IV Exposição de Veículos Antigos no BarreiroAproximar os clássicos desportivos das pessoas e sensibilizá-las para a sua conservação
Ontem, foi inaugurada a “IV Exposição de Veículos Antigos no Barreiro”, que vai estar até ao dia 28 de Setembro no Parque da Cidade, este ano direccionada aos Clássicos desportivos. Trata-se de uma iniciativa da Associação dos Amigos dos Veículos Antigos e Clássicos (AAVAC), em parceria com a Câmara Municipal do Barreiro. Uma exposição cujo objectivo passa por aproximar os veículos clássicos desportivos das pessoas, assim como sensibilizá-las para a sua conservação.
O Ford A de 1930, o Ferrari 308 e o Jaguar E TYPE, que está na lista dos “100 mais bonitos carros” de todos os tempos, são alguns dos carros que podem ser vistos, a par dos veículos dos pilotos Adalberto Melin, o Alfa Romeo 2000 GTV e o Hillman IMP, de Veloso Amaral, que correm com as cores da AAVAC/C.I.C.

Por Jornal Rostos
Na exposição estão presentes 19 automóveis, veículos com história na área desportiva, desde o Ford A de 1930 ao Ferrari 308. Outros destaques vão para os veículos dos pilotos Adalberto Melin, o Alfa Romeo 2000 GTV e o Hillman IMP de Veloso Amaral, que correm com as cores da AAVAC/C.I.C. Podem ser vistos também dois Lótus dos anos 70, o Elan Sprint e o Seven S4 e o inglês Jaguar E TYPE, de 1974, que está na lista dos “100 carros mais bonitos ” de todos os tempos.
“É preciso amar os carros clássicos e quem os ama, tem-nos para toda a vida”
Manuel Monteiro, de 58 anos, foi instrutor de condução da força aérea e daí o gosto por automóveis clássicos, razão pela qual que se tornou sócio da AAVAC. Já há oito anos que tem um Mercedes 220 D/8 e por isso sabe bem os cuidados que são necessários para manter um automóvel clássico: “tem de estar debaixo de telha e não pode apanhar humidade”, mas sublinha: “mas posso ir com ele para a Alemanha que ele vai e vem”.
Da exposição, considera que é “importante para não deixar morrer estes carros” e sublinha o papel dos clubes no fomentar da preservação dos automóveis. Para ter um veículo antigo, diz ser essencial gostar do veículo, referindo: “são carros que requerem muito cuidado” e acrescenta: “É preciso amar os carros clássicos e quem os ama, tem-nos para toda a vida”.
Para “atrair mais pessoas ao Parque da Cidade”
Luís Malta, de 37 anos, é do Barreiro e enquanto se entretinha a fazer registos dos modelos expostos, não deixava de sublinhar que a mostra é importante não só para divulgar os automóveis clássicos desportivos mas também para “atrair mais pessoas ao Parque da Cidade”. Quanto à sua preferência, refere que o modelo Austin Healey 3000 MKII lhe despertou mais a atenção, um veículo com o estilo típico dos desportivos ingleses dos anos sessenta.
“Um certame de importância para os amantes da modalidade”
“Um certame de importância para os amantes da modalidade”, sublinhou António Alpalhão, de 62 anos, que veio com a esposa ver os automóveis expostos no Parque da Cidade e gostou particularmente de ver os carros de rali dos anos 60, tendo ficado surpreendido com o Hillman IMP: “não conhecia este modelo de competição”, comentou. A visita à exposição acabou também por lhe trazer à memória o Cooper S 1300 verde-escuro que teve em tempos e, com alguma nostalgia, comentava: “se soubesse o que sei hoje, tinha ficado com ele”. A sua esposa, Maria José Alpalhão, também se mostra adepta dos veículos clássicos e na exposição, a sua preferência foi para o Ferrari 308 GTSI dos anos 80 e para o inglês MG TF de 1954, automóveis que considerou “fora de série”.
Recordar outros tempos
“A minha paixão de vida era ser mecânico”, conta Luís Valente, de 62 anos, e diz ser esse gosto que o leva a apreciar tanto os automóveis. Enquanto observava o americano Chevrolet Camaro Sport Coupé de 1967, recordava um carro que comprou nos anos 50 por dez contos e que até tinha nome, chamava-se “Fátima”, porque o seu registo era de 13 de Maio. A visita pela exposição ia despertando-lhe as memórias de outros tempos e mostrava-se com vontade de comprar um clássico, ainda que ainda não tenha em mente o modelo: “um dia se comprar um carro vai ser com mecânica tradicional, que esteja em boas condições, os carros eléctricos não me dizem nada”, comentava.
Em termos de visitas são esperados, à semelhança de outros anos, perto de mil pessoas a visitar o certame nestes três dias, que contam com a animação com modelos/ manequins, hoje, na tarde de sábado e no domingo, pelas 16 horas, pela demonstração da Escola de Samba “Batucada”.
Andreia Catarina Lopes













