Saltar para o conteúdo
Perspectivas

“Jantar com Rostos” - Matias Lopes - Administrador do FORUM Barreiro“Extremamente contente e apaixonado” pelo projecto para o centro do Barreiro

Inauguração do Forum a 4 de Novembro

Lançamento publicitário do Fórum: “O Barreiro vai estar dois meses e meio na MTV”

De 115 lojas do Forum, mais de 90 já têm contratos assinados

Mercado não será apenas um edifício novo mas também um novo modelo de gestão

Que “o estacionamento no mercado funcione na óptica de conveniência dos utilizadores do Mercado”

Realizou-se ontem, à noite, no Restaurante Palácio Alfredo da Silva, a iniciativa: “Jantar com Rostos”, com o convidado Matias Lopes, director-geral no Sul da Europa da Multi Mall Management, que disse estar “extremamente contente e apaixonado” pelo projecto para o centro do Barreiro. Sobre o Forum Barreiro, cuja abertura está prevista para o dia 4 de Novembro, diz ser um elemento gerador de emprego e atenção a médio e longo prazo e um “indicador da auto-estima dos Barreirenses”.

Um “projecto que diz ser de “paixão” e que, em conjunto com o Mercado novo e lojas de rua, “funcione como um centro de rua”.

10 min de leitura
“Jantar com Rostos” - Matias Lopes - Administrador do FORUM Barreiro “Extremamente contente e apaixonado” pelo projecto para o centro do Barreiro

Por Jornal Rostos

Matias Lopes, director-geral no Sul da Europa da Multi Mall Management, empresa do Grupo Multi Corporation, responsável pela gestão dos centros comerciais da empresa, apresentou o Forum Barreiro como sendo um elemento gerador de emprego e atenção a médio e longo prazo e um “indicador da auto-estima dos Barreirenses”, por acreditarem que “a partir de agora tudo irá ser melhor”. Disse ser ainda um “projecto de paixão”, que juntou os intervenientes que se “apaixonaram pelo Barreiro”.

“Extremamente contente e apaixonado” pelo projecto para o centro do Barreiro

A nível pessoal, Matias Lopes diz estar “extremamente contente e apaixonado” pelo projecto para o centro do Barreiro, ao que comenta: “que começo a ver que se começa a congregar” e considera que “falta marca ao Barreiro”, ao que acrescenta: “para além do orgulho, temos de trabalhar para que a auto-estima cresça, mas para isso as pessoas tem de sentir que têm acompanhamento e apoio e isso não é um acto político, é um acto de acreditar”. Adiantou que a abertura do Forum Barreiro está prevista para o dia 4 de Novembro, data em que diz que irá ocorrer um “grande evento de inauguração”, ao que referiu que foram endereçados 600 convites internacionais. Falou ainda no lançamento publicitário do Forum, referindo que: “O Barreiro vai estar dois meses e meio na MTV”. Sobre o investimento da Multi no Barreiro comenta: ““não somos mecenas, estamos a fazer um caso claro de investimento Multi, como fazemos na Europa”.

Necessidade de gestão profissional do comércio

Fazendo uso dos seus 18 anos de experiência de centros comerciais, chamou a atenção para a necessidade de uma gestão profissional dos centros comerciais, onde haja apoio de consultadoria diário e acompanhamento profissional dos lojistas e comenta: “Comércio são compostos de dinâmica e de entrega de cada uma das pessoas que tem essa actividade, no sentido de satisfazer os clientes e essa dinâmica tem de ter por perto a gestão”.

Centros comerciais em Portugal - “a indústria está a estruturar-se”

Sublinha ainda o facto de a criação de centros comerciais ser recente em Portugal e adiantou: “a indústria está a estruturar-se”, mas chamou a atenção para a importância de se “ganhar motivação nos comerciantes”, o que diz que também deve ser implementado no comércio de rua.

