Na Moita - Moinho de Maré de Alhos VedrosExposição da obra de Rui Monteiro Leite
Foi inaugurada no Moinho de Maré de Alhos Vedros, no concelho da Moita, uma exposição de Rui Monteiro Leite, numa organização conjunta da CACAV – Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros e ARTESFERA – Associação de Artistas Plásticos do Barreiro, com o apoio da Câmara Municipal da Moita.
A exposição vai estar patente ao público até ao dia 5 de Outubro.

Por Jornal Rostos
Joaquim Raminhos, da CACAV na abertura da exposição referiu que a realização desta exposição tinha o simbolismo de marcar “uma recordação de um amigo da CACAV”.
Francisco Beja , da ARTESFERA, sublinhou que “era difícil falar de Rui Monteiro Leite, um amigo que estará sempre junto de mim”, que tenho “como uma referência”.
Sublinhou, que Rui Monteiro Leite “teve a coragem” de com o seu trabalho criativo, procurar estabelecer a ponte entre a “ciência” e a “Religião” – “procurou tocar estes dois pólos com intensidade”, assumindo com consciência que a “arte é sempre transcendência.”
1º prémio do 1º Concurso de Arte de Pequeno formato
Fernanda Gaspar, presidente da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, recordou que Rui Monteiro Leite, foi o vencedor do 1º prémio do 1º Concurso de Arte de Pequeno formato, promovido pela Junta de Freguesia de Alhos Vedros.
A autarca recordou o seu “traço infantil” e marcado de “simplicidade”.
Vivina Nunes, vereadora da Câmara Municipal da Moita, responsável pelo pelouro da Cultura, recordou que, no Concurso referenciado por Fernanda Gaspar, integrou o júri, e, para recordar apresentou o quadro vencedor que faz parte do património da Câmara Municipal da Moita.
O quadro com o qual Rui Monteiro Leite venceu tinha o título : “A possibilidade de pensar”.
Vivina Nunes, convidou os presentes a ver a exposição, a olhar a obra de Rui Monteiro Leite e, disse, “ao voltarem para casa com inquietações, polémicas, que possam encontrar na obra exposta, isso será bom, porque é assim, com inquietações e polémicas é que nós crescemos como pessoas”.
A mãe de Rui Monteiro Leite, presente, com emoção disse apenas – “não consigo dizer nada. Obrigado”.
Ana Teresa Xavier, irmã, pediu a Francisco Beja para ler um poema de Rui Monteiro Leite – “esse poema diz tudo”.
Nascemos e morremos em nós,
Vivemos e sofremos nos outros,
Em todos que também somos nós.
Teresa Monteiro Leite Xavier, no texto do catálogo da exposição escreve : “Sentir o Rui é algo permanente, falar dele é mais difícil, porque felizmente as palavras nunca podem esgotar o seu ser.
Para o Rui a história era o envelhecer do tempo, por isso conseguia dialogar com Platão, discutir com Kant, ou mais importante ainda, da mesma forma e com a mesma atenção, conseguia ouvir os que com ele conviviam e gostar do que ouvia.
Privilegiava o sentido estético da Arte, mas tinha a humildade de aceitar que o belo era algo que não podia ser definido”.
A finalizar, Teresa Monteiro Leite Xavier, escreve – “A sua palavra preferida era “Verdade”- Como sabemos a verdade não é algo que alguém possa decidir aceitar ou não, pois esta opção está apenas reservada à mentira. Ainda bem que o Rui conseguiu viver a sua verdade.”
De referir que entre os presentes na inauguração da exposição da obra de Rui Monteiro Leite a presença de Isabel Seruca, Fátima Romão, Pedro Miranda da Silva, Cravo Branco, artistas plásticos e Mendes Costa, ex- vereador da Câmara Municipal do Barreiro, para além de muitos amigos e familiares.
Uma viagem pela obra de Rui Monteiro Leite
A marcar a abertura da exposição foi projectado um vídeo que levou os presente a uma “viagem” pelo atellier de Rui Monteiro Leite, algumas das suas obras em papel que ficaram na sua secretária de trabalho, um conjunto de quadros que estavam “guardados” e diversos dos seus diversos trabalhos.
De sublinhar que o vídeo permitiu aos presentes “mergulhar” nas “gotas de vida”, luz, cor e musicalidade que podemos encontrar nos trabalhos de Rui Monteiro Leite – uma obra onde está permanente viva a intencionalidade de fazer-nos mergulhar na criança que existe dentro de nós, ou nos primórdios da arte rupestre, onde as cores primárias têm intencionalidade artística.
Rui Monteiro Leite
-Síntese Biográfica
Rui Carlos Nobre Duque Monteiro Leite, nasceu em Lisboa em 1962. Viveu e exerceu a actividade artística no Barreiro. Faleceu a 10 de Junho de 2008.
Artista Plástico, poeta, ensaista e teórico. Expôs com regularidade desde 1986 no campo da pintura, inatalação e happenings culturais de diversos níveis.
Estudou, sucessivamente, engenharia mecânica no Instituto Universitário de Trás-os-Montes e Alto Douro e Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e Teologia na Universidade Católica de Lisboa. Curso de Parapsicologia Científica sob a direcção do Prof. Dr. óscar Quevedo (S.J.) a convite da Faculdade de Filosofia de Braga. Estudos particulares de Artes Plásticas com a pintora Isabel Seruca.
Sócio fundador da ARTESFERA e do Espaço Artelier, membro da Sociedade Nacional de Belas Artes, da Sociedade Portuguesa de Autores e do Clube Português de Artes e Ideias.
Ex- Administrador da Sociedade para a Promoção do Conhecimento SPPC-SA, e Director Pedagógico Instituto Newton.
Colaborador permanente do Jornal do Barreiro, da Revista Aeterna e Jornal Rostos, escreveu com regularidade em diversos formatos sobre temos ligados à arte.
Está representado em diversas colecções particulares e oficiais: Museu da Marinha, Hospital Militar, Instituto Português da Juventude, Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer, Associação dos Antigos Estudantes do Liceu de Cabo Verde, Laboratórios Pfizer, Câmara Municipal do Barreiro, Câmara Municipal da Moita e Câmara Municipal de Lisboa.













