Carlos Humberto, presidente da Câmara do BarreiroO peão terá o papel fundamental no novo centro do Barreiro
. Vão manter-se a circular as cerca de 300 carreiras diárias no centro da cidade
. Atravessamento da Quimiparque poderá estar concluído até ao final do ano
“Toda esta intervenção visa transformar o centro do Barreiro, num centro mais atractivo, num centro onde as pessoas gostem de estar, um ponto de encontro, de passeio, de lazer, de comércio, é este o objectivo que pretendemos, com as obras na Avenida Alfredo da Silva e com esta obra no Mercado 1º de Maio” – sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, em conferência de imprensa.
Carlos Humberto deu relevo ao conceito que se tem para o centro do Barreiro que visa criar – “uma nova centralidade, numa cidade que quer ter um papel importante e dinâmico na Área Metropolitana de Lisboa, que precisa de um centro que ajude, assumir este papel e este dinamismo, que nós queremos para a nossa terra”.

Por Jornal Rostos
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, acompanhado da vereadora Sofia Martins e do vice presidente da Câmara Joaquim Matias, numa conferência de imprensa que se realizou no Café Tico-Tico, em pleno coração das obras que estão a decorrer na Avenida Alfredo da Silva, efectuou para os órgãos de comunicação social um balanço das referidas obras, referindo que “as obras até ao dia de hoje têm decorrido muitíssimo bem”, acrescentando que “existe um pequeníssimo atraso de dias relativamente ao que tínhamos previsto”.
Segundo o autarca, de acordo com os planos de trabalho estava prevista a abertura de um sentido de trânsito no dia 1 de Setembro, situação que deverá vir a concretizar-se até ao próximo fim-de-semana, no percurso entre a Rua Eça de Queirós e a Rua Miguel Bombarda.
Via rodoviária concluída até Outubro
Após a abertura deste troço ao trânsito será encerrada a zona da Avenida Alfredo da Silva, frente ao Parque Catarina Eufémia, prevendo-se que a intervenção nesta zona decorra entre duas a três semanas.
Após a conclusão deste troço será encerrada a zona entre o Parque e a Rua Miguel Pais, de forma a concluir-se toda a obra de renovação da Avenida Alfredo da Silva.
“Com esta metodologia iremos poupar 15 dias de obra na via rodoviária, Pensamos que se possa concluir ater meados de Outubro, a obra da via rodoviária” – sublinhou Carlos Humberto.
No que diz respeito às obras nos passeios, iluminação e outros prevê-se que a conclusão da obra venha a verificar-se na 1ª ou 2ª semana do mês de Novembro.
Construção de seis novos colectores
“Esta é uma obra de grande profundidade, porque foi preciso mexer e construir, integralmente de novo, os colectores das águas pluviais e os domésticos.
Além disso foi necessário secundários do colector principal doméstico” – referiu o autarca.
A obra implicou a construção de seis colectores, dois secundários para as águas pluviais, dois secundários para as águas domésticas e dois colectores principais.
Segundo o autarca os colectores secundários ficam localizados nos passeios, permitindo no futuro que possam ser efectuadas intervenções sem que o trânsito na zona seja afectado – “esta solução permite resolver problemas de futuro”.
Três zonas com fortes focos de iluminação
Carlos Humberto referiu, igualmente que as obras em curso, irão permitir que sejam alargados os passeios, cerca de 2 metros e meio, serão colocadas na zona cerca de 100 árvores, nas quais existirão focos de luz, existindo ao longo da Avenida Alfredo da Silva, três zonas com reforço de iluminação, um junto à nova Rotunda no final da Avenida Alfredo da Silva ( junto ao FORUM BARREIRO), outro junto ao Mercado 1º de Maio, outro na Rua Miguel Pais.
Um centro onde as pessoas gostem de estar
Carlos Humberto, salientou que a intervenção no Barreiro Centro, pata além das obras na Avenida Alfredo da Silva, integra a obra no Mercado 1º de Maio, que está a decorrer, o Parque de Estacionamento, igualmente em construção, e, a criação da “grande praça, ponto de encontro, que será na zona entre o Mercado e o Parque Catarina Eufémia”.
“Toda esta intervenção visa transformar o centro do Barreiro, num centro mais atractivo, num centro onde as pessoas gostem de estar, um ponto de encontro, de passeio, de lazer, de comércio, é este o objectivo que pretendemos, com as obras na Avenida Alfredo da Silva e com esta obra no Mercado 1º de Maio” – sublinhou o autarca.
Uma nova centralidade
Por outro lado o autarca, referiu que ainda não foi decidido se vai ser feita a intervenção na Rua Miguel Bombarda, sublinhando que “o estudo está a ser feito”.