“Precisava que do outro lado da rua houvesse um outro gerador que fizesse com que a cidade funcionasse como um grande centro comercial”

Para o projecto no centro do Barreiro, disse que logo teve a noção da importância de se manter o Mercado Municipal no mesmo lugar, ao que expressou: “precisava que do outro lado da rua houvesse um outro gerador que fizesse com que a cidade funcionasse como um grande centro comercial”, referindo que “se não tiver um produto profissional que satisfaça as pessoas, elas vão para fora” e acrescentou: “temos uma nata de consumidores dentro do Barreiro que é nacionalmente das melhores que existem”. Considera também que o Fórum Barreiro representa uma oportunidade de melhorar significativamente a auto-estima das lojas e lojistas e também de chamar a atenção de investidores exteriores, no sentido em que diz: “para termos operadores de rua que façam com que o centro da cidade funcione como um centro de rua”, à semelhança do que diz acontecer no Chiado.

“Estas pessoas só podem ser acusadas de ‘believers’”, por “acreditarem que é possível dar a volta ao Barreiro”

Sobre o projecto do actual executivo camarário para o centro da cidade, considerou: “estas pessoas só podem ser acusadas de ‘believers’”, por “acreditarem que é possível dar a volta ao Barreiro” e sublinha: “é extremamente complicado mexer no centro de uma cidade". Sobre as obras que decorrem, considera: “acho que está a correr muito bem”, ainda que reconheça que: “o desconforto provocado nas pessoas que vivem no eixo Stara Zagora, Miguel Bombarda e Alfredo da Silva é brutal” e acrescenta: “precisamos de passar esta fase muito complicada de ‘expectativas’”. Nesse sentido, sublinha a importância de se acreditar no desenvolvimento da cidade, ao que remata: “e não há nenhum partido que não o queira”.

Forum Barreiro “passe a ser a alternativa para não comprar noutros lados” fora da cidade

Do Forum, enquanto “gerador económico”, diz que vai precisar de fazer retenção de vendas, em relação à Margem Sul, de 35 a 40 milhões de euros por ano, que diz incluir os sete a dez milhões de euros por ano da superfície alimentar, o que entende ser possível e que diz significar a “capacidade de retenção de cinco ou seis por cento do que o que as pessoas que vivem na cidade consomem fora” e que passa pelo facto de tornar possível que o “Forum Barreiro passe a ser a alternativa para não comprar noutros lados”, fora da cidade.

Das 115 lojas do Forum, mais de 90 já têm contratos assinados

Das 115 lojas do Forum, mais de 90 já têm contratos assinados o que, no seu entender, representa “um sucesso brutal”, e que algumas das lojas em que falta assinar contrato estão destinadas a lojistas locais. Desses números, adiantou ainda que 43 lojistas já estão em obra no Fórum e que 70 já têm o espaço na sua posse. Disse ainda tratar-se de um fórum pequeno, com lojas “no geral pequenas” e actualmente refere que o Forum passa pela “fase do detalhe do detalhe do detalhe”. A partir do dia 27 de Outubro e até ao dia de inauguração, a 4 de Novembro, diz que “vão ser muitos ‘carros TIR’ a passar por aqui”, uma vez que será a fase de montagem e preparativos para a abertura, uma fase que diz que já está prevista: “a polícia e os bombeiro detalharam estratégias para essa altura, esteja ou não o Largo das Obras feito”.

Estacionamento no Forum - irão existir formas de aliviar a taxa de pagamento dos lugares

Do parque de Estacionamento do Forum que será pago, adianta que irão existir formas de aliviar essa taxa, que ainda se encontram num processo de análise, mas referiu que podem passar por compensar os clientes que fizerem compras no Forum, tendo a vantagem de estacionar gratuitamente, ou de haver estacionamento gratuito em determinadas horas ou dias. Quanto à necessidade de ser tarifado o estacionamento, sublinhou: “cada lugar custa-nos 14 mil euros de investimento”.

