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Gabinete de Arquivo e Gestão Documental – BarreiroLança Guia da “Doação do espólio da família Costa Mano – Fundo Fotográfico”

Numa iniciativa da Câmara Municipal do Barreiro, promovida pelo Gabinete de Arquivo e Gestão Documental, no dia 30 de Setembro, foi lançado o livro-guia dedicado à “Doação do espólio da família Costa Mano – Fundo Fotográfico”, um acontecimento que teve lugar no edifício, onde aquele serviço funciona, no Bairro Operário da CUF.

É através de doações de espólios de famílias, associações ou qualquer outra entidade que estes guias documentais fazem sentido, referiu Isabel Soares, responsável pelo Gabinete de Arquivo e Gestão Documental da Câmara Municipal do Barreiro.

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Gabinete de Arquivo e Gestão Documental – Barreiro Lança Guia da “Doação do espólio da família Costa Mano – Fundo Fotográfico”

Por Jornal Rostos

“Uma fotografia é o registo de um acontecimento…” - o Barreiro Antigo é a nossa memória e nele nasceu o novo Barreiro, foi a ideia força sentida no lançamento do livro da “Doação do espólio da família Costa Mano – Fundo Fotográfico”, uma obra que tem por base um trabalho aliciante e com o objectivo crucial, de concretizar a recolha e tratamento de documentos fotográficos considerados importantes na história e memória do Barreiro.
É através de doações de espólios de famílias, associações ou qualquer outra entidade que estes guias documentais fazem sentido, referiu Isabel Soares, responsável pelo Gabinete de Arquivo e Gestão Documental da Câmara Municipal do Barreiro.
Depois de restaurados estas fotografias, podendo ser em suporte papel ou placas de vidro, são editadas em pequenos livros – Guias - que retratam os espólios das histórias barreirenses, sublinhou Isabel Soares.

Memórias de Comunidade

Por vezes temos em casa guardadas em caixas e gavetas fotografia que pensamos não ter valor, a não ser para nós próprios.
O mesmo pensava Olga Costa Mano, mas, presente no lançamento do livro dedicado às fotografias da sua família, registou-se que foi, com o maior orgulho, denotado no seu olhar, que reconheceu o valor das fotografias que seu pai guardou durante anos, num sótão, sem imaginar a relíquia que teria em sua pose, para mais tarde fazer renascer histórias, lugares e rostos do Barreiro velho.

Uma lição sobre fotografia

No decorrer da sessão, Élia Roldão, fez uma breve explicação e orientação sobre os percursos e etapas, relativamente ao restauro e manutenção de fotografias.
Élia Roldão, Técnica Superior de Conservação e Restauro, da Equipa Luís Pavão, Lda., onde trabalha actualmente, explicou a sua paixão pela fotografia, e, permitiu aos presentes, um novo olhar, abrindo novos horizontes para a forma de sentir a fotografia, dando algumas dicas do seu trabalho e ajudando a perceber melhor qual o processo de conservação e o sentido positivo todas as doações de fotografias, tal como aconteceu na concretização deste projecto.
No contexto, explicou muito bem o porquê da importância destas doações a um município, referindo que, a fotografia para além de ser uma memória nossa, de cada cidadão, pode ser, muitas vezes, também considerada, como uma memória de comunidade.
Salientou Élia Roldão, que a fotografia quer e suporte papel, vidro ou em película deve ser guardada tendo em conta alguns cuidados, para uma manutenção saudável. Recordou que este processo passa por várias fases tais como: Identificação; Organização; Limpeza de provas; Remoção de colas, tratamento de álbuns, congelamento entre outros.
Todas estas fases, salientou, passam, claro está, por mãos de profissionais e equipas especializadas.

Um exemplo para preservar as memórias

No final da apresentação do livro da família Costa Mano, Joaquim Matias, vice presidente da Câmara Municipal do Barreiro, informou, a propósito das memórias evocadas nas fotografias, que um novo projecto que está a ser desenvolvido, baseado num Programa de Reabilitação do Barreiro Antigo.
Salientou que, este é um projecto exigente a nível económico para o concelho, mas cuja desenvolvimento, vai ser longo, com uma eficácia talvez atingida dentro de por vinte anos.
O autarca, deixou como nota final, que devido à permanente evolução do Barreiro actual, era importante e urgente criar-se um cultivo pelas memórias do nosso Barreiro Antigo, referindo a edição deste livro como um exemplo para preservar as memórias.

Marta Pereira

BREVE APONTAMENTO DE REPORTAGEM

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