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Câmara Municipal do BarreiroAcções políticas partidárias nas festas animam debate
. Festas do Barreiro com balanço positivo

Regina Janeiro, PCP/CDU, salientou que foram alcançados os “objectivos traçados” para as Festas do Barreiro e recordou que as festas foram visitadas por mais de 100 mil pessoas.

“As Festas do Barreiro deste ano marcam uma viragem positiva” – referiu Bruno Vitorino, vereador social democrata

Amílcar Romano, referiu que considerava “ética” e “politicamente” errado, “associar manifestações de partidos numa iniciativa da autarquia”.

Bruno Vitorino, PSD, comentou – “era o que faltava que por estar nestas funções de vereador não tivesse o direito de participar em actividades do meu partido”.

“Como presidente da Câmara não deixo de ser comunista. Como comunista sou presidente da Câmara.” – comentou Carlos Humberto, sublinhando que participou na acção referida por Amílcar Romano, enquanto “militante do PCP”.

7 min de leitura
Câmara Municipal do Barreiro Acções políticas partidárias nas festas animam debate . Festas do Barreiro com balanço positivo

Por Jornal Rostos

Na última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro a temática das Festas do Barreiro foi, também, um dos assuntos que animou a reunião.
Bruno Vitorino, PSD, no ponto antes da ordem do dia, referiu que as Festas do Barreiro de 2008, mereciam “nota positiva” e tinham uma “dimensão regional”, quer pelo seu cartaz de espectáculos, quer pela sua organização.
O autarca considerou essencial que na avaliação seja efectuada uma “crítica construtiva”, sublinhando que é importante – “elogiar o que é positivo”.
“As Festas do Barreiro deste ano marcam uma viragem positiva” – sublinhou, e, recordou a presença de empresas e instituições na MEI – Mostra Empresarial e Institucional, que valorizou no seu novo espaço e organização.

Pequena procissão de vereadores

Também sobre este tema, Amílcar Romano, PS, salientou que – “as Festas do Barreiro são um processo” e na sua opinião, “era inevitável um percurso de aperfeiçoamento”, acrescentando que é importante que este percurso “se mantenha”.
Por outro lado o autarca, teceu críticas ao que definiu de “pequena procissão de vereadores” que participaram numa iniciativa partidária, no decorrer das festas da autarquia, situação que considerou “não é de bom tom”, dado que, referiu, está-se a associar as Festas a “uma iniciativa política partidária” .“Não fica bem” – comentou Amílcar Romano.

Festas foram visitadas por mais de 100 mil pessoas

Regina Janeiro, PCP/CDU, salientou que foram alcançados os “objectivos traçados” para as Festas do Barreiro e recordou que as Festas foram visitadas por mais de 100 mil pessoas.
Na sua opinião os vários espaços estavam bem organizados, tendo a área das “Tasquinhas” alcançado um “salto qualitativo dando resposta a todas as regras exigidas pela ASAE”.
A autarca sublinhou que o “Espaço Juventude nas festas foi um ponto de encontro para os jovens” e referiu, igualmente, o “Espaço da Criança”, uma novidade bem recebida, onde todos puderam partilhar o “Livro Mágico sobre o centenário da CUF”.
Por outro lado referiu a realização da Feira do Livro, a qualidade dos espectáculos no “Palco das Marés”, assim como a organização do espaço da MEI, com “uma praça ponto de encontro” que proporcionou “momentos de conversa”.
Regina Janeiro, salientou que o tema das Festas, “o centenário da CUF no Barreiro”, estava bem presente para todos os visitantes, com um conjunto de fotografias e exposições.
A finalizar Regina Janeiro referiu o contributo “daqueles que constroem as Festas, os trabalhadores da autarquia”, o contributo de investidores, do Padre José Manuel, da Polícia de Segurança Pública e das duas corporações de Bombeiros Voluntários, assim como dos órgãos de comunicação social.

