerciante e desloca para o local os meios de combate a incêndios”. Fala por isso em maior “rapidez e eficácia” de resposta, numa situação de emergência.
Adesão “barata e simplificada”
Relativamente à adesão deste serviço, Luís Santos diz ser “barata e simplificada”, referindo os valores de 15 euros para os pequenos comerciantes e de 60 euros nas grandes superfícies. Um custo que entende ser “simbólico”, “para que não seja a parte monetária um obstáculo para os comerciantes aderirem”, sublinha. E expressando a vontade: “que seja mais uma maneira de unir mais a população, especialmente a industrial e comercial, aos bombeiros”, comentou: “Todos podem contar com os Bombeiros, vamos ver com quem é que os Bombeiros podem contar”. Quanto às expectativas de adesão, o representante da KonSegurança refere que espera até ao final de 2008 “ter pelo menos 300 empresas ligadas”, à semelhança do que diz acontecer noutras localidades, onde já foi implantado o serviço.
Para rentabilizar o Sistema Automático de Detecção de Incêndios
O comandante Aníbal Luís chamou a atenção para o facto de o “SOS Bombeiros” rentabilizar um equipamento de segurança que é obrigatório por lei, na área da prevenção e segurança, o Sistema Automático de Detecção de Incêndios, e alertou para a necessidade de “o comerciante ver este equipamento como um investimento e não como uma despesa”. E sublinha que o facto de o sistema de segurança passar a funcionar directamente para os Bombeiros, sendo o próprio equipamento que alerta os bombeiros, permitindo que o incêndio seja “detectado em tempo útil”, sublinha, uma vantagem muito grande ou não pudesse ser o “tempo, o maior inimigo do fogo”.
Mudança para a Quimiparque prevista até ao final do ano
O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste sublinhou ainda a importância de uma maior aproximação entre as empresas e os bombeiros e recordou que com a mudança de instalações do quartel para a Quimiparque, estimada para o final do ano, a corporação passa a assumir as competências dos actuais bombeiros da Quimiparque, no domínio da segurança e de outras situações de emergência. E se até então os empresários pagam uma renda onde está incluída esse serviço de protecção que a Quimiparque presta, com o seu desaparecimento, espera que: “as empresas sejam sensíveis a essa mudança e canalizem essas verbas para nós”.
“Vamos mais próximo ainda do que é a nossa responsabilidade”
Não quis ainda deixar de sublinhar que a mudança para a Quimiparque significa que “vamos estar mais próximo ainda do que é a nossa responsabilidade” e adverte: “não significa que vamos descurar o meio urbano e semi-rural de Santo António”, lembrando que as zonas de responsabilidade da corporação passam pelas freguesias do Barreiro, Lavradio e Santo António da Charneca.
Andreia Catarina Lopes