Carlos Humberto, sublinhou, igualmente que está em fase final o estudo de tráfego para a freguesia do Barreiro.
O edil recordou que o “trabalho tem decorrido relativamente bem”, apesar de ser uma obra complexa, com muitas infra-estruturas no subsolo, dando relevo “à forma profissional como a obra tem decorrido, com o cumprimento, no essencial dos prazos”.
Carlos Humberto deu relevo ao conceito que se tem para o centro do Barreiro que visa criar – “uma nova centralidade, numa cidade que quer ter um papel importante e dinâmico na Área Metropolitana de Lisboa, que precisa de um centro que ajude, assumir este papel e este dinamismo, que nós queremos para a nossa terra”.
Salientou que a circulação automóvel será efectuada a velocidade reduzida, com o máximo de 30 Km/hora, com condicionalismo de estacionamento, embora vão existir 15 pontos destinados a cargas e descargas.
“Será uma zona onde o peão terá o papel fundamental.” – sublinhou, embora para que seja mantida a dinâmica da zona seja mantida a circulação de trânsito, nos dois sentidos.
Alargamento da via rodoviária em meio metro
Sobre o facto, recentemente referido, na opinião pública, que as obras realizadas não tiveram em conta a circulação de dois autocarros em simultâneo, obrigando a alterações de alargamento da via rodoviária, o presidente da Câmara sublinhou, que a obra foi “pensada com o objectivo de privilegiar o peão, com trânsito condicionado e de baixa velocidade”.
Recordou que existem várias ruas de 6 metros no concelho do Barreiro onde circulam dois autocarros.
No entanto, referiu que tem sido efectuado um acompanhamento diário das obras e estabelecendo contactos com os comerciantes.
“Andamos na rua, ouvimos as opiniões e temos em conta as opiniões” – sublinhou, nesse sentido, apesar do ponto de vista técnico, ser viável a circulação de dois autocarros, quer pela experiência do concelho, que outras ao nível internacional, foi decido, “alargar a estrada em mais meio metro”.
Segundo o autarca esta decisão de alargamento da via rodoviária não coloca em causa o conceito global da obra, porque se tal acontecesse, não seriam efectuadas quaisquer alterações.
Carlos Humberto, referiu que existia uma opinião alargada que iriam existir dificuldades na circulação de dois autocarros, embora sendo opiniões de “carácter subjectivo” e tendo em atenção as opiniões expressas, indo ao encontro ao sentimento expresso, que não corresponde à análise técnica, foi decidido o alargamento da via rodoviária.
Vão manter-se a circular as cerca de 300 carreiras diárias
Joaquim Matias, referiu que dois autocarros circulam na via de 6 metros, sendo este um conceito utilizado em todas as cidades do mundo.
“Gerou-se um factor psicológico com as questões de segurança.” – sublinhou.
Por outro lado, salientou que a nova via rodoviária não vai permitir que sejam efectuados estacionamentos temporários, acrescentando que o alargamento não vai alterar o conceito, mas, “psicologicamente coloca a estrada em melhores condições de segurança”.
“Vão manter-se, nesta zona as cerca de 300 carreiras de autocarros que circulam diariamente nos dois sentidos” – sublinhou.
Delegado de Saúde solicita intervenção da Inspecção de Trabalho
Outra questão levantada foi relativa à suspensão das obras devido a uma intervenção da Inspecção do Trabalho.
Carlos Humberto, salientou que o Delegado de Saúde, pediu a intervenção da Inspecção de Trabalho.
“Sobre esta matéria não me pronuncio. É o papel do Delegado de Saúde” – disse.
Segundo o autarca a obra esteve suspensa temporariamente mas já recomeçou, estando a ser resolvidos os problemas existentes.
Segundo a vereadora Sofia Martins, existem problemas com as obras em profundidade – as valas - estes estão suspensos, até à aprovação do Plano de Segurança, as obras à superfície estão a decorrer com normalidade.
Atravessamento da Quimiparque até ao final do ano
Carlos Humberto sublinhou que “há duas obras complementares” ás obras do centro do Barreiro – a ligação ao Largo das Obras, outra a ligação do Largo das Obras à Quimiparque.
“Não estamos ainda em condições de dizer prazos” – disse.
Quanto ao atravessamento da Quimiparque, “na melhor das hipóteses não estará concluído antes do fim do ano”.
No que diz respeito à ligação da Rotunda da Avenida Alfredo da Silva – ROSSIO – ao Largo das Obras, “não existem com garantias prazos”.













