Concentração no Barreiro promovida pela CUSTEContra “o aumento desenfreado do custo de vida”
No final da concentração foi posto à consideração da população que a Pró comissão passasse a Comissão, o que acabou por acontecer. A CUSTE promete agora mais iniciativas, considerando que “deve de haver todo um conjunto de medidas que possibilitem um combate sério a este problema”.

Por Jornal Rostos
Paulo Deus, da Comissão de Utentes dos Serviços de Transporte e Energias (CUSTE), sublinhou que a concentração foi promovida tendo em conta o “aumento do custo de vida, influenciado pelo aumento do combustível e da electricidade”. A CUSTE defende, nesse sentido “medidas extraordinárias de ataque à escalada de preços de combustíveis” por parte do Governo, no que toca à “necessidade de congelar, pelo menos durante um período de tempo, o preço dos combustíveis” e reivindicando a utilização do chamado combustível verde para os transportes públicos e para outros sectores importantes da economia e uma política de incentivo aos transportes públicos, ao que Paulo Deus sublinhou: “nós até estamos num concelho bem servidos de transportes públicos, pode ser um bom exemplo a ser seguido em termos nacionais”.
“Os preços baixaram cerca de 4, 5 por cento, enquanto o preço do petróleo já baixou mais de 15 por cento”
Ainda sobre os combustíveis, Paulo Deus critica “a especulação de interesses que é feita pelas gasolineiras e petrolíferas”, ao que comenta: “os preços baixaram cerca de 4, 5 por cento, na melhor das hipóteses, enquanto o preço do petróleo já baixou mais de 15 por cento”, e é nesse sentido que advoga “um combate muito sério nestas questões”, ao que acrescenta: “Aquilo que o Governo fez, no nosso entendimento, não é nada, o chamado imposto ‘Robin dos Bosques’ para obrigar as empresas a pagar antecipadamente o IRC, não combate de forma nenhuma a especulação”.
Contra “a possibilidade de os consumidores, que pagam a electricidade, pagarem as dívidas contraídas por outros”
Outra reivindicação que é feita prende-se com duas questões que a Entidade Reguladora dos Serviços Eléctricos (ERSE) tem em consulta pública até ao final do mês e que Paulo Deus diz ser “a possibilidade de os consumidores, que pagam a electricidade, pagarem as dívidas contraídas por outros”, as facturas consideradas incobráveis, e contra “a possibilidade de a empresa aumentar trimestralmente os preços da electricidade”. “Questões que nos preocupam e pensamos que é necessário uma resposta firme que não tem havido da parte do Governo”, considera.
“Iremos ter com certeza mais iniciativas relacionadas com este problema”
Sobre a CUSTE, diz resultar de um grupo de amigos que se juntou, com cerca de seis, sete pessoas, “de forma a melhor defender os interesses dos consumidores” e expressa: “estamos aberto à participação de mais pessoas”. E na primeira iniciativa que marcou o início da actividade da Comissão prometem: “iremos ter com certeza mais iniciativas relacionadas com este problema”, considerando que “tem implicações directas a quem consome diariamente combustível, mas também indirectamente, porque os preços têm vindo a aumentar fundamentalmente por causa do aumento das energias”.
Andreia Catarina Lopes
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