“Não estou a dizer que é PIDESCO”

Noutra intervenção, Regina Janeiro, referiu que Amílcar Romano não fez qualquer comentário sobre as Festas do Barreiro e dado que este ano, “foi às festas”, podia dar “os parabéns”.
Mas, referiu Regina Janeiro, que Amílcar Romano, preocupou-se mais com “o facto de alguém que pertence a um partido político”, acompanhar alguém da Direcção do seu partido numa visita às Festas.
“Não estou a dizer que é PIDESCO” – salientou a autarca, acrescentando que – “o sistema democrático permite que um eleito continue a ser de um partido”, e, neste contexto, sublinhou não perceber porque “uma pessoa eleita não possa acompanhar a visita de um deputado do seu partido”.
Regina Janeiro, referiu que Amílcar Romano deveria ter a “coragem de elogiar” e sublinhar que “as Festas do Barreiro foram boas”.

Até ao ano 2001 eram as “Festas das Farturas”

Numa outra intervenção, Amílcar Romano, referiu “eu acho que não é necessário estar a dar os parabéns pelas Festas”, acrescentando que, as Festas do Barreiro estavam sem qualidade, até ao ano 2001 eram as “Festas das Farturas”, disse.
Na sua opinião “após 2002, começou a haver uma cultura de Festas do Barreiro, que se tem mantido e bem”.
Por outro lado, acrescentou que este ano foi às Festas do Barreiro, porque “estava cá”, referindo que “bastou-me quatro anos que não tinha alternativa”.
Amílcar Romano, considerou “ética” e “politicamente” errado, “associar manifestações de partidos numa iniciativa da autarquia” e, na sua opinião, “isto não é perda de Liberdade”.
Tendo o presidente da Câmara Municipal do Barreiro referido que também participou no evento político criticado por Amílcar Romano, o vereador do Partido Socialista, afirmou – “o presidente é presidente de todos os barreirenses” e “isso não fica bem”.

Intervenção de Amílcar Romano deve ter sido “um lapso”

Bruno Vitorino, PSD, a propósito das críticas à “procissão” referida por Amílcar Romano, sobre a presença de forças partidárias nas Festas do Barreiro, comentou – “era o que faltava que por estar nestas funções de vereador não tivesse o direito de participar em actividades do meu partido”.
O autarca considerou que a intervenção de Amílcar Romano deveria ter sido “um lapso”.
“Tantos anos após o 25 de Abril” – referiu Bruno Vitorino, querer impedir que um eleito de uma força política não possa participar em actividades do seu partido, era algo com o qual expressava a sua discordância.

Esforço e a criatividade marcaram as festas pela positiva

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu ser importante “valorizar o êxito das Festas” e discordou de Amílcar Romano sobre a falta de qualidade das Festas antes de 2002, recordando o nível de alta qualidade dos programas, nomeadamente do “Palco das Marés”e outras iniciativas que marcaram as festas ao longo de anos.
“Cheguei a ponderar este ano não realizarmos as Festas do Barreiro” – sublinhou Carlos Humberto, devido às obras no centro da cidade e a transferência do Mercado 1º de Maio.
“O esforço e a criatividade, as soluções encontradas, contribuíram para superar as dificuldades, marcando as festas pela positiva” – salientou o autarca.

“Não me peçam para esconder que sou do PCP”

Carlos Humberto, por outro lado, comentou a acção política definida por Amílcar Romano como “procissão” referindo que “a adjectivação fica com o vereador Amílcar”, que “tem a sua opinião e eu tenho a minha”.
“Fui eleito pela lista do PCP/CDU, sou presidente da Câmara Municipal do Barreiro e toda a gente sabe que eu sou desse partido e não abdico desse facto” – referiu Carlos Humberto.
O edil acrescentou que “a isenção pura não existe”, acrescentando que na minha actividade de autarca “procuro ser isento”, no entanto, disse, “não me peçam para esconder que sou do PCP”.
Amílcar Romano comentou que foi uma acção em que o presidente e os vereadores do PCP, foram efectuar uma visita às festas “acompanhados de bandeiras do PCP”.
“Como presidente da Câmara não deixo de ser comunista. Como comunista sou presidente da Câmara” – comentou Carlos Humberto.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que participou na acção referida por Amílcar Romano, enquanto “militante do PCP”.

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