Mercado não será apenas um edifício novo mas também um novo modelo de gestão

Sobre a zona do mercado e praça adjacente, fez menção ao papel do arquitecto Joan Busquets que diz que se “apaixonou pelo Barreiro”, ao que comentou: “passado uma semana já tinha um relatório completo do centro da cidade” e fala da importância de ter apresentado um “conceito completamente inovador” para o espaço. Do novo Mercado diz que não será apenas um edifício novo mas que também terá um novo modelo de gestão, “que permita a satisfação dos clientes”. Relativamente à praça adjacente, que diz que será um espaço de animação, expressou: “que o ponto de Estátua tenha uma nova vida, tenha lá a Estátua ou não”.

Que “o estacionamento no mercado funcione na óptica de conveniência dos utilizadores do Mercado”

O estacionamento no Mercado e a forma como será gerido foi uma dos assuntos levantados no período de debate, ao que Matias Lopes referiu que não será a Multi a gerir esse espaço: “não faço gestão de parques de estacionamento públicos”, sublinhou e adiantou que actualmente a gestão do parque é da Multi mas que se encontram em negociações com outras entidades e realçou: “mas essa empresa é obrigada a cumprir o contrato de programa”. O que considera importante é que “o estacionamento no mercado funcione na óptica de conveniência dos utilizadores do Mercado”, ao que acrescenta: “a falta de rotação de clientes no estacionamento provoca prejuízo ao mercado”, mas não deixou ainda de lembrar a existência de privilégios para residentes. Ainda sobre estacionamento, adiantou: “há estudos que podem apontar para outras medidas de estacionamento nas ruas”.

Supressão do 3 piso - “tecnicamente não preciso dele”

Quando questionado pela razão pela qual foi suprimido o terceiro piso que constava do projecto inicialmente desenhado para o espaço, lembrou que na altura o projecto não contemplava um Fórum e respondeu: “tecnicamente não preciso dele”. Dos 750 lugares de estacionamento diz que a ocupação total será não mais do que 250 lugares.

Atravessamento pela Quimiparque “é o que queremos, que esteja pronto, e estamos a intervir para que isso aconteça”.

Em relação às acessibilidades ao Fórum e no que diz respeito ao atravessamento pela Quimiparque, tendo sido questionado se estaria em funcionamento aquando a abertura do Forum, apesar de essa realidade parecer difícil, Matias Lopes comentou: “é o que queremos, que esteja pronto, e estamos a intervir para que isso aconteça”. Relativamente aos transportes públicos, sublinhou que sempre que é construído um centro comercial consultam os transportes públicos para saber se é possível a existência de carreiras especiais que possam privilegiar o acesso ao Fórum, mas adianta: “normalmente essas carreiras não têm rentabilidade e acabam por não funcionar”.

“Não fazemos centros comerciais iguais”

Quanto a especificidades do Fórum Barreiro relativamente a outros centros comerciais, Matias Lopes começou por sublinhar: “não fazemos centros comerciais iguais” e de novidades falou no Sistema Digital de Comunicação entre as lojas e de ecrãs de última geração YDreams ao dispor dos clientes, onde se poderá consultar e escrever. A optimização de energia também é uma questão que diz estar presente. E não deixou de falar que no final do primeiro ano o centro comercial deverá ter tudo preparado para ser certificado em termos energéticos pela certificação ISO 14001.

“Para o centro ter qualidade tem de mudar a forma de uso”

Para o projecto do Forum Barreiro, Matias Lopes conta que os jovens e a noite do Barreiro Velho serviram de inspiração, assim como a cidade de Manhattan, no condado de Nova Iorque. E sobre o comércio de rua diz que pretende também “convidar os lojistas de rua a olharem para as suas lojas e fachadas” e defende: “para o centro ter qualidade tem de mudar a forma de uso”. Um desafio que diz que “provoca desconforto” mas que “vai trazer qualidade”.

Próximo “Jantar com Rostos” com a vereadora Regina Janeiro

De sublinhar que o próximo “Jantar com Rostos” será no dia 16 de Outubro, com a convidada Regina Janeiro, vereadora responsável pelo Departamento de Acção Sócio-Cultural (DASC) da Câmara Municipal do Barreiro, sob o tema: “Política Cultural no Barreiro”.

Andreia Catarina Lopes

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção